Livro novo na praça

25 de Outubro de 2010, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Acaba de ser lançado, ainda em formato digital, o meu novo livro de contos intitulado 'Saca-Rolhas'. A capa é do premiado Elder Galvão e o prefácio, de Ivan Angelo - duas vezes agraciado com o prêmio Jabuti. O livro está disponível, nessa versão, no Gato Sabido/Submarino: https://www.gatosabido.com.br/submarino/ebook-download/112201/sacarolhas__epub__para_leitor_eletronico.html {{file:15046}} Segue o prefácio: "Dez textos compõem este livro. Curiosamente, não há entre eles um que se chame Saca-Rolhas e não há referências a esse objeto nas suas histórias e não-histórias. Há claramente uma metáfora: os textos são instrumentos que o autor usa para desobstruir seus próprios gargalos, existentes ou imaginados, de rolhas da emoção ou da expressão. A escrita é fluida, a prosa corre bem. Há contos tradicionais, como o bem-realizado “A Sinhá”, primeiro da coletânea: há uma crônica bem-humorada, como “Malandros”, sobre flanelinhas e sua atividade inútil-oportunista; há momentos de emoção bem-medida, como em “Quando eu me perdi”; há um criativo conto safado, “A mão de Clarice”; há uma longa digressão, felizmente divertida, sobre regionalidades brasileiras, principalmente a brasiliense; há uma perambulação em torno do pequeno drama dos 30 anos, em “Homem aos 30”; há busca de efeitos, tratamento do texto, autoexplorações – e o que dá unidade ao conjunto é que tudo parece fazer parte do mundo de um mesmo personagem, tanto as inquietações à moda de artigo quanto as peripécias vividas por ele." (Ivan Angelo, duas vezes agraciado com o Prêmio Jabuti)



Praiana

23 de Fevereiro de 2010, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

http://latrinadasletras.blogspot.com/2009/08/praiana.html


Sua sombra samba
Sobre as sobras
De sol e de sal.

Diálogos - III

23 de Fevereiro de 2010, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

http://hay-tomates.blogspot.com/2009/02/dialogos-iii.html

Self Portrait, Nan Goldin.
R.,

Suas palavras são muito fortes, mas isso eu já disse antes. O que eu não disse é que também ando trocando e-mails com aquela amiga e a temática é praticamente convergente, isto é, tanto você quanto ela estão passando por angústias semelhantes - e encontraram uma espécie de diluidor que, não por acaso, sou eu. Talvez ontem eu não tenha explicado bem a situação, afinal aquele Herbie Hancock afeta o raciocínio de qualquer um. Em resumo, muitos e-mails pungentes arrebentando as muralhas aqui dentro. Lembrei, então, de um poema - e de uma foto da Nan Goldin - que nos remetem a essas várias (e inevitáveis) coisas. Serão provavelmente meu próximo post no blogue. Por enquanto, envio para você. Porque às vezes, querido, um sorriso é só um sorriso.
Museu Cotidiano

Esquecer para lembrar: centelha inglória
da renúncia, palavras turvas, membros inertes
– muletas de causa/efeito para maior
segurança dos instintos – o corpo, fábrica
de flertes, quer abrigo, pares e poros,
um pouco de atrito – este nó que de tão
cego não desata nem sacia (tarde de maio
ou joy forever?) – exilados da carne a
envenenar-se de espírito, fardos mutuamente
inúteis – agora deixa sangrar: uma
fina, milenar garoa, salpicando carbono
em flores fósseis (voltem sempre).
Leonardo Martinelli, em Dedo no ventilador.

*** "Unfinished sympathy", Massive Attack.




All that jazz!

23 de Fevereiro de 2010, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

http://hay-tomates.blogspot.com/2009/02/all-that-jazz.html

Thelonious Monk
Compulsão: (s.f.) 1. imposição interna irresistível que leva o indivíduo a realizar determinado ato ou a comportar-se de determinada maneira.
Maldito Ipod. Agora posso brincar - diariamente, se assim me agradar - com os 16 Giga de jazz e blues que armazenava no computador. Uma criança! Durmo tarde. Muita música, acordes demais - e lucidez de menos, desconfio. Semana de pianistas, essa. Começou com o Hancock na semana passada e foi descambando um dia após o outro: Duke Ellington, Bill Evans, Chick Corea, Michel Camilo, Brad Mehldau, Keith Jarrett...Daí caí com graça nos braços do Oscar Peterson e na perdição de Alice in Wonderland! Hoje estou mais, hum, er, cof, cof, óbvia: Monk. Doses cavalares. Precisamente desde às 23:24 hs de ontem. I mean you, Monk & Art Blakey, neste momento.
Mas escrevo mesmo por uma questão de sobrevivência. Minha, de fato. Há alguma alma caridosa aí do outro lado disposta a me ceder uma versão em mp3, mp4, rar, etc. de uma certa Dexter´s Tune, de um certo Randy Newman, parte de uma certa trilha sonora de um certo filme com o De Niro? Os altruístas podem enviar a raridade pro: amarossi@terra.com.br
Não sou nada boa com essas promoções e vendas casadas. Também não vendo terreno no paraíso, mas de repente o bom coração pode valer uma cerveja, who knows?


Cotidiano

23 de Fevereiro de 2010, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

http://hay-tomates.blogspot.com/2009/02/cotidiano.html

Imagem do Hubble.



Considerar: 1. do latim considerare: estar com as estrelas.

E às vezes é tão difícil, não é?



*** " Moanin' ", Art Blakey.