Um pouco de tudo, inclusive de mim mesma. Nem tudo vai agradar, mas essa sou eu e as coisas que me cercam. Eu mudei muito, mas e dai? Minha cara e o meu nome continuam a mesma coisa, me interessa fazer o que acredito ser o certo. Ter opinião diferente não obriga ninguém a brigar com ninguém, cada um é livre para pensar, falar e agir como quiser de acordo com o que acredita ser certo. Cada um é responsável pelas consequencias de suas próprias palavras, pensamentos e ações.

um pouco da USP Lost... digo, USP Leste

19 de Dezembro de 2007, por Desconhecido - 88 comentários

Embora muitas pessoas falem mal e reclamem de greves na faculdade, eu diria que o período de greves leva as pessoas a situações, no mínimo, interessantes. Dá pra conhecer muita gente que você provavelmente nunca encontraria circulando nos lugares que fazem parte da sua rotina, e também pra conhecer lugares da universidade por onde você provavelmente não andaria, se não fosse pela ocasião de uma greve.

Sei que muitas pessoas não vão concordar comigo, mas se a greve não é uma escola, uma situação de aprendizado pra vida, pelo menos é uma situação de uma maior integração e interatividade entre as várias pessoas e unidades da universidade. Um exemplo disso é o fato inusitado de, além de eu ter ido até a Escola de Aplicação junto com alguns alunos dali pra conversar com a molecada, eu ter ido por própria conta e risco até a EACH - mais conhecida como USP Leste - junto com alguns alunos de lá pra fazer contato com o pessoal que estava mobilizando na greve por ali, além de saber um pouco mais como funcionam as coisas naquela unidade... embora alguns digam que a EACH é um outro campus, e que ela funciona como tal, de maneira independente em relação ao nosso campus aqui no Butantã, oficialmente ela é mais uma unidade do campus da capital - como a unidade de Direito da SanFran.

Pra mostrar um pouco do que eu vi e do que tantos uspianos da EACH conhecem bem, achei que seria interessante eu colocar aqui alguns vídeos do Youtube mostrando um pouco do universo "USP Lost" - como é chamada "carinhosamente" pelos estudantes de lá - e não apenas fazer mera descrição. Afinal de contas, a meu ver não existe descrição por escrito que supere o que pode ser visto através da imagem. Pra quem não conhece muito bem os trens aqui de São Paulo, a linha que aparece repetidamente nos vídeos é a Linha F - Brás-Calmon Viana, considerada uma das mais de trem mais complicadas da CPTM... e pra quem não sabe, a estação Calmon Viana se localiza bem distante do centro de São Paulo, nos confins do município de Poá, já perto da divisa com o município de Suzano - aliás, eu conheço bem aquela região de Poá.

USP LOST - quebrada do caralho!

(o caminho até o lugar)

 

{{video:http://www.youtube.com/watch?v=0CfmDu1Sz0E}}

 

http://www.youtube.com/watch?v=0CfmDu1Sz0E

 

USP Leste - 27/11/2006

(um pequeno "tour" pela EACH)

 

{{video:http://www.youtube.com/watch?v=E8We1Od1P8M}}

 

http://www.youtube.com/watch?v=E8We1Od1P8M

 

São Paulo Linha F - Violeta

(a linha de trem que a galera que não tem carro nem carona precisa pegar)

 

{{video:http://www.youtube.com/watch?v=CadworFU16g}}

 

http://www.youtube.com/watch?v=CadworFU16g

 

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Comprimidos? ... Não, obrigada.

18 de Dezembro de 2007, por Desconhecido - 55 comentários

Pra quem achou o título da poastagem um tanto estranho, já deixo claro que não me enganei: a idéia que quero transmitir com essa postagem é exatamente essa, por mais estranho que possa parecer.

Remédios, drogas, venenos

Como muitos já devem ter ouvido antes, "o que diferencia o remédio do veneno é a dose". Por isso mesmo, eu já não consigo fazer uma distinção clara entre essas três coisas mas que, pra muitos, são completamente diferentes.

Convivendo com tantas pessoas que usam comprimidos e pílulas pra "resolver" todos os problemas que aparecem pela frente, num contexto onde se perpetua a cultura da automedicação e se chega ao ponto de fazer diferenciação entre a "hipocondria comum/de hábito" e a "hipocondria patológica", cada vez mais eu ouço dizerem que eu sou doida. Sou doida mesmo... se abominar o fato de tantos considerarem natural o hábito de se ter uma "farmacinha" montada no armário de casa enquanto uma alimentação equilibrada é colocada em segundo plano é maluquice, eu admito: sou doida.

Durante anos tomando um monte remédios por indicação dos meus pais, além dos receitados por médicos, nos últimos três anos andei observando meus pais mais atentamente e me dei conta que eles não passavam de duas pessoas hipocondríacas munidas de receituário - já que exercem profissão de cirurgiões dentistas em UBS's (Unidades Básicas de Saúde), sempre tinham algumas folhas de receituário guardadas em casa - e que, além de eu não precisar daquele monte de comprimidos que me ensinavam quando e como tomar, eles claramente mais me faziam mal do que bem. Quando vi que tomar um antitérmico tinha como conseqüência desencadear em mim graves crises de enxaqueca, e que os medicamentos de uso mais prolongado ou contínuo criavam em mim uma cadeia de intolerância ao mesmo tempo gradual e violenta, percebi que tinha alguma coisa muita errada nessa história toda, e comecei a buscar meios de me cuidar sem ter que engolir um só comprimido que fosse.

Vegetariana? Eu?

Depois de passar mais de um ano - já estando na faculdade - lidando com todo problema de saúde que me aparecia pela frente fugindo de remédios e estruturando a alimentação, consegui iniciar uma sistematização de tabelas alimentares de próprio punho que eram refeitas e reestruturadas a cada vez que eu tinha alguma alteração no meu estado de saúde. Cheguei ao ponto de, passando a greve inteira desse ano no campus - e não indo pra casa de um parente depois de alguns dias, ficando por lá até que ela acabasse - superar uma gripe forte combinada com sinusite com apenas 4 dias de reestruturação da alimentação e algumas doses extra de líquido e repouso. Uma situação que até 5 anos atrás eu nem imaginava que fosse possível de resolver sem a ajuda de aspirinas e antibióticos.

No fim das contas, quando passei as férias de meio de ano na casa da minha avó, vi que ela tinha vários pacotes de proteína de soja texturizada aromatizada no armário da cozinha, e reparei que ela misturava uma mais escura sabor carne no meio de carne moída - e o meu vô nem percebia isso, apesar dele saber o tempo todo que tinha proteína de soja no armário - e às vezes usava uma mais clara sabor frango par preparar o molho do macarrão que ela preparava com tomate fresco em lugar do extrato/polpa de tomate... o detalhe é que eu comia jurando que era frango que ela usava!

Resolvi pesquisar um pouco a respeito da soja e de alguns produtos integrais usados tanto pelo me avô quanto pela minha avó, e passei a pegar ainda mais no pé dos meus pais pra eles "se mancarem" e pra que deixassem de encarar com tanta frescura produtos desse gênero - os únicos derivados de soja que interessava eles eram o tofu e o shoyu, mas era apenas porque se tratava de um itens da culinária japonesa, e não pelo fato de serem derivados da soja. De qualquer forma, eu já sabia em parte as propriedades nutricionais e os benefícios da soja, e logo peguei gosto pela coisa.

No CRUSP, em fim-de-semana - quando não tem bandejão - eu tenho o hábito de combinar o preparo de refeições, ou com os companheiros de apê, ou com vizinhos que estiverem na área. Muitas vezes, preparei refeições completas em apenas uma panela, usando arroz integral, legumes e grãos de todo tipo que eu tivesse na mão, além de usar um pouco de soja em grão ou da proteína de soja texturizada recebida das mãos da minha vó. Depois de ter perdido a conta de quantas vezes eu ouvi as pessoas perguntando "Você é vegetariana?" tenho uma resposta já quase decorada, que deixo também aqui:

Se combinada com laticínios serve como substituta da carne, é mais fácil de guardar, dura muito tempo guardada no armário sem estragar, não precisa de geladeira antes de ser cozida, custa bem menos que carne - isso sem citar as propriedades nutricionais e até "terapêuticas" - eu não preciso ser vegetariana pra ter o hábito de comer soja e produtos derivados de soja... eu gosto, faz bem, eu como!

Alimentação funcional

Como ter atenção e cuidado com a alimentação nunca é demais, continuei cuidando de manter atualizadas minhas tabelas alimentares e não deixei de continuar pesquisando a fundo sobre como aperfeiçoar esses métodos, que eu usava pra continuar abrindo mão de medicamentos sem traumas nem arrependimentos, muito menos remorso. Até que um dia me dei conta que tudo isso que eu já fazia é uma coisa que não era simplesmente uma "invencionice maluca" da minha cabeça e que fazia muito mais sentido e importância do que imaginava; descobri inclusive que essa sistematização toda até tinha um nome, e que já tinha sido publlicada recentemente em livro por um médico: ALIMENTAÇÃO FUNCIONAL.

Até o ponto que eu cheguei na minha pesquisa a respeito, os princípios que foram divulgados pelo médico endocrinologista Jair Tadeu G. De Oliveira em um livro publicado em 2006 pela editora Claridade intitulado "Alimentação Funcional: Prolongando a Vida, com Saúde" são mais ou menos os mesmos que eu já seguia antes de ter contato com o livro dele. De acordo com com as propriedades nutricionais que envolvem desde as vitaminas e minerais até antioxidantes específicos e fitoesteróis (hormônios vegetais), se faz o balanceamento da dieta alimentar visando não apenas valores calóricos em comparação com o valor nutricional, mas também o fato de que determinados alimentos em dado contexto também tem relevância por seu valor nutracêutico (ao mesmo tempo, nutricional e terapêutico), e alguns alimentos tem um potencial nutracêutico imenso em comparação com tantos outros que fazem parte da rotina alimentar. No livro, os esquemas de tabelas nutricionais e valores incluem não apenas os alimentos vegetais, mas também os alimentos de origem animal, incluindo também alguns pequenos apontamentos voltados para os vegetarianos. E entre os alimentos de alto potencial nutracêutico, uma coisa ficou muito clara: em valores quantitativos de variedade, a soja está no topo da lista dos nutracêuticos mais relevantes.

Concluindo esse rodeio todo: sou doida mesmo, não tomo remédios de nenhum tipo e balanceio por conta própria minha dieta alimentar. O próprio Hipócrates destacou que "Do teu alimento farás a tua medicina". Tem sempre médicos reafirmando que isso funciona, e escrevendo porque e como fazer isso. Tudo isso sem ser vegana nem vegetariana, e sustentando o hábito de comer soja. Preciso explicar mais?