Um pouco de tudo, inclusive de mim mesma. Nem tudo vai agradar, mas essa sou eu e as coisas que me cercam. Eu mudei muito, mas e dai? Minha cara e o meu nome continuam a mesma coisa, me interessa fazer o que acredito ser o certo. Ter opinião diferente não obriga ninguém a brigar com ninguém, cada um é livre para pensar, falar e agir como quiser de acordo com o que acredita ser certo. Cada um é responsável pelas consequencias de suas próprias palavras, pensamentos e ações.

Direitos e valores humanos

23 de Fevereiro de 2008, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Não sei quem por aqui se dá o trabalho de discutir e refletir sobre coisas desse gênero, mas quando li esse texto que um amigo meu recebeu por e-mail e mostrou pra mim, fiquei espantada de ver a maneira notadamente distorcida como algumas pessoas encaram os problemas sociais e os Direitos Humanos.

Deixo aqui o texto que recebi na íntegra para quem quiser ler e pensar no tema.

 

Assunto: Direitos humanos são para humanos direitos



Carta enviada de uma mãe para outra mãe em SP, após noticiário na tv:*

"De mãe para mãe.

Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.

Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.

Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, etc...

Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro. Enorme é a distância que me separa do meu filho. Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.

Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.

Olhe você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo locadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.

No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...

Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu? Que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem.


No cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante destas 'Entidades' que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto e talvez me indicar 'Os meus direitos'!



Circule este manifesto! Talvez a gente consiga acabar com esta inversão de valores que assola o Brasil!'

Direitos humanos são para humanos direitos!!


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