Um pouco de tudo, inclusive de mim mesma. Nem tudo vai agradar, mas essa sou eu e as coisas que me cercam. Eu mudei muito, mas e dai? Minha cara e o meu nome continuam a mesma coisa, me interessa fazer o que acredito ser o certo. Ter opinião diferente não obriga ninguém a brigar com ninguém, cada um é livre para pensar, falar e agir como quiser de acordo com o que acredita ser certo. Cada um é responsável pelas consequencias de suas próprias palavras, pensamentos e ações.

mensagem para os escritores de plantão

21 de Maio de 2007, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

O blog da Originais Reprovados, da Editora Com Arte Jr - ECA, está finalmente feito e pronto para receber os textos. Os textos são avaliados pelas pessoas que lêem o blog, e os mais bem avaliados podem ser publicados no próximo número da revista Originais Reprovados - os números anteriores continuam à venda, e pelo preço que sai uma revista dessas pra comprar, com certeza é melhor do que ficar se matando atrás de uma editora que vai fazer um livro pra vender por um preço que muita gente não vai pagar.

Mais informações no site: http://www.comartejr.com.br/originais

 



Violência na universidade

21 de Maio de 2007, por Desconhecido - 22 comentários

pois é, ocorreu piquete na Física... e tem professores que ficaram realmente muito fulos com os piquetes, muito mesmo...

{{video:http://www.youtube.com/watch?v=86jOh5n92bw}}

 

http://www.youtube.com/watch?v=86jOh5n92bw

ignorância é uma merda... no sentido clássico mesmo, de ignorância como "não ter conhecimento/desconhecer", e por isso mesmo é sempre muito bom ter informação sobre o que acontece "bem debaixo do nosso nariz"



Novos olhares sobre a ocupação

9 de Maio de 2007, por Desconhecido - 22 comentários

 

Pé esquerdo

(no blogue de Evanildo Novelini - http://www.evaldonovelini.com.br/alfarrabios/?id=163)

10/05/2007 - 13:21:46

Há exatamente uma semana, centenas de alunos ocupam a reitoria da maior universidade pública do Brasil.

É manifestação, pacífica, contra a política do governador José Serra (PSDB).

Ocorre que o homem cuja intelectualidade é louvada pelos paulistanos assinou, em seu primeiro dia de governo, alguns decretos que põem fim à autonomia das três principais instituições públicas do Estado: além da Universidade de São Paulo, cujos alunos estão rebelados, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Não adianta procurar notícias da ocupação nos jornalões - o tema está sendo ignorado pela grande imprensa, cujos repórteres estão, neste momento, monopolizados atrás dos passos de Joseph Ratzinger.

Os manifestantes lançaram na internet os motivos que levaram à ocupação da reitoria, que este blog divulga.

Íntegra:  Em 1º de janeiro, seu primeiro dia de mandato, por meio do decreto nº 51.460, Serra desmembrou a Educação em diferentes pastas. Foi criada uma nova secretaria, de Ensino Superior, à qual ficaram vinculadas as universidades públicas, USP, Unesp e Unicamp. A educação básica continua responsabilidade da Secretaria de Educação. O Centro Paula Souza (CEETEPS), que engloba os ensino técnico estadual e as Fatecs (que também oferecem ensino superior!), e até então era vinculado a Unesp, passou a ser responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento. Essa fragmentação administrativa caminha no sentido contrário do que é necessário, isto é, de uma integração cada vez maior entre as diferentes áreas da Educação.

No mesmo dia, Serra assina também o decreto nº 51.461, que reformula o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas). Até então, faziam parte do Cruesp os três reitores e dois secretários de estado (Educação e Desenvolvimento), com o novo decreto, foi incluído o Secretário de Ensino Superior. A presidência do conselho, que era ocupada em rodízio entre os reitores, passou a ser uma prerrogativa do Secretário de Ensino Superior. Com três cadeiras, e o voto de Minerva do presidente, o governo passaria a ter poder para aprovar qualquer medida, no Conselho de Reitores, independentemente da opinião dos próprios Reitores. O Cruesp é um órgão estratégico, pois tem a função de coordenar políticas de integração e isonomia das universidades. Entre outras coisas, é ele que define os percentuais de reajuste salarial de professores e funcionários. Posteriormente, Serra recuou dessa medida, devolvendo a presidência aos reitores, mas manteve a inclusão do Secretário, como membro, ficando o conselho com 3 reitores e 3 representantes do governo.

No dia seguinte (2 de janeiro), Serra baixa o decreto nº 51.471, que suspende por tempo indeterminado "a admissão ou contratação de pessoal no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta, incluindo as autarquias, inclusive as de regime especial (...)", ou seja, suspende a contratação de novos funcionários em todos os órgãos do Estado. Grave para toda a administração pública estadual, por implicar em precarização dos serviços oferecidos a população e estimular a terceirização, o decreto é ainda mais preocupante para as universidades públicas, pois fere o direito das mesmas, inerente a autonomia, de contratar professores e funcionários de acordo com seus recursos e necessidades internas.

No dia 8 de janeiro, uma portaria da Secretaria de Planejamento determinou o contingenciamento de parte dos recursos destinados por lei às universidades públicas. O contingenciamento ocorreu através de duas medidas: retenção de 15% das verbas destinadas ao custeio das Universidades e recusa em repassar as Universidades sobras do orçamento de 2006 que ainda não tinham sido recebidas. No total, mais de R$ 27 milhões foram desviados do orçamento das três universidades. Mas do que a quantia em si, o que preocupa é o precedente, já que, desde 1989, quando foi criada a autonomia universitária, nunca um governador tinha desrespeitado o orçamento das Universidades.

Por fim, a mesma portaria previa a transferência da gestão financeira das universidades para o Siafem/SP (Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios), controlado pelo executivo estadual. Como conseqüência, para transferir dinheiro de uma rubrica à outra, do seu próprio orçamento, as universidades passariam a depender da autorização do governador.

Pode-se creditar a Serra, ainda, o veto de seu antecessor, Cláudio Lembo, ao aumento dos recursos destinados a Educação Pública no estado de São Paulo, de 30% para 31% da arrecadação de impostos, e, especificamente para as universidades públicas, de 9,57% para 10,43% da arrecadação do ICMS, além da vinculação de 1% do ICMS para o Centro Paula Souza. O aumento foi aprovado pela Assembléia Legislativa, mas foi vetado por Lembo em seu último dia útil de mandato. Nas declarações que deu sobre o veto, o ex-governador afirmou que, ao vetar, agiu a pedidos de Serra.

Triste ironia constatar o descaso dos "professores" do PSDB com a educação. Depois de destruírem o ensino básico e fundamental em São Paulo, onde reinam absolutos há mais de uma década, querem agora fazer o mesmo com o universitário.

Diquinha: Enquanto a preocupação nacional girar em torno dos pés do papa, dá para se informar do movimento pelo Blog da Ocupação da USP, atualizado pelos manifestantes. A página pode ser acessada aqui.

 



Professores dialogam

7 de Maio de 2007, por Desconhecido - 1Um comentário

Foram publicados no blogspot videos com trechos do debate de professores da USP - campus da capital - com os estudantes, que ocorreram na noite do dia 7, segunda-feira, em frente à Reitoria ocupada.

Esses mesmos vídeos foram colocados à disposição também no Youtube.

http://fotosdaocupacao.blogspot.com/



Uma mensagem/comentario enviada aqui na rede sobre a ocupação da Reitoria

5 de Maio de 2007, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Olá a todos.

Sou aluno de História e não tenho participado do movimento devido ao fato de que sou servidor público no município de São Roque e não tenho tempo sequer para chegar nas aulas no horário devido. Também quero deixar claro que, apesar disso, a ocupação tem o meu total apoio e consideração.

Eu só quero me manifestar porque essa discussão me parece esgrima retórica, onde o uso das palavras supera a força do argumento. Discute-se se houveram excessos manifestados em agressões e depredação com o intuito de desqualificar ou legitimar o movimento e não acho que essa deve ser a questão. Não estive lá, mas provavelmente tais excessos não houveram. Eles aconteceriam se fosse uma manifestação do SINTUSP, da ADUSP ou de qualquer outro movimento, pois não há formas claras de conter as diversas variáveis que regem as ações de um grupo de quatrocentas pessoas em situação de forte tensão, o que era o caso. Lembrem-se que mesmo policiais treinados em contenção de distúrbio podem perder o controle em situações de pressão gerada por uma manifestação.

A Nossa Universidade já passou por isso diversas vezes e não fechará as portas por este problema. A reitoria poderá, na confirmação destes eventos, exigir mutirões para a reconstrução do patrimônio danificado, sem necessariamente cortar cabeças de alunos organizadores, em caso claro de perseguição política. Nos casos de agressão, uma retração por parte da coordenação do movimento deve ser suficiente, visto que não ocorreu sequer casos de lesão corporal leve. (Se hovesse ocorrido, a Folha teria publicado em primeira página.)

O que deve-se discutir são as pautas absolutamente legítimas. Participei ativamente das greves de 2000 e 2002 e posso dizer que, desde que estudo na USP, não vi reivindicações tão claras e pragmáticas, o que é um aspecto tremendamente positivo. Estão se reinvindicando pautas legítimas e urgentes para a manutenção da autonomia universitária, bem como reformas estruturais prioritárias na FFLCH, postergadas durante anos. Antes que alguém franza o nariz, levem em conta que as rixinhas entre "fefelechentos", "ecanos", "politrecos" e "almofadinhas" devem ser deixadas para o Bichusp e eventos análogos. Deve-se ter noção de que somos uma comunidade e que a FFLCH também é um patrimônio de todos os alunos. Se você não usufrue agora, pois é de outra faculdade, teus filhos, irmãos e sobrinhos poderão usufruir (minha mãe é doutorada na Bio; Meu pai passou pela FAU, POLI, IME, IAG até se assentar na ECA. Famílias de Uspianos geralmente continuam na USP.) O momento é de entender que houve uma maturação legítima das reivindicações e apoiá-las abertamente. Usar dos erros para desqualificar os acertos é de, no mínimo, má-fé. Os erros devem ser usados para discurtir-se as práticas com o intuito de aperfeiçoar a capacidade de agregação do movimento, não para esvaziá-lo como algo sem valor.

Um abraço a todos.

Que a ocupação continue.

[mensagem enviada por 'Pedro Ramos']