Dúvida, pseudo-ciência e liberdade de expressão

17 de Outubro de 2008, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Todos os aficcionados por ciência tem por hobby delatar e atacar os divulgadores de bad-scienceou pseudo-ciência - aqueles estudos com ares pretenciosos de ciência mas que no fundo não têm sustentação objetiva. Alguns até diriam que é o papel dos acadêmicos da ciência tomarem a frente nessa batalha e capitanear os esforços pela erradicação da pseudo-ciência, inspirados em Carl Sagan, Richard Dawkins e outros heróis. Entretanto esbarramos aí em questões complicadas, às quais eu pretendo discutir sem dar respostas - uma vez que eu não as tenho. Creio aliás que são questões onde é mais útil pensar sobre o assunto com cuidado do que ter respostas (1). 

A primeira questão é a óbvia questão demarcatória: que é pseudo-ciência? Que venham os falsificacionistas, os kuhnianos, os lakatosianos, Hume, Feyerabend e todos os filósofos da ciência de mãos dadas admitir que nunca resolveram essa questão. Não parece, pelo menos por enquanto, ser possível definir ciência sem excluir ou incluir coisas que não gostaríamos que estivessem lá. Ciência e não-ciência não são classes de equivalência de sistemas lógicos. O que podemos fazer é outra pergunta: que atitudes são esperadas de um cientista, e quais atitudes são esperadas de um pseudo-cientista? E logo depois podemos nos perguntar porque as atitudes do cientista são preferíveis às do pseudo-cientista. 

Para atacar essa pergunta vou citar, o que é um péssimo costume pessoal, um grande cientista:

É a nossa responsabilidade como cientistas, sabendo do grande progresso que vem de uma satisfatória filosofia da ignorância, (...) ensinar como a dúvida não deve ser temida mas bem-vinda  e discutida; e demandar essa liberdade, como nosso dever perante todas as futuras gerações.

Richard P. Feynman, What Do You Care What Other People Think(3)

Meus grifos e minha tradução (perdoem-me por qualquer erro). Essa citação, usada numa bela palestra do Prof. Nestor Caticha sobre a vida de Feynman semana passada no Convite à Física (2), aponta na direção do que é considerado entre os cientistas um padrão de comportamento desejável (porém nem sempre seguido): honestidade intelectual, particularmente honestidade com a dúvida. Ter dúvida e não se sentir constrangido, admitir não saber e admitir que a nossa capacidade de conhecer é limitada e que seu produto é sujeito à revisão é a atitude esperada de cientista. Essa dúvida entretanto não é passiva. O estado de dúvida é o estado de busca da sanação dessa dúvida. 

O pseudo-cientista arquetípico não age assim. Ele brande a certeza em uma verdade revelada, que lhe foi transmitida por meios misteriosos e que todos os outros não conseguem enxergar. Ele crê ter o mundo contra sí, contra a sua verdade auto-evidente. 

Por que é bom agir como um cientista e não como um pseudo-cientista? Eu não sou um estudioso de ética para atacar essa pergunta. Eu estaria muito mais disposto a responder: o que a sociedade ganha se as pessoas agirem como cientistas e não como pseudo-cientistas? Há dezenas de possíveis lucros para a sociedade: governantes dispostos a revisarem suas crenças e projetos são mais capazes de prever, evitar e consertar erros administrativos, modelos de gestão adaptativos que se revisam periodicamente são mais eficientes, pessoas com dúvidas são curiosas e aprendem mais, ... enfim, um mundo onde as dúvidas são expressas e sanadas é mais eficiente que um mundo onde as dúvidas são suprimidas em favor da verdade revelada.

Outro ponto, muito mais complicado que esse é: devem os pseudo-cientistas ter liberdade de expressão para sair pelo mundo propagando suas crenças? Essa pergunta é uma dentre uma classe de perguntas muito difíceis. Por sorte essa não é tão difícil quanto as piores dentre essa classe (e.g., "deve um militante anti-democrático ser beneficiado pelas liberdades que a democracia preconiza?"). Essa pergunta é difícil por uma única razão: sua resposta não pode ser justificada sem apelar para valores subjetivos. A minha resposta para essa pergunta é um grande, sonoro, veemente e incondicional SIM. Liberdade de expressão é um valor que eu considero inegociável e incondicional. Qualquer pergunta que comece como "deve fulano ter liberdade de expressão ... ?" é por mim respondida com sim antes de ouvir as condições. Mas eu não consigo justificar essa resposta sem apelar para as minhas crenças sobre o mundo (4). Porém liberdade de expressão não é liberdade para exigir qualquer tipo de apoio por parte de quem quer que seja, quanto mais apoio público, para propagação das suas idéias. 

Ahá, diria um atento: o cientista tem apoio e financiamento público não só para propagar suas idéias como para ensiná-la às criancinhas, pesquisá-las, aprofundá-las, publicá-las e divulgá-las como quiser!!! Isso é fato. Mas o cientista só o tem sob duas condições, pelo menos na minha opinião: 

  • a ciência, calcada na busca da sanação objetiva das dúvidas, produz progresso técnico, intelectual e filosófico. Iniciativas baseadas na certeza pseudo-científica geralmente conduzem ao estacionamento e até ao regresso;
  • ao desenvolver a sua atividade o cientista deve aprofundar a cultura da dúvida e da pesquisa objetiva, propagando essa cultura entre os seus alunos e entre os contribuintes que o financiam, para o lucro da sociedade.
Diante de toda essa pintura idealizada, cabe-me agora atacar os cientistas pela sua não-realização. Os cientistas brasileiros, guardando-se célebres exceções,  não têm divulgado satisfatóriamente suas pesquisas, não têm procurado desenvolver uma satisfatória "filosofia da ignorância" (para citar Feynman novamente) , não têm estimulado em seus alunos essa cultura de ter dúvidas e procurar resolver as boas dúvidas. Não têm sido bem sucedidos em promover o ensino de ciência, que não é o ensino de uma zoologia de fórmulas matemáticas, mas a propagação da idéia de que a admissão da dúvida e da busca de sua sanação como elementos fundamentais do progresso. 
 
Quando a academia toma para si suas obrigações não é preciso lutar contra a pseudo-ciência. Ela simplesmente não se sustenta diante de uma visão do mundo que admite a ignorância. Em contraste, quando a academia não faz a sua obrigação, a sociedade não se vê disposta a financiá-la, não sente os benefícios de desenvolver ciência madura em suas universidades e volta-se às verdades reveladas e às certezas destrutivas. 

 

Notas:

(1) E isso não é verdade para qualquer questão filosófica?

(2) Convite a Física são palestras semanais no Instituto de Física da USP. São destinadas ao público leigo. Aberta ao público, entrada franca. Por favor: lotem essas palestras.

(3) Leia mais sobre o papel da dúvida na ciência segundo Feynman aqui: http://laserstars.org/bio/Feynman.html

(4) E alguém pode objetar: alguém consegue justificar alguma resposta sem apelar para suas crenças ? Mas acho que vocês entenderam o que eu quis dizer...



Onde estão os simpatizantes?

4 de Outubro de 2008, por Desconhecido - 77 comentários

Outro dia, lendo um post no blog da Livia Maat, aqui no stoa, me ocorreu a seguinte questão: porque tão poucos heterossexuais se engajam em defender os direitos dos homossexuais?

Como eu disse em um comentário no blog da Livia, eu acredito que, se consultássemos as pessoas, uma boa porcentagem e talvez até a maioria se diria a favor de que a orientação sexual de alguém não tivesse implicação alguma para as suas responsabilidades ou direitos em um estado democrático, inclusive no que diz respeito à legislação civil. Entretanto, pergunto-me, que porcentagem dos brasileiros gostaria de ter sua imagem associada a qualquer atividade que fosse ligada a pessoas homossexuais?

Há uma lista conhecida de mais de 30 direitos negados pela legislação brasileira aos homossexuais, que são plenamente oferecidos à população heterossexual. Essa situação é uma distorção óbvia, IMHO, em qualquer estado que proclame em sua constituição federal a igualdade de todos os cidadãos perante a lei. Qualquer pessoa que milite pela democracia liberal e pelo estado de direito não age de forma coerente ao conformar-se com isso. Entretanto não é comum ver orgãos tipicamente ligados à defesa da legalidade e da democracia (OAB, Ministério Público) se manifestando sobre essas questões. 

Grande parte das pessoas que se encaixam, no movimento de defesa dos direitos dos homossexuais, na letra S de simpatizantes, são em geral pais ou irmãos (mais raramente, filhos) de homossexuais que resolveram apoiar seus entes queridos.

Onde estão os democratas liberais heterossexuais que não têm homossexuais na família mas que se sensibilizam com essa questão? 



O LHC não vai produzir um mini big bang

20 de Setembro de 2008, por Desconhecido - 88 comentários

Cheque seus jornais favoritos. Todos eles. Procure todas as notícias sobre o Large Hadron Collider, o grande acelerador de partículas que entrou em fase de testes recentemente na Europa, e cheque se há pelo menos uma que não qualifique o experimento como "máquina do big bang", ou que não diga que o objetivo do experimento é recriar em laboratório a explosão que deu origem ao universo. 

Há semanas eu tento entender a razão desse padrão jornalístico maluco. Não percebo o que pode motivar os jornalistas a continuar propagando essa imprecisão, essa desinformação, essa... mentira para ser mais exato. Não creio que os jornalistas sejam ignorantes. Eles bem sabem que o que estão publicando não é exatamente verdade. Mas antes de prosseguir com essa digressão sobre os jornalistas, para aqueles que não entendem a razão da minha perplexidade, vamos falar um pouco do LHC, dos seus objetivos e da física que ele pretende explorar. 

Ao longo do século XX um tipo de experimento se estabeleceu como a forma mais simples de investigar a natureza íntima da matéria: produzir partículas subatômicas, acelerá-las até a maior velocidade possível e fazê-las colidir umas com as outras. Parece brincadeira de criança, mas há razões muito fundamentais para fazer isso. Quando partículas se chocam diversos processos podem acontecer que levam à produção de outras partículas. Medindo que tipo de partículas são produzidas, as taxas com que elas são produzidas e diversas outras características desses processos, podemos descobrir como essas partículas interagem e assim criar modelos preditivos sobre a matéria. Quanto maior a energia da colisão, mais e mais se podem observar processos mais raros, com intensidade mais fraca, que produzem partículas mais e mais instáveis.

Através da observação dessas colisões e de outras fontes de informação os físicos conseguiram criar um modelo, conhecido como Modelo Padrão das Partículas Elementares, capaz de explicar os fenômenos até hoje conhecidos envolvendo três das quatro interações fundamentais conhecidas: o eletromagnetismo e as interações nucleares forte e fraca. Entretanto, há coisas que esse modelo ainda é incapaz de explicar, e é justamente para oferecer mais dados sobre esses fenômenos que o LHC foi construído.  

Uma das questões é o fato de que o Modelo Padrão prevê a existência de uma partícula que os físicos chamam Bóson de Higgs. O campo associado ao Bóson de Higgs surge no Modelo Padrão como parte do processo que explica a massa de algumas partículas e o mecanismo associado a essa geração de massa é essencial no modelo. Entretanto essa partícula ainda não foi detectada. Há grandes esperanças de que, se essa partícula de fato existe, ela deve ser produzida em processos de colisão com energias que o LHC conseguirá ter acesso. 

Outra questão não resolvida é a seguinte: há um tipo de simetria das leis físicas denominada super-simetria, que a cada partícula conhecida associa um par supersimétrico. É possível escrever as leis físicas respeitando ou quebrando essa simetria e não se sabe, com os atuais experimentos, se a super-simetria é de fato uma das simetrias que deve ser respeitada pelas leis da física. Se for, isso implica em uma grande simplificação teórica e em excelentes princípios guia para o refino do Modelo Padrão. 

Um terceiro problema é conhecido como problema da hierarquia. Há quatro interações fundamentais na natureza: o eletromagnetismo, as interações nucleares fraca e forte e a gravitacional. Dentre as quatro a gravidade apresenta uma intensidade muito, muito menor que a mais fraca das outras três. Qual é a razão para isso? O que há de especial com a gravidade? Há esperança de que os resultados do LHC possam iluminar algo nessa direção.  

A cada partícula conhecida está associada uma antipartícula, identica sob todos os aspectos, mas com algumas caracteristicas invertidas (carga de sinal contrário, por exemplo). Em todos os aspectos, matéria e anti-matéria são perfeitamente simétricas. Anti-prótons, anti-neutrons e anti-elétrons poderiam juntar-se em anti-átomos, anti-moléculas e até formar um anti-planeta, anti-estrelas e anti-galáxias,  onde a física seria idêntica em todos os aspectos à física aqui no nosso planeta. Espera-se que o processo que gerou o nosso universo teria produzido matéria e anti-matéria em iguais quantidades. Entretanto, onde está a anti-matéria? Onde quer que os cientistas apontem seus instrumentos, só conseguem observar matéria comum. Talvez o LHC possa nos dizer mais sobre essa assimetria. 

Algumas teorias que se apresentam como alternativas ao Modelo Padrão exigem a existência de mais do que 3 dimensões espaciais no nosso universo para que sua matemática faça sentido. Dimensões extra retorcidas em escala muito muito pequena para que fosse perceptível para nós através dos experimentos que já foram feitos, poderiam ser detectadas pelo LHC em algumas condições especiais.

Nas duas últimas décadas duas grandes falhas do modelo padrão se apresentaram. A primeira é: existe matéria que não interage através das interações eletromagnética e nuclear forte e fraca mas que é detectada através da influência gravitacional sobre outras porções de matéria. Por não interagir com a luz (interação eletromagnética) essa matéria é invisivel aos nossos telescópios. Do que é feita essa matéria escura? A segunda está relacionada com a taxa com que nosso universo se expande. Medidas recentes mostram que o universo está em expansão acelerada, o que indica que há um excesso  na densidade de energia do universo. Que é essa energia escura? Esses dois problemas mostram que há mais interações e formas de matéria no universo do que o modelo padrão prevê.

Enfim... há mais dezenas de outras razões pelas quais o LHC foi construído mas a principal é essa: quanto mais profundamente observamos a matéria, mais coisas fantásticas encontramos. Certamente os experimentos lá realizados trarão diversas perplexidades e ainda outras perguntas que não podemos prever. 

E o que isso tem a ver com simular o Big Bang em laboratório? Nada!!! Isso tudo nasceu de um tremendo mal entendido. Eventualmente, durante a divulgação do projeto, alguém comentou que a temperatura atingida durante as colisões será tão grande quanto era a temperatura do nosso universo X segundos depois do big bang. É claro que é muito bonito dizer que os cientistas vão tentar reproduzir o big bang em laboratório. Mas a verdade é tão, tão interessante por si só que as matérias estariam vendidas se os jornalistas simplesmente contassem o que de fato será feito lá. Talvez eles apenas sejam preguiçosos demais...  

 



Mysterium Tremendum

9 de Setembro de 2008, por Desconhecido - 55 comentários

Uma das bases da religião, segundo o teólogo e antropólogo da religião Rudolph Otto (ver: A Idéia do Sagrado), é o Sagrado, que ele define como algo que causa a sensação do numinoso (do latim: numen, presença ou poder divinos), de algo que é totalmente outro (no original: auseinander, no inglês: whole other), totalmente diferente de mim e entretanto profundamente relacionado comigo. Otto usa também outro termo: mysterium tremendum, a sensação avassaladora de admiração diante de algo, o choque diante do "whole other".  Por outro lado, há quem pense que o cientista é o exato oposto. É alguém para quem não há mysterium tremendum, mas a fria racionalização da experiência humana. A redução, através da devida explicação, de qualquer mistério ou incerteza a uma série encadeada de fatos que dão objetividade e realidade ao universo. Para mim não há nada mais estranho à ciência do que a ausência de admiração e choque, a ausência do numinoso na presença do whole other.

Quando se contempla a natureza com olhos espirituais/filosóficos, o que nos causa admiração? O livro de Jó dá uma pista: "domínio e admiração pertencem a Deus; ele estabelece ordem nas alturas" (Jo 25,3). A história da religião é a história da ordem. Cada mito cosmogônico é uma versão da vitória da ordem sobre algum caos primordial incontrolável e monstruoso. O Bereshit hebraico, o livro do Gênesis para os ocidentais, principia seu mito de criação com a terra vazia e informe e o ruach de deus pairando sobre o abismo e deus, em seguida, segue ordenando o universo: separa o dia da noite, separa as águas,  estabelece terra firme, cria cada espécie de animais, plantas, etc, tudo de maneira a ordenar e categorizar o universo. O Enuma Elish babilônico também inicia com o caos:

"Quando no alto não se nomeava o céu,
e em baixo a terra não tinha nome,
do oceano primordial (Apsu), seu pai;
e da tumultuosa Tiamat, a mãe de todos,
as águas se fundiam numa,
e os campos não estavam unidos uns com os outros,
nem se viam os canaviais;
quando nenhum dos deuses tinha aparecido,  
nem eram chamados pelo seu nome,
nem tinham qualquer destino fixo (...)".

(Note que ele está falando dos planetas: os deuses não tinham aparecido
e não tinham "destino fixo", claramente inspirado nas "rotas" que os planetas
traçam no céu ao longo dos anos em relação às estrelas.) 

 

E Marduk é o deus que derrota o caos, Tiamat e Apsu, e cria a ordem: dá nome ao céu e a terra, separa as águas, cra terra firme (alguma semelhança com a gênese bíblica?), etc. Notem como a oposição entre ordem e desordem é estabelecida e como a ordem do universo provoca admiração nessas pessoas: os planetas em seus "destinos fixos" no céu, as águas devidamente separadas no oceano e nas águas "acima do firmamento", a regularidade das estações e a sua possível predição pela posição das estrelas, etc.

Esse tipo de mysterium tremendum é ausente na ciência? Vamos consultar os cientistas. Permitam-me mais uma citação, atribuida a Richard Feynman:

"Poets say science takes away from the beauty of the stars — mere globs of gas atoms. Nothing is "mere". I too can see the stars on a desert night, and feel them. But do I see less or more? The vastness of the heavens stretches my imagination — stuck on this carousel my little eye can catch one-million-year-old light.A vast pattern — of which I am a part... What is the pattern or the meaning or the why? It does not do harm to the mystery to know a little more about it. For far more marvelous is the truth than any artists of the past imagined it. Why do the poets of the present not speak of it? What men are poets who can speak of Jupiter if he were a man, but if he is an immense spinning sphere of methane and ammonia must be silent?" 

Meus grifos. Eu vejo nessa admiração o mesmo mysterium tremendum, a mesma admiração com o whole other sentida pelos místicos e pelos religiosos. Nesse ponto a ciência está muito mais próxima da religião do que se supõe. Por mais que hajam diferenças fundamentais, por mais que o ceticismo tenha um sério papel na ciência que não se observa na religião e por mais que as religiões estabelecidas e institucionalizadas estimulem muito menos esse sentimento de admiração do que uma religiosidade fria e mecânica, ou um frenesi fanático fatalista e esfomeado de milagres, o que move o homem a produzir uma ou outra coisa é o mesmo sentimento de admiração diante da ordem, da regularidade, da apreensibilidade do universo.

É claro que na ciência e na religião existem aqueles que perderam, ou nunca tiveram, esse senso de admiração. A mim resta me apiedar deles, que transformaram uma fonte inesgotável de prazer para alma em uma fria série de tarefas sem sentido, sem razão de ser. 

 



Campanha para ajudar a wikipedia. Com premios.

24 de Junho de 2008, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Está acontecendo uma campanha para ajudar a wikipedia e outros projetos como a Creative Commons e etc. Os sites BR-Linux e Efetividade estão fazendo uma campanha.

Basta que você que tem um blog ajude a divulgar essa campanha para concorrer a alguns prêmios. Como eu não sou bobo, e também uso muito a Wikipédia, aí está:

 

Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC!

…e também a pen drives, card drives, camisetas geeks, livros e mais! O BR-Linux e o Efetividade lançaram uma campanha para ajudar a Wikimedia Foundation e outros mantenedores de projetos que usamos no dia-a-dia on-line. Se você puder doar diretamente, ou contribuir de outra forma, são sempre melhores opções. Mas se não puder, veja as regras da promoção e participe - quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux e do Efetividade, e você ainda concorre a diversos brindes!