Rodas? Pra que mesmo?

16 de Junho de 2010, por Desconhecido - 66 comentários

O Reitor João Grandino Rodas foi aclamado por uma boa parte da comunidade uspiana como a solução para os problemas da USP com o movimento radical de extrema esquerda que anualmente sequestra a universidade. Eu duvidei disso desde o princípio. A campanha muito antecipada, o currículo, falemos honestamente, muito pobre de realizações acadêmicas para um professor titular, o tom vago da sua carta programa... isso nunca me inspirou confiança alguma. 

Faz anos que eu digo que a USP precisa ser administrada por cientistas, pesquisadores, professores de verdade. Pessoas que se dedicam no dia a dia às atividades que fazem a USP ter sentido e que se preocupem com essas atividades. Há tempos que temos como reitores pessoas que se dedicaram muito mais em ascender na burocracia uspiana através de cargos administrativos do que através do trabalho academico de fato. Mas isso é outra conversa...

Desde o início da temporada 2010 da rodada anual de greves e piquetes do Sintusp, todos estamos ansiosos para saber o que afinal o grande reitor iria fazer para nos salvar, uma vez que aparentemente é isso que ele saberia fazer. E desde então só nos deparamos com surpresas negativas. 

Os piquetes continuam no mesmo lugar há semanas, as pessoas que invadiram prédios públicos continuam lá, e a violência contra os direitos de pessoas que não estão em greve e querem continuar trabalhando e estudando - direito garantido pela mesma lei de greve que regulamenta o direito dessas pessoas de fazer greve - continua como sempre. Isso tudo sem nem comentar a lambança na Faculdade de Direito - que seria razão suficiente em qualquer instituição séria para que o reitor renunciasse.

Dias atrás o Sintusp anunciou o trancamento do portão principal do campus e hoje cumpriu a promessa. Não é possível que o reitor, com todo seu saber jurídico, não seja capaz de conseguir uma liminar para que a polícia  se postasse logo cedo nos portões e impedisse seu fechamento! É obrigação legal do reitor zelar pelo funcionamento normal da universidade e faltar com essa obrigação é prevaricação.

 

 



Apuração das eleições do DCE

27 de Novembro de 2009, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Fiquem de olho, pessoal. Houve mais de 9 mil votos na eleição do DCE esse ano. Nunca houve um quórum tão grande. As chapas Reconquista, Nada Será Como Antes e Todo Carnaval tem Seu Fim são as favoritas.

Em alguns minutos deve começar a apuração na ECA, que pode ser acompanhada pelo twitter.

As duas chapas ligadas ao PSOL e ao PSTU parecem estar muito receosas de que a Reconquista de fato ganhe e estão tentando anular o processo eleitoral, segundo o que eu ouvi no twitter.

Se fizerem isso será um belo tiro no pé...



Eleições DCE

23 de Novembro de 2009, por Desconhecido - 44 comentários
Pessoal,
hoje, amanhã e depois serão realizadas as eleições para o DCE. Eu sei a imagem que a maioria de nós associa ao DCE e a essas eleições: a mesma palhaçada de sempre, 200 chapas iguais, defendendo ideologias anacrônicas, greve e etc.

Esse ano entretanto um pessoal resolveu fazer uma chapa de contraponto a essa palhaçada. Quem sabe seja possível eleger uma chapa que consiga dar ao DCE alguma utilidade e quem sabe esse pessoal consiga fazer alguma representação discente minimamente decente.

Eu também sou muito cético com relação a isso e também, ao longo do tempo, acumulei evidências para concluir que no fundo DCE's e centros acadêmicos não servem para nada e o melhor mesmo é deixar os malucos de ultra-esquerda com a sua ilusão de controle sobre alguma coisa. Mas quem sabe não dá para usar o DCE para alguma coisa útil, nem que seja só um pouquinho.

Por isso eu peço que vocês leiam o programa da chapa Reconquista - http://reconquista2010.com.br - e pensem se vale a pena votar e tentar ver se é possível alguma coisa mudar.Os pontos principais do programa são: fim da influência de partidos, fim dos piquetes, respeito ao patrimônio da USP e negociações decentes com a reitoria em assuntos de interesse dos estudantes sem o grevismo de sempre.


A votação é nos dias 24, 25 e 26 de novembro. As urnas devem estar nos centros academicos. Se for votar verifique se há 8 chapas na cédula, dois carimbos no verso (um do DCE e outro do centro academico) e duas assinaturas.

Votam todos os graduandos (cédula branca) e pós-graduandos (cédula amarela) regularmente matriculados em qualquer curso da USP, portando a carteirinha USP. Se você não vota, por favor, passe essa mensagem a pessoas que você sabe que votam.



A Manada e o indivíduo

6 de Novembro de 2009, por Desconhecido - 44 comentários

Eu achei que não fosse querer escrever nada sobre o episódio da garota que foi molestada por uma turba na Uniban porque estava usando um vestido curto, e achei que as pessoas tinham mais ou menos um consenso estabelecido sobre o fenômeno que aconteceu e o julgamento médio das pessoas - excetuando algumas anomalias bizarras - era o mesmo.

Mas lendo hoje o meu twitter fico sabendo da coisa mais inesperada e ridícula:

A Universidade Bandeirante informou em anúncio publicado em jornais paulistas neste domingo, 8, que decidiu expulsar a aluna Geisy Arruda de seu quadro discente. A estudante do curso de Turismo sofreu assédio coletivo no último dia 22 de outubro por ir ao campus de São Bernardo do Campo da faculdade com um vestido curto.
No anúncio publicitário, entitulado 'A educação se faz com atitude e não com complacência' a universidade diz que tomou a decisão após uma sindicância interna constatar que a aluna teve uma postura incompatível com o ambiente da universidade, frequentando as dependências da unidade em trajes inadequados. Para a Uniban, Geisy provocou os colegas ao fazer um percurso maior que o habitual, desrespeitando princípios éticos, a dignidade acadêmica e a moralidade.

A universidade afirma ainda que foi constatado que "a atitude provocativa da aluna resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar".

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,uniban-expulsa-aluna-assediada-por-usar-vestido-curto-na-aula,462814,0.htm

Meus grifos. Fiquei pasmo por alguns segundos quando li isso. Continuo não sabendo o que escrever sobre isso. É daquelas (raríssimas) coisas que ultrapassam a minha capacidade de me manter calmo e tentar entender as razões do outro(i). Me dá vontade de abandonar a racionalidade e mandar todo mundo ''tomar nos seus respectivos cus'' como dizia um antigo amigo meu da faculdade. (não venham reclamar do palavrão, ''não estou aqui para fazer amigos'', como diz outro amigo meu)

E é justamente aí é que a gente percebe o poder da manada. São essas as notas que a Manada tange em nossas mentes, as notas escuras que todo mundo tem lá no fundo. A Manada ultrapassa nosso raciocínio e os nossos freios morais. O ''custo psicológico'' de ofender meus freios morais e atentar contra a estabilidade do meu ambiente social é grandemente reduzido quando estamos em grupo. E é aí que essa mesma vontade que eu tive de abandonar a razão vence(ii). A Manada é o super-organismo imbecil a quem rendemos nossa individualidade quando em grupo. Para alguns deve ser quase um transe místico(iii).

Claro que isso não exime ninguém da imputabilidade pelos atos que realiza sob influência da Manada. O indivíduo ainda é racional e ainda escolhe submeter-se ou não a esse ''espírito coletivo'' destrutivo.

Note que não uso aqui a palavra espírito num sentido místico - estou falando de um comportamento emergente, de uma reação coletiva. Como o meu orientador costuma dizer, parece que nós sempre gostamos de personalizar reações emergentes: damos nomes em maiúsculas, usamos artigos definidos e pronomes pessoais. Assim chamamos Cosmo à ordem coletiva do universo e à aparente causalidade coletiva dos fatos, chamamos Natureza à fenomenologia ecológica, às cadeias alimentares, à evolução por seleção natural e à ordem biológica, e chamamos Mente aos fenômenos coletivos produzidos por uma infinidade de células nervosas no nosso Sistema Nervoso Central

Esses fenômenos coletivos em nada diferem, na minha percepção, dos fenômenos coletivos que observamos em outras instâncias mais físicas, menos pessoais e com menos implicações humanas - sendo a emergência do ferromagnetismo a partir da interação de uma infinidade de ''pequenos magnetos'' o mais célebre.

A Manada também é um fenômeno coletivo. Possui a assinatura evidente - quase a definição - de um fenômeno coletivo: não é possível explicar seu comportamento baseando-se apenas no comportamento de cada indivíduo separadamente, mas é necessário entender a interação entre eles.


O inadmissível nesse fato, o espantoso e o inesperado, não é a reação da turba que molestou a garota. Isso é uma coisa até compreensível  (o que não a torna menos absurda). O que me espanta é a reação, supostamente individual e raciocinada, da diretoria da Uni(tale)ban. Expulsar a garota e defender os agressores. Culpar a vítima e proteger os que deveriam ser investigados e expulsos. Atacar o comportamento individual e abraçar a irracionalidade coletiva.

Não estou dizendo que a garota é a heroína da liberdade individual também. É provável que o vestido da garota fosse inadequado. É provavel que ela tenha provocado as pessoas. É provavel que eu nunca me aproximasse dela e se a conhecesse julgasse uma pessoa inadequada, vulgar e ela provavelmente não faria parte do meu círculo social se estudasse na mesma escola que eu. Mas isso não importa.

Nada do que se enquadra na categoria ''comportamento individual dentro da lei, que não incomoda a saúde, a dignidade e o livre-arbítrio de outrem'' deve ser reprimido com essa violência, ainda mais reprimido por uma turba. E, como disse um jornalista(iv) bem odiado por aqui, mesmo que ela estivesse ofendendo uma lei, ela tem o direito de ser reprimida por um agente da lei e não ser moralmente linchada pela Manada.

Espero mesmo que essa não seja a última vez que ouvimos falar desse caso e que haja autoridade capaz de investigar e punir aquela turba de chimpanzés que chegou a ameaçar a garota de estupro. Sobre a expulsão, bem... a Uniban é uma instituição privada e tem o direito de recusar um aluno se quiser - até onde eu sei (advogados por favor me iluminem quanto a isso se eu estiver errado). Mas aquela turba precisa de punição.

 

Notas

(i)  Outra dessas coisas é o judiciário ter que praticamente implorar para que uma decisão judicial seja respeitada. Coisas incompreensíveis... mas isso é outra estória.

(ii) Vontade que eu me esforcei para controlar para escrever aqui algo relativamente civilizado aqui. Talvez se eu estivesse na minha Manada...

(iii) A @elenavolpato no twitter recomendou que eu lesse sobre os conceitos junguianos de Sombra e Persona. Deve ser semelhante ao que eu entendo por Manada e indivíduo. Enfim... preciso ler.

(iv) Antes de falar ''mimimi, não leio a Veja, mimimi, não gosto do Reinaldo Azevedo, mimimi, blog de direitista'', apenas leia o que ele escreveu. Ignore a fonte e interprete o conteúdo - é mais inteligente agir assim. Eu também não sou o maior fã dele e frequentemente discordo dele. Mas frequentemente eu também concordo com ele. Acontece, pombas.



Como chegar na USP?

5 de Novembro de 2009, por Desconhecido - 55 comentários

É tão frequente por aí na internet que pessoas de fora da cidade de São Paulo perguntem como se chega na Cidade Universitária  que eu acho estranho não ter nenhuma informação no próprio site da USP. Eu já passei pela experiência de chegar aqui e precisar ir na USP sem conhecer nada da cidade, é realmente horrível. A cidade inspira terror.

Mas é realmente fácil chegar na USP. Há várias opções. Aqui eu vou colocar as quatro opções que na minha opinião são as melhores para quem está vindo de ônibus para a cidade e precisa chegar na Cidade Universitária ou no campus da USP Leste (EACH). 

A primeira coisa para se ter em mente, que muitas pessoas não sabem antes de vir a São Paulo, é que a Cidade Universitária é ENORME. É uma grande região da cidade, fechada por muros. O ônibus entra dentro do campus e roda quase meia hora lá dentro, então tenha paciência. 

É importante que você saiba direitinho em que prédio quer ir, porque dentro do campus há dezenas e dezenas de prédios. Tenha o cuidado de conseguir direitinho essa informação porque nem sempre as pessoas sabem onde fica o serviço que você quer. É sempre bom saber em que unidade fica o prédio. Os cobradores e motoristas nem sempre conhecem onde ficam as coisas no campus. Pergunte para as pessoas que estão no ônibus. O melhor mesmo é ver no mapa do Google Maps antes de fazer qualquer coisa. Note que o Google Maps tem uma base de dados bem acurada de todas as opções de transporte público em São Paulo. Basta clicar na opção ''Como Chegar'', dar os dois endereços (ou marcar no mapa) e clicar em ''Transporte Público''. Ele te dará duas ou três opções de ônibus/metrô/trem para chegar onde deseja. 

Campus Butantã - Cidade Universitária

Partindo do Terminal Rodoviário do Tietê

Quem está descendo no Tietê tem a opção de pegar o ônibus Cidade Universitária na Av. Cruzeiro do Sul. Mas sinceramente eu acho essa uma péssima opção. Se você tem hora marcada, pode esquecer. Esse ônibus demora pelo menos 2 horas e meia para chegar na USP, mesmo em uma dia sem trânsito. A melhor opção é cortar caminho pelo metrô, que fica dentro da rodoviária.

Tome o metrô no sentido Jabaquara, desça na estação Paraíso ou na estação Ana Rosa (tanto faz, eu prefiro usar a Ana Rosa porque tem bem menos movimento). Agora tome o metrô da linha verde sentido Vila Madalena.

A partir daí existem cinco opções. Qual é a melhor opção depende de onde você vai no campus, porque nem todos os ônibus fazem o mesmo caminho uma vez lá dentro. Verifique no Google Maps ou no site da SPTrans o caminho do ônibus e veja se ele passa onde você quer. 

As opções são:

1) Descer na estação Consolação, sair da estação e andar na Rua Augusta sentido Jardins até o primeiro ponto de ônibus. Alí passam dois ônibus Cidade Universitária, um azulzinho e um laranja, linhas 107T e 7181.

2) Descer na estação Consolação, andar até o cruzamento da Avenida Paulista e a Rua da Consolação. No cruzamento há dois pontos de ônibus: sentido centro e sentido bairro. O que interessa é o ponto de ônibus sentido bairro. Daí pega o Butantã-USP, linhas 702U e 7411.

3) Descer na estação Clínicas, sair pela Av. Dr. Arnaldo. Lá você deve atravessar a avenida para o outro lado e andar um pouquinho para a sua direita para achar um ponto de ônibus na frente do cemitério. Lá você deve pegar o Butantã-USP, linhas 701U, 177H, 177P e 724A.

4) Descer na estação Vila Madalena, sair da estação pela saída principal. Descendo a escadinha logo depois da porta há um pequeno terminal de ônibus. No finalzinho do terminal de ônibus, no último ponto que fica na mesma calçada da saída da estação, você pega o ônibus Rio Pequeno, linha 7725.

Todos esses ônibus também servem para voltar e eles passam perto sempre das estações de metrô onde você desceu para pegá-los. Para pegar a volta basta esperar o ônibus no outro lado da rua onde você desceu.

Há outras opções: ponte orca, pegar trem da CPTM, usar outras linhas de ônibus, mas sinceramente eu não recomendo. Ou vai demorar muito, ou você vai ter que andar um trecho chato a pé, ou você vai ter que pegar ônibus em uma região da cidade que eu não recomendo se você não sabe andar por lá. Esses são os caminhos mais fáceis, em locais bem tranqüilos de se andar, relativamente rápidos.

 

Partindo do Terminal Rodoviário da Barra Funda

Descendo no terminal Barra Funda eu só conheço uma opção: 

1) Pegar o metrô (metrô, não CPTM, ambos ficam dentro da rodoviária) para a Sé (sentido Corinthians-Itaquera). Descendo na Sé você deve fazer baldeação para a linha azul, sentido Jabaquara e descer nas estações Paraíso ou Ana Rosa. Daí você toma o metrô da linha verde no sentido Vila Madalena e segue uma das quatro opções acima. 

Se alguém souber de caminhos melhores do que esse (pensando nos critérios: rapidez, segurança, andando pouco e se expondo pouco) me dá um toque que eu coloco aqui.

Campus USP Leste - EACH

É bem mais fácil chegar na USP Leste do que na Cidade Universitária. 
Partindo do Terminal Rodoviário Tietê

Partindo do Tietê você deve pegar o metrô, sentido Jabaquara. Desça na estação Sé e tome o metrô da linha vermelha, sentido Corinthians-Itaquera e desça na estação Brás. 

Na estação Brás tome o trem da CPTM, na linha 12 Safira, sentido Calmon Viana. Depois de mais ou menos meia hora você deve chegar na estação USP Leste. Desça nessa estação. Uma das saídas da estação cai dentro do campus da USP Leste. 

Outra opção é descer na estação Tatuapé da linha vermelha do metrô (ao invés de descer no Brás) e então pegar o CPTM (mesmo linha acima). A desvantagem é que para tomar o CPTM daí você tem que pagar a passagem de novo pois não há integração (e provavelmente não vai conseguir ir sentado no trem).

A única observação é na volta. Se você voltar por volta das 18 horas tome cuidado na hora de descer no Brás. Nesse horário a estação estará LOTADA. Quando eu digo lotada eu quero dizer que na estação vai ter mais gente do que na sua cidade natal. E toda essa gente quer entrar no trem ao mesmo tempo que você quer sair, então se proteja com os braços e empurre, senão você não sai do trem. Saia pela primeira porta de cada vagão - quando está muito lotado os funcionários da estação reservam a primeira porta de cada vagão apenas para desembarque, o que ajuda pra caramba. Mas isso não é sempre, então esteja pronto para a maior muvuca do universo. 

Partindo do Terminal Barra Funda

Partindo da Barra Funda, tome o metrô sentido Corinthians-Itaquera e desça no Brás ou no Tatuapé e siga as mesmas instruções acima. 

Circular

Na Cidade Universitária (campus Butantã) há duas linhas de ônibus circular gratuito para quem circula no campus. Elas rodam praticamente todo o campus. 

Entretanto eu não sei o itinerário que o circular faz e o site da USP é UM LIXO e não tem informação nenhuma sobre isso. Aliás, obter informação sobre qualquer coisa da USP na internet é praticamente impossível, então se você quiser usar o circular é melhor ligar lá e perguntar o itinerário ou mandar um e-mail e rezar pela resposta.

(0xx11)3091-4974
circular@usp.br