"De sua poltrona ele governava o mundo" (Cartas a meu pai, KAFKA)

O presente post faz consideração a respeito de comentários enviados por um de seus leitores. Presta-se mais ao diálogo do que a disseminação de impropérios, sem conhecimento de causa.

Alguém faz idéia de como anda a questão da "autoria" e da "propriedade intelectual" em ambiente virtual, nesta nova gramática líquida da modernidade, onde já se tornou patente a morte do "Autor", em benefício do protagonismo cognitivo dos novos atores que entraram em cena: os "LEITORES"???

Na era da informação, a notícia veiculada neste post envolve diferentes atores, a saber: o autor (Paulo Freire) que já declarara em vida abrir mão de seus direitos autorais; as editoras (afinal, não é só a Paz & Terra que publicou livros do educador) que representam os interesses do mercado editorial; a Biblioteca da Floresta, que representa o poder público e disponibilizou os arquivos em pdf e os LEITORES, geralmente relegados à parte residual da história, quase sempre excluídos do universo de informação relevante.

Afinal, com que segmento se identifica o leitor Alexandre Hannud Ado?

A julgar por suas críticas improcedentes, parece mais preocupado em dar palpites e ordens (ainda que por atos falhos) para que outros façam o que ele apenas sugere, atitude típica de CENSOR.

OBS: os textos são legíveis e não há nada de tosco na decodificação dos arquivos; e mais, duvido que o referido leitor tenha passeado por todas as obras; quiçá, as tenha lido...

Censores e Estados autoritários estão fora de moda.