A cortina de fumaça da segurança na USP

13 de Novembro de 2011, por Desconhecido - 1Um comentário


Por: Pablo Ortellado

A detenção de três estudantes da Faculdade de Filosofia da USP que fumavam maconha gerou protestos que terminaram num conflito com a polícia militar e a subsequente ocupação da administração da faculdade e do prédio da reitoria. Esse episódio soma-se a outros ocorridos nos últimos anos que envolveram piquetes, a ocupação de prédios administrativos e a atuação repressiva da polícia militar. Em todos os casos, um acalorado debate opôs defensores da atuação (mais ou menos rigorosa) da polícia e defensores da autonomia universitária (que limitaria ou impediria a atuação policial no campus). Acredito, no entanto, que os termos do debate estão mal-colocados e a questão de fundo relevante, completamente ausente.

liberdades individuais

O primeiro mal-entendido a desfazer é que não há objeção, que eu conheça, à atuação limitada e específica da polícia para reprimir crimes comuns, como assaltos a banco. Tanto não há objeção que antes do recente convênio firmado entre a reitoria e a polícia militar, ela já atuava nesses casos, sem que tivesse surgido qualquer tipo de protesto.

Todo problema começa quando ela começa a atuar de maneira abusiva no cotidiano deste espaço que é o lugar por excelência da liberdade de expressão e discussão. Para que essa alegação não pareça abstrata, gostaria de dar dois depoimentos e fazer referência a um terceiro. Os meus dois depoimentos são do ano 2006, quando a administração da minha unidade (a Escola de Artes, Ciências e Humanidades) decidiu instalar um posto da PM dentro do campus. Naqueles meses que se seguiram à decisão, testemunhei dois episódios que ilustram o despreparo da força policial para atuar no ambiente universitário (na verdade, demonstram seu despreparo para atuar numa sociedade democrática).

O primeiro, aconteceu com um estudante do meu curso, negro. No final da aula, ele saiu para o estacionamento e notou que tinha esquecido o celular. Quando voltou para a sala para buscá-lo foi abordado por um policial. Ele se identificou, apresentando a carteira de estudante e explicou que voltava para buscar o celular. O policial considerou-o suspeito porque caminhava no sentido contrário dos outros estudantes (e talvez também porque era negro e estava na USP) e, por isso, foi submetido a uma vexatória revista na frente dos colegas. O segundo fato, foi a ação de uma policial feminina que deteve duas estudantes homossexuais que se beijavam na hora do intervalo por "atentado ao pudor". Note que esses são episódios testemunhados por um só professor, num período de poucos meses, pois, com a repercussão destes e outros casos, o posto da PM foi transferido para fora do campus. O que acontecerá com a presença massiva de policiais com esse tipo formação atuando de maneira permanente? Uma amostra do que está por vir aparece nos relatos de estudantes da Faculdade de Filosofia que reclamam de operações nas quais se abordam e revistam dezenas de estudantes que entram ou saem do prédio para ir às aulas.

É esse tipo de atuação da polícia, abusiva e lesiva de direitos que gera protestos. Não faz qualquer sentido discutir a atuação da PM no campus universitário fora deste tipo de caso. A polícia nunca foi impedida de agir no campus para coibir crimes comuns. O que havia, era um acordo para que a proteção do patrimônio fosse feita predominantemente pela guarda universitária e que a polícia não atuasse ostensivamente, por exemplo, fazendo abordagens individuais não motivadas por fatos concretos. Foi essa acordada limitação da atuação policial que se reviu, a pedido do reitor, após a comoção gerada pelo morte de um estudante durante um roubo de veículo.

liberdades políticas

Mas o elemento importante, ausente no debate, é a ameaça de uso da força policial para reprimir o movimento estudantil e o movimento sindical. Permitam-me uma breve digressão para argumentar como as duas coisas se juntam.

Maquiavel, teórico da política, defendia numa obra famosa (os Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio) que a causa da intensa e fratricida violência política da cidade de Florença era a não institucionalização dos seus conflitos. Em Florença, dizia Maquiavel, cada partido (os guelfos e os gibelinos, os negros e os brancos, os nobres e o povo) consolidava a vitória com a expulsão do partido adversário da vida política da cidade - de maneira que só restava ao grupo derrotado atuar de fora do jogo político estabelecido, preparando um golpe de estado. O resultado era uma vida política violenta e sanguinária, sem estabilidade política e sem paz interna.

Guardadas as grandes diferenças de contexto histórico, essa é uma excelente explicação para a conturbada vida política da Universidade de São Paulo. Ao contrário das outras grandes universidades públicas, como a Unicamp ou as federais do Rio, Minas e Rio Grande do Sul, a gestão da USP é incrivelmente não democrática, o que, com os anos, empurrou todos os setores não alinhados com o grupo no poder para ação extra-institucional - simplesmente por falta de opção. As eleições para reitor na USP são definidas por um colegiado de apenas cem pessoas - dessas, há um representante dos professores doutores (que compõem a maioria dos docentes), quatorze representantes dos estudantes e apenas três dos funcionários. Os demais são representantes dos órgãos de direção que, com poucas exceções, se autoperpetuam no poder. Todas as comissões estatutárias são compostas pelas mesmas vinte ou trinta pessoas que se alternam nas diferentes funções há pelo menos duas décadas. É um jogo marcado, viciado e sem qualquer espaço para que a comunidade de oitenta mil alunos, quinze mil funcionários e cinco mil professores consiga se manifestar ou influir efetivamente nas decisões. Essa forma institucional excludente e arcaica empurrou as forças políticas para atuar por meio de greves, piquetes e ocupações de prédios, já que simplesmente não têm outra maneira efetiva de atuar.

Para complicar ainda mais a situação, nem mesmo esses injustos procedimentos de eleição de reitor foram honrados, já que na última eleição o governador escolheu o segundo colocado na lista tríplice. E esse segundo colocado, o reitor João Grandino Rodas, tem tido uma gestão fortemente confrontativa, impondo decisões injustas e ameaçando a dissidência com o uso de força policial. Quando ainda era apenas diretor da Faculdade de Direito, o atual reitor usou a força policial para expulsar o MST do prédio da faculdade e, noutra ocasião, fechou o prédio e suspendeu as aulas para impedir que uma passeata de estudantes entrasse no edifício. Ele também foi o principal articulador da entrada da polícia no campus para desocupar a reitoria em 2009, o que resultou numa abusiva ação policial que feriu professores e estudantes. Pois é exatamente este reitor que está agora autorizando a atuação ilimitada da polícia no campus o que, dado o seu histórico, não pode deixar de ser visto como uma ameaça do uso deste contingente para reprimir as únicas formas efetivas de atuação política do movimento estudantil e dos sindicatos.

A atuação da polícia no campus da USP não é um problema sobre como adequadamente combater crimes comuns - é um problema sobre liberdades individuais e sobre a organização política da instituição. A única solução para a conturbada vida política da universidade é a democracia. O resto é apenas cortina de fumaça.

Pablo Ortellado

Possui graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1998) e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (2003). É professor doutor do curso de Gestão de Políticas Públicas e orientador no programa de pós-graduação em Estudos Culturais da Universidade de São Paulo. É coordenador do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai). Atualmente, desenvolve pesquisa sobre direitos autorais e políticas para o acesso à informação.



Pequena consideração para Idiotas a respeito do Bem e do Mal e da Justiça na perspectiva do Artigo 14 da Constituição Federal do Brasil

16 de Outubro de 2011, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

QUEM PAGOU AS VASSOURAS?

A verdade é que pode o elemento dessa leitura sê-lo ou não (Idiota), e tal condição dependerá de fatores outros, em nada relacionados com os sinônimos menos louváveis do dicionário. O professor Cortela, ilustre filósofo moderno, constata que, quando se diz: Política é coisa de Idiota, se inverte o conceito original desta, cuja expressão advém do grego "Idiotes" e que significaria simplesmente: Aquele que só vive a vida privada. Sendo assim, ao contrário do que, achando-se "muitos espertos", preconizam os verdadeiros Idiotas, que são os individualistas, quando querem rebaixar a gente mais engajada na sociedade, em sua origem o termo acusa de Idiota tão somente o sujeito que se recusa participar da Política. Mas, também é importante ressaltar que, na outra face da moeda, em seu sentido primário, a palavra não faz qualquer referência direta a um Tolo, abestado. Apesar de podermos discutir se tal postura (sócio-egocêntrica) guardaria relação com atitudes Tolas e abestadas. Portanto, nenhuma má educação promoveu este articulista ao dirigir-se aos Idiotas e, se assim lhes pareceu, foi por mais nada além da ignorância sobre a alteração do comum significado da palavra ao longo da historia.

Nesse ponto, uma pergunta curiosa se prestaria muito bem a realizar o papel de instigar-nos em investir energia no avanço da discussão:

Afinal, o que fazem o Bem, o Mal e a Justiça dentro de um mesmo parágrafo?

Para muitos; nada mais óbvio, já que tais elementos guardam relação intima entre si.

Não... A não ser na fantasia dos Benditos, nenhuma conjunção de tal monta guarda a Justiça com o Bem e nem, na outra ponta, a Injustiça com o Mal.

O Bem e o Mal são Juízos de valor, em geral, entendidos como elementos que estão um em contraposição ao outro e, sob a ótica Divina, se efetivam no âmbito da Fé e, mais concretamente, no âmbito da Caridade. Já a Justiça, por outro lado, nunca se efetiva na contraposição de uma injustiça, porque se coloca sempre como uma reação humana à desigualdade no sentido de promover a igualdade, visando ao progresso do Ser Humano.

Então, o Bem e o Mal em essência têm um caráter relativo, particular, subjetivo e abstrato e a Justiça, muito distante desse ponto, fundamentalmente se define: Absoluta, Social, Objetiva e Concreta.

Sendo assim, não dirijo o texto aos individualistas, pelo motivo de cuidarem apenas de seus interesses ou pelo fato de viverem na condição de pessoas a quem nada toca o coração a ponto de preocuparem-se para fora de si mesmos como entes sociais, não tenho qualquer preocupação com eles nesse ponto porque sei; não fazem diferença para o mundo. Contudo, há atualmente certa porção de Idiotas que têm encontrado bom espaço para enfim, sair - sem levantar a bunda da cadeira - à luta. E para tanto basta um bom teclado, um processador de certa qualidade e uma tela colorida de resolução suficiente para que Idiotas, na solidão privativa de seus assépticos ambientes, se arvorarem vozes do Povo, e apresentarem idéias sobre tudo como estivessem postados no alto de um banco na praça central participando de um grande comício.

É nesse ponto que vejo se criar certa militância que vai disseminando a idéia de que é possível construir o mundo a partir das facilidades do virtual, espaço único cuja tecnologia permite haver pretensa ação na vida social sem abandonar a condição Idiota. Tanto que toda elaboração política dos agentes desse movimento obedece exatamente o arquétipo de concepção de valores constituídos na visão do Bem e do Mal, em função de que esse modelo favorecer amplamente tal postura existencial. Convém ao Idiota a Política gerida dessa maneira abstrata, afinal nessa condição, a sociedade pode ser construída pelo caminho da simplicidade, no sentido de simplório e fácil, sem exigir qualquer esforço intelectual do individuo atrás do Avatar e também ser efetivada com o mínimo de ação social. Então, o sujeito, dentro dessa lógica virtual, pode desenhar o mundo concreto a partir de seu achismo e, com um click poderoso, guardando sua individualidade, como bem cabe ao Idiota, direcionar a massa de seres sociais na instalação de uma nova ordem mundial - A Boa.

Contudo, para desenvolver sua elaboração Política, o Idiota prescinde do ambiente pautado em parâmetros regrados pela lógica do Bem e do Mal, no qual ele pode manipular a realidade ao seu bel prazer. E para atender a essa condição, ele se vê obrigado afastar de seu mundo, pretensamente Político, toda postura que reflita um olhar mais critico das situações. E não obstante, a dispensa desse posicionamento ideológico ocorrer apenas pela vontade de facilitar a operação de suas atividades, essa reação do Idiota, até pela distorção do termo, conforme aprendemos com o Professor Cortela, não raramente, vem sendo confundida com qualidade preceptora para ações de natureza social. Então, a disposição de desenhar uma verdade a partir do concreto se retira para dar lugar a uma bela imagem ou charge. A conclusão pela via do debate dos fatos deixa lugar para palavra de ordem ou para uma hashtag bem definida. O confronto de idéias se vai completamente. A vontade de estabelecer consensos para avançar no processo civilizatório da humanidade não pode acontecer no tempo escasso do acesso multifacetado e no vai e vem das janelas abertas e fechadas na tela plana. A discussão a respeito dos caminhos possíveis de enfrentar e mudar realidades sucumbe na superfície da convocação de mais uma Marcha... A Marcha vira Moda.

A Marcha dos soldados de Cabeça de Papel...

Por isso, a palavra mais usada para dar ares de coisa séria às manifestações desse grupo e para definir a importância das ações nesse ambiente, como condição sine qua non para garantir qualidade à Política dos Idiotas é: Apartidarismo.

Assim que se apresenta uma proposta de promover-se qualquer ação social de caráter político nas redes sociais, quase que naturalmente, no preâmbulo se institui o fabuloso: Apartidário. Como se tal manifestação não fosse completamente incongruente com qualquer posicionamento Político, em face da submissão inerente da Política às concepções ideológicas.

Ora. Se a Ideologia é justamente a formulação do mundo a partir do pensamento e esse desenho é responsável por mover os homens em todas as direções durante suas vidas, então existem apenas duas instituições que os separa nesse contexto; as Igrejas e os Partidos.

Não existem outras instituições criadas a partir das diferentes visões ideológicas e nem das disposições praticas de levar tais concepções a cabo. Somente esses dois instrumentos dividem os homens pelo entendimento do que é, do que deve ser e de como se deve mudar o mundo. E nessa seara já podemos perceber que, enquanto as Igrejas trabalham com a fórmula estabelecida pelos juízos de Valor de Bem e de Mal, os Partidos reúnem as pessoas pela elaboração orientada para a Justiça. E ainda é interessante testemunhar o fato de que a maioria daqueles que se propõem arrastar multidões em Marchas contra a corrupção, geralmente, concebem um estado apartidário, sem cargos de confiança, e técnico, com servidores concursados e profissionais iguais aqueles que se encontra em competentes empresas privadas, bem longe dos Políticos. Mas, a ironia do destino é que esses Santos, quando fazem suas manifestações e esmiúçam os casos de corrupção no Estado, estão substituindo exatamente o poder Judiciário que a único ente estatal apartidário e técnico.

Muito bem, por todo exposto eu considero importante trazer a baila o Artigo 14 da Constituição.

CAPÍTULO IV

DOS DIREITOS POLÍTICOS

Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:

§ 3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei:

V - a filiação partidária;

Não me fio nessa propositura somente porque tenho a percepção da imprescindibilidade do tema, em face de tudo o que assinalo a respeito da forma disposta na carta Magna (Anexo I) para a ação popular direta, mas pelo fato de que a construção do mundo exige que o façamos com referencias bem definidas, discutidas democraticamente, com base na realidade e com processos claros de implantação. Tenho certeza de que fosse possível durante uma dessas marchas contra a corrupção cada qual estampar no peito o voto da ultima eleição, a dispersão seria instantânea. A ideologia tem esse poder, ela concretiza o campo das idéias, sai do abstrato e o traz para o real. Ela não permite que nessa Marcha onde todos reconhecem o mal (A Corrupção), alguns o queiram fora do governo por meio de diminuir o estado, ao lado de outros que acreditam exatamente o contrário; dar cabo dela corrupção aumentando os poderes das instituições públicas. A verdade é que tal discussão, com o grau de profundidade exigido pela sociedade e com real conseqüência das conclusões consensuadas, só pode ser feita dentro dos Partidos. A única possibilidade de consolidar no concreto as vontades sociais está submetida ao agir institucional que é o caminho legal para transformar as concepções de mundo em avenidas por onde deve trafegar a sociedade. Posso até desiludir aqueles de bom coração com vontade apartidária de construir uma nova ordem mundial, todavia, não invento realidades e defendo submeter toda ação Política ao que bem define nossa Carta Maior.

Então, acredito que encerro esta discussão demonstrando cabalmente a inutilidade dessas ações Apartidárias, engendradas com base em conceitos de bem e de mal. E de como, na verdade, elas só fazem sucesso porque propiciaram aos Idiotas, aparecer sem submeter seus interesses e sem deixar o espaço de suas vidas privadas para apresentar ao mundo suas vontades particulares. E espero também que voltemos a valorizar a política e colocar a esses sujeitos na verdadeira dimensão do que representam; a Tolice. Porque o mundo deve ser construído por aqueles que se comprometem e que expõe suas idéias para debate sem medo de mudar de opinião.

Por fim, é necessário esclarecer que não sou contra a ação no terceiro setor ou a atuação política via internet, contudo, em minha opinião, devemos retirar dos vocabulários dos ativistas virtuais e dos terceiros setoristas a palavra - Apartidário - e substituí-la por - Multipartidário. Primeiro porque define o campo ideológico sobre o qual se propõe a ação e em segundo lugar porque é possível, através dessa ação indireta, construir consensos e levá-los para dentro dos programas dos partidos, visto que os ativistas, além da atuação específica no movimento social ou virtual, também atuarão dentro da instituição partidária.

ANEXO I

Princípios Fundamentais:

Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

Sim. É possível haver uma ação direta dos Bons homens no que tange ao exercício do poder em nossa Sociedade e tal procedimento está cristalinamente estabelecido na Subseção III - Das Leis -onde podemos conhecer a essência do contexto dessa prerrogativa no escrito do segundo parágrafo:

A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.

Ora. Então, o exercício do poder "diretamente" pelos cidadãos, só acontece por intermediação dos políticos? Sim. Não há como negar que, no final, é deles a palavra. E tal configuração esta bem descrita no Art. 69 dessa mesma subseção donde retiramos o parágrafo sobre a iniciativa popular:

Subseção III

Das Leis

Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.

Claro, por maioria absoluta dos votos na câmara dos deputados e por maioria no Senado, ou seja, por anuência dos Políticos. Portanto, sem essa aquiescência a iniciativa popular fica somente no inicio mesmo, ou como diria alguém de humor mais vulgar que o meu: Só na vontade!

E essa vontade nem é sopesada quando se trata de emendar a lei máxima deste País. Nesse caso, o envolvimento direto do Povo nem foi cogitado para tal tarefa. O Artigo Sessenta, que dispõe sobre a propositura de emendas à Constituição, é muito expressivo no assunto e diz claramente quem pode reelaborar a inscrição dos artigos de nossa Carta.

Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;

II - do Presidente da República;

III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

Ora... Estando, portanto, a força para fazer leis ordinárias sob intermediação e inexistindo a possibilidade de alterar a constituição pelo exercício direto de seu poder resta a via Plebiscito ou Referendum, que são outras duas formas de exercer diretamente a ação Popular.

 


Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:

XV - autorizar referendo e convocar plebiscito;

EU: Empresário, Estudante, Cooperativista, Ong Mundo Novo, Amigo da Escola, Blogueiro, Jogador de Futebol e Filiado a Partido Politico.



MORREU O DONO DA UNICA PADARIA DO BAIRRO E EU NÃO TINHA PENDURA LÁ

8 de Outubro de 2011, por Desconhecido - 44 comentários

MINHA @PINIÃ@

Vou lhes dizer o que penso;
Um cara que passou a vida inteira tentando ganhar mais dinheiro, não tem muito o que me dizer sobre outras perspectivas dela. Afinal sua especialidade não pode ser outra que não essa a qual se entregou de corpo e Alma. E como eu não tenho interesse algum de viver por esse modelo o Steve pode ser o Papa de outros e naquilo que lhes afeta mais diretamente que envolve fazer grana. Para mim não serve...
Com relação a contribuição dele para humanidade; pela primeira vez, sob outro olhar, farei minhas as palavras do apresentador na Globo News que, num desses Jornais Comerciais, ao exaltar o morto, disse:

"O Grande legado de Steve Jobs foi multiplicar em muitas vezes o faturamento da Apple que atualmente é uma das Gigantes do Setor".

Grandes e Sabias palavras...

Como a humanidade não recebe um centavo da Apple, pelo contrário, paga caro... Eu diria que nada temos a agradecer e nem devemos nos entregar a exaltar o defunto, visto que, conforme a vontade dele  vivo, foi muito bem pago.

Steve certamente atrasou o desenvolvimento da tecnologia da informação, quando preferiu, para ganhar dinheiro,  administrar sistema fechado em si mesmo. Ele certamente usou de todo o conhecimento de abnegados, verdadeiros heróis, que desenvolvem a rede compartilhando suas descobertas e nada devolveu para esta sociedade, a não ser uma conta para pagar e um no acess.

Nesse contexto, podemos dizer que ele sempre tratou a humanidade como freguesa, portanto, só deveria memso agradecê-lo quem tinha alguma pendura em seu estabelecimento comercial, tal qual quando morre o dono da unica padaria do bairro.
O mais engraçado é que ele não cursou faculdade, mas a maioria que o quer venerar como "Jênio" é da mesma laia que ainda hoje, rebaixa o Doutor Honoris Causa Inacio Lula da Silva, agora também em espanhol, alem de Portugues e Frances, porque ele não tem diploma universitario.

Por mais que se esforce a hipocrisia do Mercado não tem competência para criar Mitos. O marketing só produz Moda. Não tenho dúvida: Steve será esquecido como outros grandes modelos criados pelo mercado, que sempre tenta dar-lhes uma aura Genial de grandes colaboradores para o progresso da Humanidade, mas que em essencia sempre foram apenas meros comerciantes competentes, sem outras capacidades mais interessantes.

Santos Dumont entregou todas as suas patentes para Humanida. Segundo ele; sua pequena contribuição.
Salve Santos Dumont!
EM TEMPO:
Presto justa Homenagem ao engenheiro químico cearense Expedito Parente, reconhecido como ''Pai do biodiesel''. Ele faleceu no mesmo dia em que Steve passou desta para melhor e não recebeu nem a ponta do beicinho que Wilham Bonner fez ao anunciar a tão declamada Morte do Pai da Apple.
Parente era professor na Universidade Federal do Ceará (UFC), tinha 70 anos e descobriu o biodiesel a partir do óleo de algodão. Em 1980, registrou a primeira patente mundial do biodiesel. Hoje esta patente é de domínio público.



EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PROFESSORES OCUPAM LA PLAZA (NA ESPANHA )

15 de Setembro de 2011, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Professores na Espanha marcham contra cortes na Educação

Plaza de Neptuno:

Professores na Espanha marcham contra cortes na Educação


PLAZA NEPTUNO EM MADRID OCUPADA CONTRA O NEOLIBERALISMO

Vários sindicatos de professores na Espanha, marcharam até a Plaza de Neptuno em Madrid até a sede do Ministério da Educação para expressar seu descontentamento e oposição aos cortes no ensino público.

Os Representantes dos Professores do Estado: 'National Association (ANPE), Confederação de Comissões Operárias (CCOO), Sindicato Independente dos Funcionários Públicos (CSIF) e Federação de Estado da União Geral de Trabalhadores (FETE -UGT), solicitaram ao Ministério da Educação cuidado nas medidas orçamentarias. Os cortes Educação foram aplicados nas Comunidades de Madrid, Galiza, Catalunha, Castela-La Mancha e Navarra. Os Líderes da União exigiram resposta com relação ao investimentos na educação e entregaram uma declaração conjunta em apoio das escolas públicas ao Secretário de Estado da Educação e Formação, Mario Beder.

Os educadores dizem que os cortes prejudicarão a qualidade da educação inclusive inviabilizando uma serie de serviços por pura falta de recursos para mantê-los mesmo precariamente.
Mantendo a mobilização os principais sindicatos convocaram todos para um dia combate em 23 de Setembro, quando as fundações e outros sindicatos e grupos minoritários entrarão em greve.

 



Chile: A amostra do que seria um Governo Demotucano no Brasil

26 de Agosto de 2011, por Desconhecido - 1Um comentário

Quando um País faz a escolha
errada o Povo paga caro

Greve Geral: 1 morto e 1394 detidos após os protestos

CHEGA DE CAPITALISMO!

Alunos em Greve de Fome contra a comercialização do Ensino

O povo ocupou La Moneda