Psicólogo do Esporte

13 de Dezembro de 2009, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Tratando especificamente de atuação é já bastante difundido o papel do psicólogo no que se refere ao comprometimento com a ética e a saúde das pessoas com as quais trabalha. No caso da psicologia do esporte tal compromisso deve ser mantido como um princípio norteador para suas ações. Porém, esta é só uma parte do caminho na medida em que a atuação do psicólogo deve estar direcionada, também, para os objetivos da prática esportiva. No caso das práticas de atividade física que visam ou deveriam visar a saúde dos praticantes como meta principal (esporte escolar, reabilitação e lazer), a concatenação da intervenção psicológica com a prática em si parece fácil e natural. No caso do esporte de rendimento esta conjunção não é tão simples assim.
Funções do Psicólogo do Esporte
O psicólogo do esporte exerce algumas funções básicas, sendo elas:
- Investigadora: lida com os processos psicológicos básicos aplicados a atividade física;
- Educativa: lida com a questão dos princípios e das técnicas psicológicas, ou seja, cursos e seminários para atletas, técnicos e árbitros...;
- Clínica: lida diretamente com os problemas psicológicos (patologias) que interferem na prática esportiva.
O Psicólogo do esporte pode trabalhar através de diferentes elementos: pesquisa, ensino e intervenção.
-A pesquisa na área é realizada com a intenção de desenvolver uma teoria da ação esportiva, de estudar procedimentos diagnósticos e de investigar medidas adequadas de intervenção psicológica.
- O ensino tem como princípio básico à questão da comunicação, que acaba sendo a melhor forma de entender os mecanismos de relacionamento técnico/atleta. Além disso, tem como finalidade, transmitir conhecimentos e capacidades psíquicas para a educação prática no esporte e metodologia de pesquisa em Psicologia.
-A intervenção é permitida apenas para os indivíduos com formação específica em Psicologia. Funciona como um acompanhamento psicológico, buscando foco em uma meta específica que auxilia na orientação e direcionamento da regulação psíquica do atleta, o que proporciona o desenvolvimento da autoconfiança para o enfrentamento necessário antes, durante e após as competições. O psicólogo que trabalha no esporte deve conhecer o fator primordial da área: a competição. Todas as ações, de todos os profissionais envolvidos, devem estar voltadas para a obtenção dos melhores resultados possíveis nas competições. E não deve ser diferente para o psicólogo. Neste sentido a intervenção psicológica deve estar direcionada para a obtenção dos resultados, de forma integrada aos outros tipos de preparo (físico, nutricional, técnico-tático). Portanto o psicólogo necessita conhecer os tipos de competição e de preparo para elas, na (s) modalidade (s) trabalhada. Além disso, diferentes tipos de modalidades e de competições apresentam diferentes exigências para os atletas. É preciso conhecê-las muito bem para saber o que deverá ser esperado dos atletas e, aí sim, propor intervenções específicas e adequadas. Nesse tipo de trabalho o psicólogo trabalha muito com todos os outros envolvidos na qualidade de rendimento que o atleta possa oferecer, é altamente multidisciplinar envolvendo médicos, fisioterapeutas, técnicos, pesquisadores. Claro que a priori o objetivo é fazer com que o atleta de a melhor resposta possível no campo, piscina ou quadra. Seu corpo e mente em equilíbrio trabalhando em comunhão para alta performance.
Para os psicólogos amantes do esporte é uma carreira maravilhosa, como é nova também é cheia de opções, caminhos a serem conquistados, estudos a serem feitos, áreas de trabalho
Áreas de atuação do Psicólogo do Esporte
Falando um pouco sobre as áreas de atuação do psicólogo do esporte, são elas:
- Esporte escolar: visa a análise e compreensão dos processos de ensino, formação e educação da criança. O psicólogo funciona como um mediador na relação e interação professor/aluno/pais;
- Esporte recreativo ou de tempo livre: busca o estudo e intervenção sobre a prática de atividades físicas desenvolvidas em tempo livre, visando à análise do comportamento recreativo dos grupos de diferentes faixas etárias;
- Esporte de alto rendimento: visa basicamente a atuação sobre os fatores que influenciam diretamente na questão da performance e desempenho do atleta e/ou equipe. Cabe ao Psicólogo observar as condições institucionais, grupais e individuais;
- Projetos Sociais: é necessário conhecer as questões culturais da instituição, para que se possa avaliar e desenvolver noções básicas de cidadania, dentro da demanda da instituição.
Reabilitação : é voltada para a prática de atividade física esportiva para indivíduos com certas limitações (ex: atleta lesionado). Tem como finalidade principal, a promoção da saúde do indivíduo. A idéia é proporcionar a regulação psíquica do indivíduo através da conduta esportiva.



Psicologia do Esporte de Reabilitação

13 de Dezembro de 2009, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Na Psicologia do Esporte encontra-se a chamada de Reabilitação e à Psicologia do Esporte de Reabilitação aplicada ao Rendimento. No primeiro caso os conhecimentos são desenvolvidos para o uso do esporte como instrumento de reabilitação social, ou seja, o esporte é um meio para a re-inserção do deficiente ao convívio social. Este tipo de intervenção da Psicologia do Esporte não se aplica somente aos portadores de deficiências físicas, mas às pessoas com diferentes tipos de necessidades especiais como, por exemplo, cardiopatas, diabéticos, portadores de depressão e dependência química. No caso do atleta lesionado, tem-se a aplicação de estratégias diferenciadas para auxiliar no processo de recuperação física e emocional de uma atleta que está ou esteve distante dos treinos, provas e competições em função de alguma patologia de ordem físico-motora. Os instrumentos e estratégias específicos da Psicologia do Esporte nas duas situações dependerão da situação e condições específicas em que se dará a intervenção do Psicólogo, deixando claro que não existem receitas prontas para qualquer intervenção em Psicologia, mas uma diretriz que deve ser guiada pela ética profissional e pelos objetivos definidos em conjunto entre o psicólogo, a pessoa com quem se realiza a intervenção. O trabalho do Psicólogo do Esporte terá melhores resultados e será mais eficiente quanto maior for a comunicação e atuação conjunta com os profissionais envolvidos, quer sejam médicos, fisioterapeutas, educadores físicos ou mesmo terapeutas.É importante lembrar que o atleta, antes de ser um atleta é um ser humano e precisa ser tratado como tal. O trabalho com equipe multidisciplinar (Psicólogo/ Médico/ Fisioterapeuta/ Nutricionista/ Educador Físico...) tem mostrado um resultado interessante para o atleta, seja de modalidade individual ou coletiva. O trabalho precisa envolver todas as áreas, para que o trabalho seja realmente efetivo.
Esporte para atletas portadores de necessidades especiais
Sabe-se que deficiente tem limitado seu potencial devido a uma deficiência, expressa principalmente pela dificuldade em realizar movimentos. Assim, o movimento toma contornos de uma importância fundamental na vida do deficiente (Barbanti 2002). Sendo assim a pratica esportiva é fator incontestável no processo de reabilitação e inclusão social, e com o tempo, essa pratica toma novos rumos. O simples ato de praticar atividades físicas começa ter outro sentido. Começa a se aventurar nas primeiras competições sem pretensões ousadas de vitórias, porem com o passar do tempo e muito treinamento os bons resultados começam a aparecer, a motivação pela pratica esportiva aumenta e a expressão atleta surge. Aos poucos esse atleta deficiente físico se inclui no esporte de rendimento. Esporte esse que Barbanti (2002) defende que deve seguir as mesmas regras e normas do esporte em geral. No entanto, diz que podemos estar incorrendo em um erro, pois evidenciamos as diferenças as quais não queremos que existam. Por isso o esporte para deficientes físicos segue uma classificação mundial conhecida como classificação médico-desportiva. Essa classificação separa as deficiências pela sua natureza e é utilizada, por exemplo, nos jogos para-olímpicos que são considerados o segundo maior acontecimento esportivo mundial.Para atletas normais a mais importante competição mundial é a Olimpíada e temos também a Para-Olimpíada, competição essa que somente competem atletas portadores de deficiência. O Brasil vem aumentando significativamente sua participação na Para-Olimpíada, segundo o Comitê Paraolímpico Brasileiro (2005). Um dos benefícios que são conseqüência desses eventos é a possibilidade de avaliar esses atletas como na pesquisa realizada por Labronci et al. (2000) que teve como objetivo avaliar o esporte como método de reabilitação e analisar os aspectos físicos, psicológicos e sociais dos portadores de limitação física, Os resultados obtidos estão relacionados com altos índices de desempenho esportivo e o alto vigor não tem correlação com o tempo de limitação física ou com o tipo da limitação. Parecendo para eles uma característica individual, o que faz procurarem alternativas que o permita ultrapassar barreiras instransponíveis.

Bibliografia
Barbanti, V.J. et al. (2002). Esporte e Atividade Física: Interação entre rendimento e saúde. 1 º. Ed. Manole - São Paulo
Labronci, R; Cunha, M.C.B; Oliveira, ASB. Gabbai, A.A ( 2000). Esporte como fator de integração do deficiente físico na sociedade. Arq. Neuropsiquiatria;58 (4):1092-1099.



Motivação no Esporte

9 de Dezembro de 2009, por Desconhecido - 0sem comentários ainda
Resumo
O assunto relacionado à motivação pessoal tem alcançado grande importância atualmente. Em razão deste destaque encontra-se na literatura os mais diversos conceitos e aplicações sobre motivação. O objetivo deste texto é de apresentar brevemente alguns conceitos e aplicações para motivar pessoas a praticar atividade física durante um longo período de tempo. Portanto, espera-se que este artigo sirva como uma espécie de guia com algumas abordagens sobre motivação, motivos, teorias motivacionais e suas aplicações para quaisquer pessoas que sejam interessados no assunto ou estejam estudando o tema.
Unitermos: Motivação. Revisão. Motivos.

Abstract
The subject related to motivation has reached a great importance nowadays. Because of this prominence, literature have showed several concepts and applications about motivation. The objective of this text is to briefly present some concepts and applications for motivating people to practice physical activity for a long period of time. Therefore, this article serves as a kind of guide with some approaches about motivation, reasons, motivational theories and their applications for anyone who is interesting in the subject or studying the theme.

Keywords: Motivation. Review. Motives
Introdução
Quando uma pessoa inicia um programa de atividade física ou uma modalidade esportiva, seja esta iniciativa causada por necessidade ou por convicção, a maior dificuldade que se encontra é na aderência desta atividade à longo prazo. Juntamente a isto, é reconhecido que os efeitos benéficos de qualquer atividade para à saúde, dependem extensivamente da adoção por um longo período de estilo de vida ativo.
A palavra motivação exerce um grande efeito sobre as pessoas principalmente quando refere-se a prática de atividades físicas em geral. Muitas vezes a motivação pode ser responsável por inúmeras razões pelas quais o indivíduo decidirá realizar alguma atividade física ou não.
O assunto relacionado à motivação pessoal tem alcançado grande importância atualmente, e diversos congressos relacionados à esta área tem o considerado como tema principal. Esta preocupação resultou em diversos pesquisadores à tentar buscar uma fórmula perfeita para motivação. Conseqüentemente, encontra-se na literatura os mais diversos conceitos e aplicações para este tema. O objetivo deste texto é de apresentar brevemente alguns conceitos e aplicações para motivar pessoas a praticar atividade física durante um longo período de tempo.
Conceitos de motivação e motivo
A motivação é conceituada como o processo que leva as pessoas a uma ação ou inércia em diversas situações. Este processo pode ser ainda o exame das razões pelas quais se escolhe fazer algo, e executar algumas tarefas com maior empenho do que outras (CRATTY, 1984). Entretanto, MAGILL (1984) se refere à motivação como causa de um comportamento. O mesmo, define motivação como alguma força interior, impulso ou uma intenção, que leva uma pessoa a fazer algo ou agir de certa forma.
CRATTY (1984), neste assunto, relata que as pessoas escolhem suas atividades físicas ou esportes, assim como participam destes com determinado grau de competência dependendo das suas experiências primitivas ou acontecimentos, situações e pessoas mais recentes.
O processo motivacional também é uma função dinamizadora da aprendizagem, e os motivos irão canalizar as informações percebidas na direção do comportamento (TRESCA, DE ROSE JR, 2000).
Na proposta de ATKINSON (2002), a motivação dirige o comportamento para um determinado incentivo que produz prazer ou alivia um estado desagradável. Segundo MURRAY (1973), o motivo se distingue de outros fatores como a experiência passada da pessoa, as suas capacidades físicas ou a situação ambiente onde se encontra, e que também podem contribuir na sua motivação. MURRAY (1973) também classifica os motivos em dois grupos: inatos ou primitivos e adquiridos ou secundários (agressão, raiva, etc).
Por outro lado, há também pesquisadores que conceituam os motivos como sendo construções hipotéticas, que são aprendidas ao longo do desenvolvimento humano e servem para explicar comportamentos (WINTERSTEIN, 2002). As explicações para as ações baseiam-se na suposição de que a ação é determinada pelas expectativas e pelas avaliações de seus resultados e pelas suas conseqüências.(WINTERSTEIN, 1992).
PAIM (2001) relata que na relação ensino-aprendizagem, em qualquer ambiente, conteúdo ou momento, a motivação constitui-se como um dos elementos centrais para a sua execução bem-sucedida.
Observando os mais diversos conceitos e definições citadas acima, pode-se concluir que existe duas linhas de raciocínio. Ou seja, alguns pesquisadores acreditam nas "experiências anteriores" para haver motivação, e outros cientistas pressupõe em "experiências posteriores" para tal ação. Todavia, existem alguns que seguem uma outra linha de pensamento onde tudo faz parte da motivação como é declarado por SAMULSKI (2002). Este relata que a motivação seria a totalidade daqueles fatores que determinam a atualização de formas de comportamento dirigidas a um determinado objetivo.
WEINBERG e GOULD (2001) descrevem muito bem as mais diversas definições, conceitos, diretrizes e teorias que abordam o tema motivação. Estes autores definem a motivação como sendo a direção e a intensidade do esforço. A direção refere-se a um indivíduo buscar, aproximar ou ser atraído a certas situações. Enquanto a intensidade refere-se ao esforço que um pessoa investe em uma determinada situação. WEINBERG e GOULD (2001) ainda descrevem as três visões típicas da motivação como sendo: visão centrada no participante, visão centrada na situação e a visão interacional entre indivíduo e situação. Outro ponto muito importante no texto de WEINBERG e GOULD (2001) está relacionada com as diferentes teorias da motivação que constituem em:

1) teoria de necessidade de realização, onde a visão interacional considera fatores pessoais e situacionais;

2) teoria da atribuição, que se focaliza em como as pessoas explicam seus fracasso e sucessos;

3) teoria das metas de realização que visa as metas de realização, percepção de capacidade e comportamento frente à realização; e

4) teoria da motivação para competência que relaciona às percepções de controle dos atletas.
No artigo de revisão de WINTERSTEIN (1992) é descrito uma visão geral dos processos de motivação com ênfase no motivo de realização. O autor também reporta diversos tipos de comportamento motivacionais baseando-se em autores como Heckhausen e Erdmann.
Teorias motivacionais
O interesse da população sobre o reconhecimento dos benefícios dos exercícios para a saúde resultou na descrições de diversas teorias comportamentais. Basicamente estas teorias foram adaptadas ou criadas com o interesse de avaliar ou propor a adesão da prática de atividade física nas pessoas. As pesquisas nestas áreas são geralmente chamadas de determinantes ou aderência à exercícios. Estes estudos são de cunho observacional, ou seja, sem intervenções e correlacionados com as atividades físicas. (SALLIS e OWEN, 1999)
SALLIS e OWEN (1999) comentam o quanto é necessário desenvolver teorias, modelos e hipóteses para auxiliar os pesquisadores em focalizar somente nas variáveis que acreditam ser relacionadas à atividades físicas. A maior parte das teorias formais e modelos que são aplicadas neste campo de pesquisa sobre determinantes da atividade física são também utilizadas em outros campos de estudo comportamental. O quadro 1 descreve a maioria das variáveis associadas a cada tipo de teoria mais comumente utilizada, e quais são algumas de suas técnicas de intervenções.

Quadro 1. Teorias e modelos utilizados na pesquisa em Atividade Física



As teorias motivacionais destacam que um indivíduo pode ter, como fonte de suas ações, razões internas (intrínsecos) ou externas (extrínsecos). Os motivos intrínsecos são resultantes da própria vontade do indivíduo, enquanto os extrínsecos dependem de fatores externos. Alguns motivos provêm de fontes externas ao indivíduo e à tarefa, incluindo-se aí diversas recompensas sociais e sinais de sucesso. Outras fontes podem ser resultado da estrutura psicológica do indivíduo e de suas necessidades pessoais de sucesso, sociabilidade, reconhecimento e etc. Apesar de haver numerosos fatores que influenciam a motivação individual, alguns autores classificam as pessoas segundo os motivos que as fazem ingressar no esporte ou em situações de sucesso. (CRATTY, 1984). Segundo ROBERTS (1992) é uma erro relacionar motivação diretamente com a performance no esporte ou na atividade física. A motivação não pode justificar a melhora ou a piora do desempenho de um indivíduo no esporte.
Adultos e crianças são motivadas a participar em esportes por razões similares. Embora os aspectos sobre saúde são mais importantes para os adultos, e o desenvolvimento de habilidades e competências são mais relevantes para as crianças (GILL, 2000). Em um estudo no qual BUTT (1995) estabeleceu as competências sobre os aspectos motivacionais na literatura. Este autor dividiu os níveis de motivação em quatro tipos: motivação biológica, motivação psicológico, motivação social e motivação secundária.
Para pessoas com necessidades especiais, utiliza-se os mesmos aspectos da motivação para o esporte, mas com diferença em relação a maiores frustrações e menor velocidade de progressão dos mesmos. Várias pessoas que tornaram-se deficientes por causa de algum tipo de trauma ou doença já tiveram experiências positivas ou negativas com exercícios antes da deficiência. Em alguns casos, a deficiência foi causada por alguma lesão atlética. Apesar desta experiência anterior, estes portadores de deficiência sintam-se mais motivados a realizarem algum tipo de atividade física do que aqueles que não tiveram tal experiência. Em relação a motivação externa, em termos gerais, as experiências com sucesso tornam mais fácil o processo de aprendizagem do que o fracasso. Pois em diversas pessoas, as experiências negativas aumenta o nível de insatisfação de um programa de atividades resultando em abandonos (SHEPARD, 1990).
Estudos com a aplicação dos conceitos de motivação
MASACHS et al. (1994) realizou um estudo sobre os motivos para participar de programas de exercícios físicos. Em sua breve revisão literária, os autores descrevem algumas pesquisas demonstrando os mais diversos tipos de investigação com o objetivo de entender o porquê da desistência das pessoas em continuar qualquer tipo de atividade. Os autores também investigaram os motivos passados e presentes das pessoas para continuarem ou desistirem de algum programa de atividades físicas. MASACHS et al. (1994) concluíram que a realização de exercícios físicos de forma regular fazia com que houvesse uma mudança substancial nas motivações dos indivíduos, determinando a aparição de razões para manter-se ativo. Este fato não foi identificado pelos sujeitos que desistiram dos exercícios físicos ou no passado ou no presente.
No estudo de TRESCA e DE ROSE JR (2000) investigou-se a predominância motivacional em aulas de dança na educação física escolar e verificaram que não houve uma diferença diferença entre as motivações intrínsecas e extrínsecas.
Enquanto isto, no estudo com cadeirantes que praticam basquetebol, identificou-se que os tipos de motivação destes indivíduos existem fatores intrínsecos e extrínsecos. Além disto, 50% dos praticantes buscaram neste esporte para desenvolver atividades do tipo lazer/recreação (BOAS, BIM e BARIAN, 2003).
BASSETS e ORTÍS (1999) estudaram a motivação de mulheres universitárias. Os autores encontraram que os motivos pelos quais estas decidiram praticar atividade física foram o acesso livre às instalações, tempo disponível e percepções dos benefícios físicos e psicológicos.
Conclusão
Observa-se que existe uma preocupação sobre a motivação em inúmeros estudos. Diversos pesquisadores vem investigando a motivação em relação à definição, mensuração e aplicação deste componente tanto para o dia-a-dia quanto para as situações aplicáveis na Educação Física. Até os dias de hoje existem muitas controvérsias relacionadas com fatores e teorias sobre o desenvolvimento da motivação do indivíduo para com uma atividade ou esporte. No entanto, se pode concluir que a motivação é um aspecto tal quanto importante quanto o aspecto físico. Assim, o profissional de Educação Física deveria preocupar-se não somente com a parte física das pessoas, mas também com o aspecto psíquico. Muitas vezes estes aspectos são determinantes para o desenvolvimento das práticas esportivas, independente da natureza, principalmente em crianças e portadores de necessidade especiais. Pode-se dizer que muitas pessoas praticam algum tipo de atividade não só por causas dos benefícios à saúde que estão toda hora na mídia, mas por causa do bem-estar psíquico que acompanha os praticantes assíduos.
Portanto, espera-se que este artigo sirva como uma espécie de guia com algumas abordagens sobre motivação, motivos, teorias motivacionais e suas aplicações para quaisquer pessoas que sejam interessados no assunto ou estejam estudando o tema.
Referências Bibliográficas
ATKINSON, R.; ATKINSON, R.; SMITH, E.; BEM, D. Introdução à psicologia de Hilgard. 13º Ed. Porto Alegre: Artmed. 2002.
BASSETS, M.P.; ORTÍS, L.C. Una intervención motivational para pasar del sedentarismo a la actividad en mujeres universitarias. Revista de Psicología del Deporte. v.8, n.1, p.53-66, 1999.
BOAS, M.S.V.; BIM, R.H.; BARIAN, S.H.S. Aspectos motivacionais e benefícios da prática do basquetebol sobre rodas. Revista de Educação física/UEM. v.14, n.2, p.7-11, 2003.
BUTT, D.C. Short scales for the measurement of sport motivation. International Journal of Sport Psychology. n.4, p.203-216, 1995.
CRATTY, B.J. Psicologia do Esporte. 2° Ed. Rio de Janeiro: Prentice Hall do Brasil. 1984.
GILL, D.L. Psychological Dynamics of Sport and Exercise. 2° Ed. Illinois: Human Kinetics. 2000.
MAGILL, R.A. Aprendizagem Motora: conceitos e aplicações. São Paulo: Edgard Blücher. 1984.
MASACHS, M.; PUENTE, M.; BLASCO, T. Evolución de los motivos para participar en programas de ejercicio físico. Revista de Psicología del Esporte. v.5, n.4, p.71-80, 1994.
MURRAY, E.J. Motivação e Emoção. 3° Ed. Rio de Janeiro: Zahar. 1973.
PAIM, M.C.C. Fatores motivacionais e desempenho no futebol. Revista de Educação Física/UEM. v.12, n.2, p.73-79, 2001.
ROBERTS, G. Motivation in sport and exercise: Conceptual Constrains and Convergence. ROBERTS, G. (Org.). Motivation in sport and exercise. Illinois: Human Kinetics. 1992.
SALLIS, J.F.; OWEN, N. Determinants of Physical Activity. SALLIS, J.F.; OWEN, N (Org.). Physical Activity & Behavioral Medicine. California: Sage Publications, 1999.
SAMULSKI, D. Psicologia do Esporte. Barueri: Manole. 2002.
SHEPARD, R.J. Fitness in Special Populations. Illinois: Human Kinetics. 1990.
TRESCA, R.P.; DE ROSE JR, D. Estudo comparativo de motivação intrínseca em escolares praticantes e não praticantes de dança. Revista Brasileira de Ciência e Movimento. v.8, n.1, p.9-13, 2000.
WEINBERG, R.S.; GOULD, D. Fundamentos da Psicologia do Esporte e do Exercício. 2° Ed. Porto Alegre: Artmed. 2001
WINTERSTEIN, P.J. Motivação, educação e esporte. Revista Paulista de Educação Física. v.6, n.1, p.53-61, 1992.
WINTERSTEIN, P.J. A motivação para a atividade física e para o esporte. DE ROSE JR et al (Org.). Esporte e atividade física na infância e na adolescência: uma abordagem multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed. 2002.
Fonte
Leticia de Matos Malavas

Jorge Both
http:www.efdeportes.com
revista digital · Año 10 · N° 89 Buenos Aires, Octubre 2005 © 1997-2005



A depressão no atleta

8 de Dezembro de 2009, por Desconhecido - 1Um comentário

Modelos de Personalidade caracterizam atletas de alto nível denominados perfis de iceberg. Atletas de elite exibem baixos níveis de tensão, depressão, fadiga, confusão mental e altos níveis de vigor. (Morgan 1978-1980).
Quando atletas com este tipo de personalidade não detectam um motivo justo para sua Depressão, acabam achando impossível manifestar um sentimento depressivo. Neste caso pode desenvolver a depressão conhecida como atípica. Este tipo de depressão é uma maneira disfarçada da depressão se apresentar. Isso acontece, normalmente, naquelas pessoas que não se permitem sentimentos sem motivo. Passam vir a apresentar somatizações, como sucessivas dores musculares ou mal-estar gástrico; quadros ansiosos, ansiedade generalizada e ansiedade; ou fazem uso de álcool e drogas como forma de automedicação da depressão reprimida e não tratada, como vários casos que conhecemos na mídia.
Com relação aos casos de ansiedade mencionados na Psicologia do Esporte a Ansiedade e Performance são os tópicos que mais consideração mereceu por parte dos estudiosos.
A quantidade de estudos é proporcional à importância que este fator assume no desempenho dos atletas. Níveis muitos elevados de ansiedade comprovadamente prejudicam a performance Martens (1974), além de contribuírem para o aparecimento de manifestações psicossomáticas adversas, como perturbações do sono, problemas gastrintestinais, etc.
A melhor avaliação do assunto parece ser a de quem, como Passer (1987), afirma que as conseqüências da ansiedade dependem, em última instância, de sua duração e intensidade, bem como de fatores situacionais, intrapessoais e de personalidade.

 auto-estima está seriamente comprometida em estados afetivos depressivos e, conseqüentemente o rendimento esportivo de atletas depressivos está seriamente prejudicado. Há, inclusive, uma forte tendência em associar a ansiedade aos estados depressivos.

Outra característica inerente ao perfil de personalidade de iceberg dos atletas é a negação do problema, que pode ser justificado pelo fato dos atletas depressivos serem vítimas de exclusão e preconceito por parte dos colegas no mundo do esporte competitivo ou medo da reação da sociedade diante de seu problema. Até mesmo o próprio atleta com depressão pode recusar-se a entrar em contato com seus sentimentos e negar o problema, pois cada dia de treinamento de um atleta exige uma superação de limites e, quando isso não ocorre, o desempenho geralmente é abaixo do esperado, ou passam a encarar a depressão como uma fraqueza. Portanto o atleta está habituado a enfrentar seus próprios problemas, isto pode dificultar o tratamento da depressão, podendo agravar o quadro depressivo, chegando até mesmo ao suicídio, mesmo em atletas que estejam trando da depressão. Pode-se citar como exemplo o caso recente do goleiro da seleção nacional alemã, Robert Enke, que sofria de depressão, estava em tratamento e cometeu suicídio. A viúva do jogador, Teresa, e o seu terapeuta, Valentin Markser, tornaram público que Enke, de 32 anos, sofria de forte depressão. “Houve o caso de Sebastian Deisler e agora o de Robert Enke. O treinador de goleiros Jörg Sievers, que trabalhou durante muitos anos com Enke, salientou o fato de atletas raramente reconhecerem publicamente quando sofrem de depressão. “A depressão é, de certa forma, tida como uma fraqueza”, afirmou em um programa de televisão. Por isso muitos atingidos preferem esconder a doença, temendo que a sociedade não saiba como lidar com seu estado.”
Ulf Baranowsky gerente da Associação de Jogadores Profissionais de Futebol (VdV), afirmou que atletas de ponta sofrem uma crescente sobrecarga emocional. “A pressão sobre os jogadores aumenta. Atletas são ameaçados durante treinos, agredidos verbalmente com adjetivos racistas ou mesmo boicotados por colegas ou treinadores”, o que pode diminuir a auto-estima do atleta.

Para atletas de quaisquer categorias, o fracasso também leva a uma situação de auto-estima baixa (descontentamento falta de prazer, insatisfação, depressão). O problema surge quando esse sentimento se prolonga. Quando os fatores estressantes como estes ultrapassam a aptidão física do atleta, a depressão pode instalar-se indefinidamente. Tal sentimento não é por si só, ruim afinal os atletas quando estão nesta condição são mais suscetíveis às palavras de apoio de seus respectivos treinadores. Isso ocorre quando ao efetivar a mitose as células reproduzem e aumentam os receptores celulares dos sentimentos predominantes. Se os sentimentos predominantes forem depressivos e se os mesmos sentimentos permanecerem por longos períodos, chegará um momento em que ocorre uma overdose destes sentimentos.

Sintomas da Depressão nos Atletas
É possível identificar a depressão no atleta quando certos sintomas, como sentimento de:

  • Angústia/ansiedade
  • Insônia ou excesso de sono,
  • Perda de apetite,
  • Falta de interesse e prazer nas atividades,
  • Abuso de álcool e/ou drogas,
  • Pensamento freqüente na morte.

São encontrados por mais de duas semanas

O treinador pode observar ainda sintomas como:

  • Tensão excessiva,
  • Raiva,
  • Choro fácil,
  • Irritabilidade e
  • Somatizações.

Causas da Depressão em Atletas
As principais causas da depressão são

  • baixa auto-estima,
  • fracasso,
  • Perda de prestígio ou da posição de titular,
  • Problemas afetivos,
  • Baixo rendimento,
  • Lesão física e
  • Auto-cobrança
    "Uma lesão física num atleta pode levar ao aparecimento de ansiedade, depressão e prejuízos na sua auto-estima, chegando mesmo a proporções clínicas significativas (Eldridge, 1983; Wiese & Weiss, 1987)".
    "Os atletas com maior auto-cobrança para voltar a jogar apresentaram maiores índices de depressão, raiva e vigor quando comparados aos atletas que se auto avaliaram com menos cobrança para voltar a jogar. (Anais da 58ª Reunião Anual da SBPC - Florianópolis, SC - Julho/2006)".

    Influência da Depressão na atuação do atleta:
    Um jogador em depressão apresenta:
  • Rendimento esportivo prejudicado
  • Desempenho abaixo da expectativa,
  • Diminuição da dedicação aos treinos,
  • Aumento da freqüência de lesões,
  • Isolamento em relação aos companheiros e
  • Mudança de comportamento.

Exemplos de mudanças de comportamento conhecidos na mídia encontram-se casos de atletas que passaram a fazer uso de álcool e drogas. Em muitos destes casos o atleta passa a fazer uso destas substâncias como forma de automedicação de uma depressão não tratada.

A incidência de transtornos mentais é maior antes de partidas decisivas, após os jogos, independente do resultado, e se agrava com as derrotas.

Tratamento da depressão em Atletas
A Yoga tem sido procurada para tratar a depressão de atletas.

A Depressão Esportiva e o Yoga

Por Eliane Jany Barbanti
Bibliografia
Anais da 58ª Reunião Anual da SBPC - Florianópolis, SC - Julho/2006.
Eldridge, W. (1983). The importance of psychotherapy for athletic related orthopedic injuries among adults. International Journal of Sport Psychology, 14:203-211.
Martens R Arousal and Motor Performance 1974; Vol.2, In: Wilmore, S (Ed). Exercise and sport sciences review, NY, Academic press
Morgan, WP Sport personology: the credulous-skeptical argument in perspective In Straus, WF 9ed) Sport psychology: An analysis of athletic behavior 1978. Ithaca. NY, Movement Publication.
Passer MW Children in sport: participation motives and psychological stress Quest, 1982; 33, 231-244. Wiese, D. & Weiss, M. (1987). Psychological Rehabilitation and Physical Injury: Implications for the Sportsmedicine Team.The Sport Psychologist, 1:318-330



Ansiedade e performance

8 de Dezembro de 2009, por Desconhecido - 0sem comentários ainda
O esporte, em especial o esporte competitivo, é sinônimo de situações de avaliação comparativa (pelos outros e por si mesmo), de objetivos competitivos a alcançar, de desafios, de rivalidades, de expectativa, e de uma série de outros fatores associados, como por exemplo,

 auto estima, prestígio, dinheiro, reconhecimento, admiração social, etc.
As manifestações ou os estados emocionais têm-se revelado como fatores importantes na prestação desportiva.
Martens (1977) apresenta o conceito de "traço de ansiedade em competição” como representativa das diferenças individuais na percepção da competição enquanto considerada como uma ameaça, e salienta ainda a diferença entre o "traço geral de ansiedade" e o "traço de ansiedade para situações específicas".
Orlick e Botteril (1975) afirmam que a preocupação com a competição e o fato de o atleta ir ser avaliado pode influir negativamente e provocar o abandono ou a participação reduzida. Contudo, alguns atletas (Gould e al. 1983) relatam que as suas preocupações com a competição não afetam a sua "performance" e alguns sentem que a sua prestação desportiva é melhor quando se sentem ansiosos. As conseqüências das manifestações de ansiedade em competição dependem, por certo, da freqüência, da duração e da intensidade com que elas se apresentam.
Landers (1982) estuda a ansiedade associada à atenção e sugere que a atenção associada a um baixo limiar de ansiedade (a palavra é utilizada com o significado de "sensação de alerta") não é capaz de identificar estímulos relevantes, e considera ainda que uma ansiedade moderada aumente a seletividade perceptiva, eliminando dados irrelevantes para a tarefa.
O mesmo autor afirma, também, que cada modalidade desportiva tem características e exigências próprias, que, para além dos aspectos físicos, técnicos e tácticos, exigem determinadas características psicológicas.
Nideffer (1976) veio na mesma linha de investigação, acentuar a importância da atenção e dos estilos perceptivos nas várias modalidades desportivas. Uma revisão de toda a literatura sobre este tema e devida a Martens, Vealey & Burton (1990) concluía que 89% dos estudos efetuados mostravam haver correlações significativas entre características psicológicas do atleta e a sua prestação desportiva.
Devido à existência de diversas interpretações esteóticas não se encontra uma definição formal para a palavra “ansiedade”.
A Ansiedade é medicamente falando, uma atitude fisiológica (normal) responsável pela adaptação do organismo às situações novas, onde se encaixam bem as situações do esporte competitivo. As mudanças acontecidas em nossa performance física quando um cachorro feroz tenta nos atacar, quando fugimos de um incêndio, quando passamos apuros no trânsito, ao tentarem nos agredir e assim por diante, são as mesmas quando nos encontramos diante de um atleta adversário
Diferentes vocábulos como stress, angústia, preocupação, etc., são habitualmente aplicados com um significado equivalente, embora autores como Martens, Vealey e Burton, (1990) definam estado de ansiedade “como um estado emocional transitório, caracterizado por sentimentos de apreensão e tensão associados à ativação do organismo”
Embora seja, essencialmente, desde os anos 80 que grande número de psicólogos do desporto (Martens, 1977; Klavora,1978; Magill,1982: Landers,1982; Pargman,1993; e muitos outros) começaram a debruçar-se sobre o fenômeno da relação da ansiedade e do estado de alerta com a performance desportiva, Gould e Krane (1992) citam Coleman Grifith como sendo o pai da psicologia norte americana, pois já em 1932 aconselhava estratégias para ajudar os atletas a ultrapassar a ansiedade e o medo.
Com base no fato da tanto ansiedade somática como cognitiva afetarem a performance desportiva, diversas teorias têm sido propostas para explicar a relação entre a ansiedade e a performance. As mais conhecidas serão, talvez, a Teoria “Drive”, a Hipótese do “U Invertido”, as Teorias de “IZOF”, da “Catástrofe”, “Inversão”, a “Multidimensional da Ansiedade” e a Teoria do “Traço e Estado de Ansiedade”.
Estudos numerosos têm comprovado a hipótese do “U Invertido”, que defende que o aumento do “arousal” corresponde a uma focagem da atenção, que gradualmente aumenta até um nível ótimo, correspondente à melhor performance, para, depois de ultrapassado esse nível começar a causar deterioramento da performance por a atenção estar demasiada focada e, desse modo, falhar estímulos relevantes para a tarefa “Arousal” e performance



Zaichkowsky (1993), por sua vez, parte do princípio que este estado global do organismo pode representar uma tripla ação: a ativação fisiológica, a resposta comportamental e a resposta emocional.
Diante de situações de competição a performance física acaba fazendo coisas extraordinárias, coisas que normalmente não seríamos capazes de fazer em situações não-competitivas. A maior parte desta performance melhorada deve-se à ansiedade, porém, embora a ansiedade favoreça a performance e a adaptação, ela o faz somente até certo ponto, até que nosso organismo atinja um máximo de eficiência. A partir de um ponto excedente a ansiedade, ao invés de contribuir para a adaptação, concorrerá exatamente para o contrário, ou seja, para a falência da capacidade adaptativa. Nesse ponto crítico, onde a ansiedade foi tanta que já não favorece a adaptação, ocorre o esgotamento da capacidade adaptativa.


Vejamos ao lado, a ilustração de um gráfico ilustrativo, onde teríamos um aumento da adaptação proporcional ao aumento da ansiedade até um ponto máximo, com plena capacidade adaptativa. A partir desse ponto, embora a ansiedade continue aumentando, o desempenho ou adaptação cai vertiginosamente, assim sendo, ao invés da ansiedade melhorar a performance, acaba por comprometê-la.
Torna-se claro que os diferentes tipos de ativação devem ser equacionados de acordo com os requisitos da tarefa e do enquadramento. Também diversas formas de abordagem podem ser equacionadas, para medir a ansiedade, considerando que as diversas manifestações podem traduzir-se através de: respostas fisiológicas do organismo, comportamentos observáveis do indivíduo e detecção das situações que o indivíduo considera psicologicamente perturbadoras, através de processos de auto-avaliação. Nesta conformidade as duas principais formas de abordagem da avaliação da ansiedade podem ser feitas através das ciências biomédicas e das ciências do comportamento.
Hoje, cada vez mais, as perspectivas de desenvolvimento apontam para abordagens multidimensionais. Krane (1992) sugere que as investigações devem fazer uma avaliação paralela da ansiedade somática e cognitiva em vários momentos diferentes.

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Controle da ansiedade

Por Eliane Jany Barbanti

Bibliografia
Gould, D., Horn, T., e Spreemann, J. (1983). Perceived Anxiety of Elite Junior Wrestlers. Journal of Sport Psychology, 5 , 58-71.
Krane, V. Gould, D. The arousal-athletic performance relationship: Current status and future directions Advances in sport psychology (1992) Horn, Thelma S. Champaign, IL: Human Kinetics Publishers.
Landers, D.M. (1982). Arousal, attention and skilled performance. Further Considerations. Quest, 33 (2), 271-283
Magill, R.A. (1982). Motor Learning Concepts and Applicatins (3rd ed.) Dubuque, Iowa: WCB. Wm.C.Brown Company Publishers.
Martens, R. (1977). Sport Competion Anxiety Test. Champaign, Illinois: Human Kinetics Publishers
Martens, R., Vealey, R. e Burton, D. (1990). Competitive Anxiety in Sport. Champaign, Illinois: Human Kinetics Publishers.
Nideffer, R.M. (1976). Test of Attentional and Interpersonal Style. Journal of Personality and Social Psychology, 34(3), 394-404.
Orlick, T. e Botteril, C. (1975). Every kid can win. Chicago: Nelson-Hall. Wrestlers. Journal of Sport Psychology, 5, 58-71. Orlick, T. e Botteril, C. (1975). Every kid can win. Chicago: Nelson-Hall.
Pargman, D. (1993). Individual differences: cognitive and perceptual styles. In Robert N.Singer, Milledge Murphey e L.Keith Tennant (Eds.), Handbook of Research in sport Psychology (pp.379-401). New York: MacMillan Publishing Company.
Zaichkowsky L, Takenaka K – Optimizing arousal level. In. Singer RN, Murphey M, Tennant LK eds. Handbook of Research on Sport Psichology.New York, MacMillan, 1993.