“Arousal” e performance

8 de Dezembro de 2009, por Desconhecido - 0sem comentários ainda
Quase todas estas teorias utilizaram na construção dos seus modelos interpretativos um conceito importante designado por “arousal”, que é uma noção fundamental na compreensão da relação entre a Ansiedade e Performance .
O “arousal” traduz-se pela ativação do organismo, o que para alguns autores é, também, designado como “síndrome de ativação geral”, que ocorre quando o indivíduo tem de responder a determinada situação.
Nideffer (1976) verificou que a atenção estava estreitamente relacionada com o nível de ansiedade e considerou que o aumento desta e do “arousal” que a acompanha limita a capacidade de passar de um estilo de atenção para outro e é diretamente responsável pela direção da atenção.
Smith (1983) considera ainda que as diferenças individuais podem ser decisivas na maneira como o “arousal” influencia os estilos de atenção.
Albernethy (1993) considera que um grande número de fatores pode influenciar o estado de ativação (“arousal”) ótimo, como a natureza, duração e complexidade da tarefa, a motivação e as características pessoais do atleta. Desportos que requerem precisão e recrutamento de “skills” especiais evidenciam melhores desempenhos quando sob baixos níveis de “arousal”, enquanto atividades que requerem o recrutamento simultâneo de toda a massa muscular necessitam de um nível de “arousal” elevado para que a performance seja boa. Este autor considera, também, que as diferenças individuais no traço de ansiedade também são conhecidas por influenciarem o nível de “arousal” ótimo para a performance.
Qualquer novo estímulo é gerador de uma reação de alarme e de adaptação (que se manifesta por um aumento de arousal). A ativação inerente ao “arousal” e dependendo da sua intensidade, vai afetar a atenção através de ordens emanadas do sistema vegetativo aos vários receptores aferentes que canalizam as informações para os centros de processamento perceptivo e associativo. Se a resposta é compatível, o sistema continua equilibrado; se a resposta não é compatível ou existem várias alternativas, gera-se uma “síndrome de alarme”, que provoca um aumento de ansiedade e, conseqüentemente, do nível de “arousal”. Esse fato que pode causar rupturas no sistema, em detrimento do papel da atenção que, por sua vez, pode fornecer dados aferentes irrelevantes para o processamento da informação, dificultar o trabalho mental de percepção e o tratamento da informação, o que, em última análise, pode resultar na incapacidade de programar uma resposta correta.

Bibliografia

Albernethy, B. (1993). Attention. In Robert N. Singer, Milledge Murphey e L.Keith Tennant (Eds.), Handbook of Research Sport Psychology (pp. 127-170). New York: Mc Millan Publishing Company.
Nideffer, R.M. (1976). Test of Attentional and Interpersonal Style. Journal of Personality and Social Psychology, 34(3), 394-404.
Smith, R.E. (1983). Competition Anxiety in youth sport: Differences according, age, sex, race, and playing status. Perceptual and Motor Skills, 57, 1235-1238.
Eliane Jany Barbanti

 Veja também

Controle da ansiedade



Controle da ansiedade

8 de Dezembro de 2009, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Frischnecht (1990) traz que a parte principal do controle da ansiedade consiste na modificação da maneira de pensar. No entanto, algumas vezes, um atleta pode apresentar um quadro de ansiedade pelo simples fato de não estar bem treinado para a competição e, neste caso, seria insensato preocupar-se com isto. Por meio de uma melhor preparação e de um treino mais eficiente, a ansiedade seria, provavelmente, remediada.
É de grande importância os fatores sociais, o contexto no qual o atleta e sua equipe estão envolvidos, a vontade de vencer, a motivação, a maturidade pessoal e esportiva, a união e coesão do grupo, os desafios já enfrentados, a história passada da equipe, as perspectivas futuras e, especialmente, saber o que cada um, cada equipe está apostando em determinada partida. Esta expectativa irá comandar o que poderá acontecer posteriormente.
Para o controle da ansiedade no esporte, a literatura tem apontado diversas estratégias, como por exemplo, relaxamento, visualização no caso do excesso e exercícios de ativação de metas, no caso de baixa ansiedade. Porém, não basta um treinador saber as estratégias de preparo físico e técnico de seus atletas. Ele deve possuir também capacidades de ensinar-lhes a lidar com seus estímulos de estresse. Existem competências psicológicas que o atleta deve aprender a dominar, para responder efetivamente às exigências da competição (Viana, 1989).
Bibliografia
Frischnecht, P. A influência da ansiedade no desempenho do atleta e do treinador. Treino Desportivo. Lisboa: II série, n. 15, p.21-28, 1990.
Viana, M. Competição, ansiedade e autoconfiança: implicações na preparação do jovem desportista para a competição. Treino Desportivo. Lisboa: II série, n. 13, p. 52-61, 1989.
Eliane Jany Barbanti



Personalidade do atleta

8 de Dezembro de 2009, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

De acordo com Auweele, Cuyper, Mele e Rzewnickl (1993), a definição de personalidade é bastante ampla, pois inclui conceitos e termos como sejam os de traços, estados, qualidades e atributos, todos eles variáveis na constância ou nas alterações de comportamento, refiram-se estes, por exemplo, às motivações, aos estilos de atenção, às manifestações emotivas ou à eficácia.
Nenhum ser humano mostrará traços que já não existam em outros indivíduos, como uma espécie de patrimônio do ser humano, ou seja, a todos os indivíduos de uma mesma espécie são atribuídos os traços característicos dessa espécie. Entretanto, a combinação individual desses Traços em proporções variadas numa determinada pessoa caracterizará sua Personalidade ou sua maneira de ser.
O senso comum de um sistema sócio-cultural costuma elaborar uma relação muito extensa de adjetivos utilizados para a argüição dos indivíduos deste sistema: sincero, honesto, compreensivo, inteligente, cálido, amigável, ambiciosos, pontual, tolerante, irritável, responsável, calmo, artístico, científico, ordeiro, religiosos, falador, excitado, moderado, calado, corajosos, cauteloso, impulsivo, oportunista, radical, pessimista, e por aí afora. Podemos considerar Traço Predominante da pessoa em apreço a característica que melhor a define, como se, entre tantos traços tipicamente e caracteristicamente humanos, este traço específico predominasse sobre os demais.
O conceito de traço é uma pedra central da construção da personalidade do indivíduo e os traços psicológicos podem ser definidos como estruturas internas estáveis que servem como predisponentes do comportamento e, conseqüentemente, podem ser "indicadores" de futuros comportamentos.
Contudo, é também um fato que os indivíduos não se comportam da mesma maneira perante diferentes situações.
Nos finais dos anos 7O o grande debate sobre o modelo de pesquisa, que deveria englobar não só a problemática dos traços psicológicos próprios, como também a influência do meio envolvente.
Segundo Cox, Qiu & Liu (1993), "não é como o atleta se sente e responde geralmente, que tem mais importância, mas sim como ele se sente e responde num determinado momento". As emoções podem ser traduzidas por vários estados que podem ser de ansiedade, de alegria, de preocupação, de stress, de tristeza e de medo e são, muitas vezes, estas emoções que determinam as ações.
A preocupação conjunta com "envolvimentos-traço psicológico prestação desportiva" fez com que muitos investigadores abandonassem o modelo do estudo das características "puras", avaliadas apenas, ou, sobretudo, em laboratório, em favor dum modelo de interação, mais sistêmico e com mais informação, que tem em conta o contexto.
Inicialmente, os modelos de investigação centravam-se, predominantemente, na identificação da personalidade do atleta. Nas duas últimas décadas esses modelos tendem, cada vez mais, a considerar a interação entre a personalidade e o meio envolvente.
As manifestações ou os estados emocionais têm-se revelado como fatores importantes na prestação desportiva.
Martens (1977) apresenta o conceito de "traço de ansiedade em competição” como representativa das diferenças individuais na percepção da competição enquanto considerada como uma ameaça, e salienta ainda a diferença entre o "traço geral de ansiedade" e o "traço de ansiedade para situações específicas".
Orlick e Botteril (1975) afirmam que a preocupação com a competição e o fato de o atleta ir ser avaliado pode influir negativamente e provocar o abandono ou a participação reduzida. Contudo, alguns atletas (Gould e al. 1983) relatam que as suas preocupações com a competição não afetam a sua "performance" e alguns sentem que a sua prestação desportiva é melhor quando se sentem ansiosos. As conseqüências das manifestações de ansiedade em competição dependem, por certo, da freqüência, da duração e da intensidade com que elas se apresentam.
A identificação das relações entre critérios de sucesso desportivo e as características psicológicas do atleta são, hoje, uma das maiores preocupações de treinadores e psicólogos do desporto.
Como já foi mencionado o conceito de traço é uma pedra central da construção da personalidade do indivíduo e os traços psicológicos podem ser definidos como estruturas inter estáveis que servem como predisponentes do comportamento e, conseqüentemente, podem ser "indicadores" de futuros comportamentos.
Pois bem. É exatamente a predominância de alguns traços e a atenuação de outros que acaba por constituir a pessoalidade de cada um. Enfim, é como se o artista conseguisse extrair uma cor única e muito pessoal misturando uma série de cores básicas encontradas em todas as lojas de tintas. Como os traços básicos do ser humano são infinitamente mais numerosos que as cores básicas do exemplo, as combinações entre esses traços serão infinitas, fazendo disso a infinita diversidade de pessoalidades.
A combinação dos Traços resultará uma unidade funcional humana completamente distinta de todas os demais. É difícil pensar nestes Traços de outra forma, senão como uma certa inclinação inata submetida à influência agravante ou atenuante do meio, inclinação esta, responsável pela maneira como a pessoa se apresentará ao mundo ou ao convívio gregário. Entre os fatores constitucionais, um forte traço de ansiedade na pessoalidade, entendido como uma predisposição de sensibilidade inata para perceber certos estímulos como ameaçadores, é um fator preditivo para estados exagerados de ansiedade, cognitiva e somática, estimulados pela competição.
Quando o traço de ansiedade é suficiente para fazer com que essa emoção seja somatizada, ou seja, se transforme em problemas orgânicos ou físicos (hipertensão, gastrites, diarréia crônica, vômitos, urticária, etc), talvez os esportes individuais ou não-competitivos fossem mais bem indicados.
Pessoas com baixo limiar de tolerância às frustrações também são muito problemáticas em relação aos esportes competitivos. Esse traço, de baixo limiar de tolerância às frustrações, aparece desde cedo no desenvolvimento da pessoa, caracterizando-as como crianças birrentas, “nervosas”, teatrais, exigentes sobre suas pretenções. Dependendo do grau de intolerâncias às frustrações, pessoalidades com este traço podem contra-indicar esportes competitivos ou tornam-se atletas pouco éticos.
Laurent (1999) considera os fatores constitucionais dirigidos segundo duas orientações: pelo rendimento e/ou pelo controle, ou seja, dirigido pela carga afetiva que a tarefa da competição impõe ou pelo Ego do atleta.
Ele ainda entende as motivações do atleta distinguindo três objetivos:
1 - O atleta pode perseguir seu objetivo e demostrar assim sua capacidade. O fato de buscar um rendimento desejável (ou desejado) não está necessariamente ligado ao aumento da ansiedade cognitiva, mas está sim, ligado ao aumento da motivação.
2 – Pode, por medo, evitar o risco de mostrar sua eventual incompetência. A evitação do risco pode levar ao aumento da ansiedade cognitiva e diminuição da motivação e do rendimento.
3 – Pode, ainda, tentar dominar seu compromisso com a competição ou esporte através do domínio da disciplina e da técnica. O dominio da disciplina diminui a ansiedade cognitiva e aumenta a motivação.


Bibliografia
Auweele, Y.V., Cuyper,B., Mele,V. & Rzewnicki,.(1993) Elite Performance and Personality:From description and Prediction to Diagnosis and intervention.In Robert N.Singer, Milledge Murphey e L.Keith Tennant (Eds.), Handbook of Research Sport Psychology (pp257-289). New York: McMilln Publishing Company.
Cox, H.R., Qiu, Y. & Liu, Z. (1993). Overview of Sport Psychology In Robert Singer, Milledge Murphey e L.Keith Tennant (Eds.), Handbook of
Research on Sport Psychology, (pp.3-31). New York: MacMillan Publishing Company.
Gould, D., Horn, T., & Spreemann, J (1983) Perceived Anxiety of Elite Junior
Wrestlers Journal of Sport Psychology, 5, 58-71.Laurent (1999)
Martens, R. (1977) Sport Competition Anxiety Test. Champaign, Illinois: Human
Kinetics Publishers
Orlick, T. e Botteril, C. (1975). Every kid can win. Chicago: Nelson-Hall.
Veja ainda:

Personalidade do atleta vencedor

Por Eliane Jany Barbanti



Personalidade do atleta vencedor

8 de Dezembro de 2009, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Pode-se afirmar que existe uma relação entre a pessoalidade da pessoa e sua opção ou escolha para a prática deste ou daquele esporte. A grande divisão ou classificação poderia ser feita considerando aquelas pessoas voltada para os esportes competitivos e as outras, para os não-competitivos. Entre essas atividades esportivas teríamos ainda que classificar pessoas voltadas para esportes competitivos de esforço físico, de resistência, de estratégia, etc. Assim como, entre os não-competitivos, teríamos aqueles voltados ao condicionamento de resistência, de força, de habilidade, de persistência, etc. Enfim, como vemos, no esporte descortina-se todo um universo de atividades que atenderiam igual universo de vocações, inclinações e pessoalidades.
Apesar das dificuldades e da complexidade de pesquisas na relação entre o esporte e a pessoalidade, o que se pretende pesquisar são os traços da pessoalidade do esportista (e não sua patologia). Algumas pesquisas comparam a pessoalidade de atletas vitoriosos com atletas que fracassam.
Morgam (1987) diz que os atletas vitoriosos respondem, mais freqüentemente, ao perfil denominado iceberg profile.
Esta característica iceberg profile não se trataria de uma pessoalidade particularmente “fria”, mas de um modelo definido por Morgam e caracterizado por atitudes dirigidas para se conseguir evitar, com sucesso, momentos de neurose, depressão, fatiga, confusão e ira, e de se manter orientado por normas que dizem respeito ao vigor, ao sucesso, à vitória e à outros valores culturalmente preconizados (conduta espartana).
Fala-se em iceberg profile porque todos os traços negativos se encontram ocultos ou submersos, enquanto sobressai um único traço positivo (dirigidos à conduta vitoriosa e exemplar) visivelmente por cima. Os atletas que possuem este perfil costumam estar mais concentrados que os outros em suas metas, adaptam-se às circunstancias adversas com maior facilidade, mantêm excelente nível de autoconfiança, enfrentam eficazmente a tensão e elaboram planos detalhados para a conquista das metas.
Sobre isso, Ommundsem (1999) estudou 136 atletas jovens e constatou que a percepção da própria capacidade esportiva boa diminui a ansiedade durante a competição. Atletas mais autoconfiantes experimentaram menos ansiedade somática que aqueles que duvidavam de suas propias aptidões.
As eventuais conseqüências da pessoa iceberg profile seriam aquelas relacionadas à frustração diante de sua não-vitória, frustrações diante da não-vitória de seus alunos, filhos ou mesmo de seus ídolos. Seriam ainda as frustrações (evidentemente, seguidas de depressão) decorrentes do envelhecimento, já que ninguém consegue se manter indefinidamente com a mesma vitalidade.
Gould (1988) e Hardy (1996) consideram que os esportistas de alto nível (profissionais) têem muitos e complexos objetivos implicados na vitória estabelecidos pelo ego, e suas motivações podem se basear na realização de uma satisfação narcisista. Algumas vezes a busca desses objetivos pode ser considerada como uma estrategia adaptativa para combater uma situação de ansiedade determinada por um ego carente de autoafirmação.

Bibliografia
Gould D, Eclund RC, Jackson AS - 1988 US Olympic Westring excellence; I. Mental preparation, precompetitive cognition and affect. Sport Psychologist 1992; 358-362.
Hardy (1996) Hardy L, Jones G, Gould D – Undertanding psychological preparation for sport, Chichester; Willey, 1996
Laurent E, Cury F – Valeur predective d’um modèle tridimentionnel dês buts d’accomplissement sur la motivation intrinsèque et l’etat d’ansiété cognitive, symposium 7 Théories de la motivation agressivité et sport, Sci Motr no. 38-39: 1999; 107-108
Morgan, WP - Exercise and mental health. Washington DC, Emisphère,1987.
Ommundsem Y, Pedrsen BH The role of achievement goal orientations and perceived ability upon somatic and cognitive índices os sport competition trait anxiety. A study of youth athletes Scand J Méd Sports, 1999; 9: 333-343.
Por Eliane Jany Barbanti



Endorfina: aumenta o bem estar e diminui o stress

9 de Novembro de 2009, por Desconhecido - 22 comentários

 

Você já ouviu falar que exercício vicia? Algumas pessoas realmente são viciadas em atividade física. Esta dependência causada pelo exercício é atribuída às concentrações elevadas de endorfina produzidas por determinados exercícios.
Muitas pessoas se sentem irritadas, ansiosas, depressivas e com péssimo humor quando deixam de fazer exercícios físicos.

ENDORFINA é uma substância natural produzida pelo cérebro durante e depois de uma atividade física que regula a emoção e a percepção da dor, ajudando a relaxar e gerando bem estar e prazer.A endorfina é considerada um analgésico natural, reduzindo o estresse e a ansiedade, aliviando as tensões e sendo até recomendado no tratamento de depressão leves.
Há pessoas que não gostam tanto do exercício, mas da sensação de bem estar de tê-los feito. Assim sendo, a liberação de endorfina que gera a sensação de bem estar, provoca esse estado de plenitude que experimenta o praticante regular de atividade física. Mas esta liberação de endorfina depende das características da atividade física que estamos praticando. Entretanto, como se trata de um mecanismo provocado pela adaptação do corpo ao exercício, ela vai sendo liberada gradualmente desde o início da atividade.
“Algumas pesquisas afirmam que os efeitos da endorfina são sentidos até uma ou duas horas após a sua liberação”
Em determinado momento, porém, atinge um limiar de produção que a torna perceptível e surge a sensação de bem-estar que persiste mesmo depois de terminado o exercício.
Algumas pesquisas afirmam que os efeitos da endorfina são sentidos até uma ou duas horas após a sua liberação. Outros estudos observaram aumento das dosagens desse hormônio até 72 horas após o exercício.

A endorfina é produzida na hipófise e liberada para o sangue juntamente com outros hormônios como o GH (hormônio do crescimento) e o ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) que estimula a produção de adrenalina e cortisol. A intensidade e duração do exercício parecem ser responsáveis pela concentração de endorfina no sangue. Após exercícios de intensidade leve a moderada (menor que 60% do VO2max) não foi verificado aumento da taxa de endorfina no sangue. Um estudo comparativo entre um exercício aeróbio (com cargas crescentes de intensidade) e outro anaeróbio (com duração máxima de 1 minuto) encontrou concentrações plasmáticas aumentadas de endorfina de forma muito semelhante. No exercício aeróbio esse nível alto de endorfina foi encontrado após ter sido alcançado o limiar anaeróbio (cerca de 75% do VO2 máx). Observou-se também relação direta entre as concentrações de endorfina e outros hormônios relacionados à atividade física como o ACTH e adrenalina. Não existe um tempo de exercício pré-determinado a partir do qual a endorfina começa a ser liberada mais intensamente. Estudos, já citados acima, demonstraram que tanto exercícios aeróbios quanto anaeróbios podem provocar um aumento de sua concentração. Desta forma, se torna importante fazer uma avaliação física antes de iniciar os exercícios, para que você conheça o seu nível de condicionamento físico bem como limiares aeróbio e anaeróbio, e possa trabalhar de forma correta e segura. Insista nos exercícios aeróbios de 5x a 6x por semana, na musculação de 3x a 5x por semana e nos alongamentos.
Sinta este bem estar!
Matéria assinada por:Valéria Alvin Igayara de Souza
CREF 7075/ GSP – Especialista em treinamento Cyber dist.