A educação da sociedade imperial

Moral, religião e forma social na modernidade oitocentista

 

Felipe Ziotti Narita

 

Editora Appris / Prismas, 2017

1ª edição (2017)

ISBN 978-85-5507-701-2

Coleção Leituras de Brasil: história e historiografia

Diretoras: Marcia Naxara (Unesp) e Virginia Camilotti (Unesp)

Conselho editorial: Antonio Edmilson Rodrigues (PUC-RIO/UERJ), Claudia Poncioni (Universidade Paris 3 - França), Daniel Faria (UnB), Elías Palti (Universidade Nacional de Quilmes - Argentina), Elizabeth Cancelli (USP), Fernando Catroga (Universidade de Coimbra - Portugal), Izabel Marson (Unicamp), Jacy Seixas (UFU), Luiz Francisco A. de Miranda (UFSJ), Maria Saenz Leme (Unesp), Vânia Chaves (Universidade de Lisboa - Portugal), Maria Stella Bresciani (Unicamp), Noé Freire Sandes (UFG) e Maria de Fátima Costa (UFMT)

 

 

 

            

 

"Felipe Ziotti Narita assina um estudo de envergadura que marcará data - e por muitas razões. Em primeiro lugar, sua análise é estruturada em torno de teses fortes e particularmente bem argumentadas. A mais importante - que percorre toda a obra - analisa o entrecruzamento entre moral escolar e religião na educação do aluno-cidadão, que deveria assumir seu exato lugar de obediência na sociedade imprial dos anos 1850-1880 [...] Felipe Ziotti Narita enfatiza, com grande discernimento, que a dualidade fundamental dos processos educativos, partilhada entre a formação do humano e a formação do cidadão, não pode ser analisada através de processos estáticos, como anteriormente faziam os historiadores nacionais. Os trabalhos recentes derivados da história transnacional, global ou conectada mostraram todos os benefícios da descompartimentalização dos espaços geográficos, políticos, religiosos e pedagógicos a fim de reconectá-los com o mundo e considerá-los à luz dos processos de circulação, de aculturação e de ressemantização. A esse respeito, Serge Gruzinski propõe, em L’Histoire pour quoi faire?, um horizonte metodológico baseado em três gestos epistemológicos fortes: descompartimentalizar – reencaixar – reconectar"

Alexandre Fontaine
Universidade de Lausanne (Suíça)
ENS-Ulm (França)

 

"O livro de Felipe Ziotti Narita oferece ao leitor uma rica e exaustiva análise das relações entre educação, moral e religião no Brasil do Segundo reinado, ao passo que lança luz sobre questões e conceitos cruciais para a compreensão da história brasileira e latino-americana no século XIX: modernidade, secularização, construção do Estado e civilização"

Roberto Di Stefano
Universidade de Buenos Aires (Argentina)
Universidade Nacional de La Pampa (Argentina)
CONICET

 

"Investigando não a historiografia, mas o pensamento político do período, o autor dedicou-se a identificar o lugar da infância na construção da ordem moral durante o Império. Sob a variedade de fontes e apesar das mudanças de um período a outro da política no Império, o foco na ideia de civilização da infância e na produção acerca dela permitirá ao leitor atentar para uma lenta e gradual composição do que o autor chama aqui de gramática moral do Império, resultado do trabalho de algumas gerações de políticos, professores e intelectuais. Nesse sentido, a percepção da ligação entre religião e moralidade na abordagem das estratégias de construção de um quadro valorativo para a educação talvez seja o elemento de diferença que melhor testemunhe a originalidade das análises arriscadas aqui"

André Luiz Paulilo
Unicamp

 

"O século XIX imperial foi objeto de numerosa produção historiográfica elaborada por diferentes escolas ou, no limite, fruto de abordagens historiográficas variadas, uma vez que esse é o tempo de fundação do país enquanto nação e sociedade politicamente autônoma. Por isso, o eixo de análise proposto por Felipe Ziotti Narita apresenta uma novidade: a infância, sua moralidade e sua educação como temas pungentes de debates intelectuais e de propostas para a formação da sociedade brasileira"

Sérgio César da Fonseca
USP