Aprendi badminton! E vivam os vietnamitas!

1 de Agosto de 2008, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Oie, rapidas (e sem acento neste windows): fiquei feliz da vida de aprender a jogar badminton, uma mistura de tenis (ou ping pong gigante, com quadra de volei) com peteca (ou mini-peteca)... Putz, isso eh mto popular por aqui. Parece que no Sudeste Asiatico, como Tailandia, Bangladesh, Vietna, as pessoas jogam muito! E no Brasil, eu nunca tinha ouvido falar!

Pois bem, depois de um vergonhoso inicio sequer conseguindo acertar a "bola" (ou quase isso), treinando sozinho uns dois dias tambem, uhu! Ontem um bangladeshiano me deu mais umas dicas e fiquei maravilhado ao ver que eu conseguia tacar a bola pra la e rebater depois! Agora dah pra me sentir mais enturmado...

E por falar em me sentir enturmado, putz, fiquei mto feliz quando hoje, depois de chegar cansado e tarde em casa e perder a hora do jantar aqui no predio da JICA [(Agencia de Cooperacao Internacional do Japao), Tsukuba, Ibaraki, Japao, etc.], ao chegar na cozinha comunitaria pronto pra aprontar alguma coisinha pra mim, uma turma de uns 6 ou 7 vietnamitas, com quem tenho falado por ai ora com um ou com outro (a dois deles especialmente devo muito, por se dedicarem tanto a resolver uns paus no meu computador), me chamam para jantar com eles, comida tipica vietnamita, preparada por eles!

E o melhor: vegana, macarrao, ceboloes, cenouras, e outros legumes... Esses caras estao me deixando com a melhor impressao desse pais que bateu os EUA nos anos 1960...

[fotos, depois, se eu conseguir tirar o atraso do estudo aqui no fim de semana... etc.]

[escrevi este texto ontem, e publiquei no Blogger, mas parece que ontem o servidor do Stoa esteve com problemas, por isso so publico hoje aqui...]



Um mundo em um prédio

29 de Julho de 2008, por Desconhecido - 55 comentários

Oi, faz tempo que não blogo, né? Também, tem muito o que aproveitar por aqui... E ter dor de cabeça também. Estou numa sala com umas 12 pessoas, o lobby do prédio da JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão) em Tsukuba, Ibaraki-ken, Japão.

Tem um monte de latinos (hondurenhos, nicaraguenses, colombianos, etc.) numa mesa do lado, ouvindo músicas latinas... Dançaram merengue... Inclusive tá tocando uma brasileira agora! Putz, agora colocaram até a música do parapapapapa... Tropa de Elite no Japão! Caramba, até aqui! Tocada por hispano hablantes!! aff

Não posso deixar de fazer menção aqui aos dois vietnamitas que me ajudaram muito com os paus que enfrentei no computador: Hien e Nguyen, do ministério da Agricultura do país deles.

Amanhã devo passar a pedalar até a Universidade Tsukuba, com dois amigos com quem costumo pegar ônibus da JICA até lá: Sefanaru, das ilhas Fiji; e Mondeau, da Tunísia. Vamos ver se convenço o moçambicano Paulino a ir conosco também...



Vídeos do trajeto de uma viagem para o outro lado do mundo

14 de Julho de 2008, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Lá vai meu diário de bordo audiovisual com cenas e narrações de minha trajetória partindo de São Paulo, passando por Santiago de Chile, Auckland na Nova Zelândia, até chegar ao Aeroporto de Narita, no Japão! [Esta viagem é patrocinada pela JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão, que me enviou ao Japão como bolsista!]

{{video:http://youtube.com/watch?v=U8GzkD2t1Rw&feature=user}}

0 - (57s) Partida ao Japão (ainda no Brasil), eu dando tchau pra família.

=====

{{video:http://youtube.com/watch?v=KXK2JDG_gJQ&feature=user}}

1 - (3min15) Aeroporto de Guarulhos em SP, rumo a Santiago (primeira escala).

=====

{{video:http://youtube.com/watch?v=_vqN93fBilk&feature=user}}

2 - (5min44) No Aeroporto de Santiago, Chile, a conocer um montón de jovens chilenos católicos!

=====

{{video:http://youtube.com/watch?v=kdnKQ8alJVo&feature=user}}

3 - (5min56) Partindo a Nueva Zelanda con um montón de chilenos en el avión!

=====

{{video:http://youtube.com/watch?v=gw4_h9ZeIHc&feature=user}}

4 - (6min03) O que fazer enquanto se espera um vôo num aeroporto da Nova Zelândia? Um vídeo bobo com minha narração, é claro! Além de fantásticas cenas com jovens australianas, uma família indiana e uma senhora faxineira de Samoa... Não perca!

=====

{{video:http://youtube.com/watch?v=Yvvo5zDVVHA}}

5 - (7min47) Enfim, parto da Nova Zelândia, rumo ao Japão... Confira "interessantíssimas" cenas do aeroporto deste país da Oceania até o Aeroporto de Narita, em Tóquio... a aventura com minhas malas e enfim minha libertação dos aeroportos no Japão!

=====

Em breve, os próximos capítulos deste diário de bordo multimídia!



Fotos da viagem como bolsista a Yokohama, Japão

8 de Julho de 2008, por Desconhecido - 1Um comentário

Graças à JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão), cheguei neste domingo à noite (6 de julho de 2008) aqui em Yokohama, província de Kanagawa, Japão, para onde já estou partindo para outra cidade, Tsukubaa, província de Ibaraki, amanhã cedo. Seguem algumas daqui de Yokohama:



(Prédio da JICA!)

(Minha turma desta semana para as palestras de apresentação da JICA e do Japão!)

===========

Produzi várias fotos e vídeos, sem grandes pretensões a não ser mostrar o que tá rolando, ok? Em algumas pode até rolar algo de qualidade artística melhor, vá... De todo modo, por enquanto lá vão então os links dos álbuns de fotos:

Durante os vôos e aeroportos: http://picasaweb.google.com/mpkjor/MaratonaDeAeroportoBRJP

===> E o que interessa mesmo: no japão de fato, em Yokohama: http://picasaweb.google.com/mpkjor/YokohamaJICA

(Ah, também tem eu em casa antes de ir: http://picasaweb.google.com/mpkjor/PartindoAoNihon2008)

Coloque no modo "apresentação de slides" (botão em cima, setinha verde), que vai mais fácil a visualização!

Grande abraço!

Maurício



Casal luta na Justiça para que os filhos só estudem em casa

29 de Junho de 2008, por Desconhecido - 55 comentários

q tal esta discussão sobre obrigação de educação na escola? rs, achei bem interessante e delicada...  grifei os trechos que me pareceram mais interessantes.

==============

"CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo

Um casal de Timóteo (216 km de Belo Horizonte) luta na Justiça pelo direito de ensinar seus filhos em casa. Adeptos do "homeschooling" (ensino domiciliar), movimento que reúne 1 milhão de adeptos só nos EUA, eles tiraram os filhos da escola há dois anos, o que é proibido pela legislação brasileira. Eles atribuem a decisão à má qualidade do ensino do país.

Cléber e Bernadeth Nunes respondem a processos nas áreas cível e criminal -se condenados, podem perder a guarda dos filhos. Ontem, na audiência do processo criminal movido contra eles, por abandono intelectual, o juiz Ronaldo Batista ouviu Davi, 15, e Jônatas, 14, que garantiram não terem sido obrigados pelos pais a deixarem a escola.

O próximo passo determinado pelo juiz será uma avaliação socioeducacional dos meninos feita por peritos. Também foram arroladas duas testemunhas de defesa do casal. Ainda não há uma data prevista para a próxima audiência.

Cléber e Bernadeth respondem também a uma ação cível por infringir o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que já resultou em uma condenação: pagamento de multa de 12 salários mínimos e obrigação de rematricular os filhos. O casal recorreu da decisão.

"É um absurdo. Estão tratando a gente da mesma forma que tratam os pais que negligenciam a educação dos filhos, que os retiram da escola para pedir esmola nos sinais", diz Nunes, 44, designer gráfico autodidata, que abandonou os estudos formais no primeiro ano do ensino médio. A mulher é decoradora e cursou até o segundo ano da faculdade de arquitetura.

Para demostrar que o ensino em casa é eficiente, Cléber Nunes diz ter incentivado os filhos a prestar o vestibular na Fadipa (Faculdade de Direito de Ipatinga), escola particular da região, no início do ano. Eles foram aprovados em 7º e 13º lugar. O resultado virou peça de defesa no processo.

"Meus filhos estão muito mais adiantados nos estudos do que se estivessem na escola", garante o pai. Segundo ele, a rotina escolar doméstica começa às 7h com a leitura da bíblia. "Não temos uma religião definida. Não somos nem católicos, nem evangélicos." Nos EUA, o "homeschooling" é praticado por grupos religiosos.

Os meninos aprendem retórica, dialética e gramática, aritmética, geometria, astronomia, música e duas línguas estrangeiras -inglês e hebraico. Ao todo, estudam em média seis horas por dia.

"Podemos fazer muito mais por eles do que o ensino que estavam recebendo na escola pública. Todo mundo sabe que a escola brasileira vive uma deficiência crônica", afirma Nunes.
O Ministério Público diz que o casal violou princípios constitucionais e contrariou o Código Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que exigem matrícula no ensino formal.

Os Nunes foram denunciados ao Conselho Tutelar em 2007 por um morador da cidade. "Vamos lutar até as últimas conseqüências pelo direito de educar nossos filhos", diz Nunes, que tem uma filha de 1 ano.

O "homeschooling" é regulamentado em países como Canadá, Inglaterra, México e alguns Estados dos EUA. Ao todo, 2 milhões de crianças seguem esse sistema de ensino, segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

Convívio escolar

Educadores afirmam que a função da escola vai muito além do ensino e que o convívio escolar tem um papel importantíssimo na vida da criança e do adolescente. Por outro lado, reconhecem que a reivindicação do casal Nunes, no âmbito individual, faz algum sentido.

Para a educadora Guiomar Namo de Mello, que já foi secretária municipal de Educação em São Paulo e membro do Conselho Nacional de Educação, a escola não é necessária apenas pelo conhecimento que transmite, mas pelo contexto no qual ele é transmitido.

"É fundamental que a criança constitua conhecimentos, que ela aprenda a negociá-los, a compartilhá-los. A família pode fornecer condições de socialização de outras formas, mas o difícil é ter esse contexto de sala de aula, de coletivo."

Por outro lado, Mello diz entender a posição dos pais que reivindicam o direito de ensinar os filhos em casa porque a escola pública hoje dificilmente oferece essas condições. "Do ponto de vista estritamente individual dá para compreender a atitude dos pais. Mas tem o ponto de vista maior, que é preservar uma política pública. Não dá para deixar que cada um resolva a escolaridade do seu filho à sua maneira."

Professor titular da Faculdade de Educação da USP, Nelio Bizzo argumenta que os pais não têm apenas o direito de ter escola para os filhos, mas os seus filhos têm, igualmente, o direito à escola. "O ordenamento jurídico não faculta a matrícula na faixa etária do ensino fundamental, mas a obriga."

Para ele, o "homeschooling" tem fundamento teórico para pessoas com orientação religiosa muito específica (como os quackers), mas não para as demais. "Privar a criança do convívio social, com crianças de sua idade, está mais do que provado, não contribui para seu desenvolvimento pleno."

Na avaliação de Carlos Roberto Jamil Cury, professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, a escola é também uma forma de socialização institucional voltada para a superação do egocentrismo. "O amadurecimento da cidadania só se dá quando a pessoa se vê confrontada por situações onde o respeito de seus direitos se põe perante o respeito pelo direito dos outros."

Segundo ele, o processo de educação escolar limitado ao âmbito familiar corre o risco de "reduzir o campo de um pertencimento social mais amplo". Ele diz, porém, ser compreensível o pleito dos pais porque a educação escolar doméstica era aceita antes da Constituição de 1988 e também por haver um caráter genérico em determinadas declarações internacionais, das quais o Brasil é signatário. "Por isso é preciso explicitar as razões da obrigatoriedade e insistir na importância do ensino com a presença dos alunos em instituições.""

Link original: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u416702.shtml