Reativada Comissão de Estudos que trata de elaboração de normas para a cadeia reversa de resíduos eletroeletrônicos

20 de Outubro de 2016, por Neuci Bicov-Frade

Reativada Comissão de Estudos que trata de elaboração de normas

para a cadeia reversa de resíduos eletroeletrônicos

 

Com a participação de 30 profissionais de entidades representando fabricantes de eletroeletrônicos, recicladores, cooperativas de reciclagem e universidades, aconteceu no dia 17 de outubro de 2016,simultaneamente em São Paulo e Recife,a reunião de reativação da Comissão de Estudos ABNT que tem como um dos objetivos criar documentos normativos específicos para cadeia reversa de resíduos eletroeletrônicos e para controle de substâncias perigosas em produtos eletroeletrônicos. 

Os primeiros trabalhos tratarão da criação de um Guia para implementação da ABNT NBR 16156:2013, que define requisitos para a atividade de manufatura reversa de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos e normas de análise químicas para determinação de presença das substâncias restritas pela Diretiva EuropeiaRoHS (Restrição de Certas Substâncias Perigosas).

Maiores informações podem ser obtidas através da coordenação da Comissão de Estudos pelo e-mail marciaewald@ige.unicamp.br

 

Informações prestadas pela Coordenação da Comissão de Estudos ABNT/CB003/CE003.111.001



A reciclagem como solução para economia

17 de Março de 2016, por Neuci Bicov-Frade

A Lei 12.305 de 2010, regulamentada e aprovada, contando também com um acordo setorial assinado por fabricantes, comerciantes e importadores de equipamentos eletroeletrônicos , que foi apresentado este ano, em 2016 não foram suficientes ainda para mudar o quadro dos resíduos eletroeletrônicos, e as consequencias que o descarte irregular causa ao meio ambiente.

Vemos ainda grandes quantidades de equipamentos descartados irresponsavelmente apesar do grande potencial de reciclagem, sendo disposto em aterros e ainda pior, em lixões, causando sérios problemas de saúde e desperdício de matéria prima.

A industria do futuro será certamente baseado no reaproveitamento de materiais, mesmo porque toda matéria prima é finita, e o consumo crescente.Não nos imaginamos mais sem os equipamentos que hoje facilitam nossa vida, e precisamos assim  cada vez mais matéria prima, cada vez mais cara e de dificil extração.

Investir hoje, portanto, em métodos cada vez mais eficientes e com custos menores de reciclagem trata-se do melhor caminho para retomada do cresciemnto econômico ecologicamente correto.

As formas de trazer essa importância para a população, e a facilitação da devolução dos materiais pós uso é um grande desafio a ser vencido.

Mensurar o impacto ambiental da destinação irregular é uma das etapas mais difíceis e significativas do estudo dos resíduos eletreletrônicos, pois o controle sobre produção e importação nem sempre passa por meios legais.

Já descrevi aqui, em outras postagens os perigos na destinação irregular dos equipamentos , mas é sempre importante salientar que vivemos hoje com inúmeras doenças de causas nem sempre conhecidas, que podem ter origem em metais pesados, produtos químicos, contaminação dos alimentos e da água que poderiam ser evitadas e diminuidas com gestos simples em nosso dia a dia, como na destinação correta de materiais recicláveis, por exemplo.

Anexo video de propriedade da Rede Globo de Televisão, sobre a destinação do que popularmente chamamos lixo eletrônico para ilustrar essa discussão.

http://globoplay.globo.com/v/4867275/

 



Reciclagem de Isopor - Soluções importantes para o meio ambiente

29 de Junho de 2015, por Neuci Bicov-Frade - 0sem comentários ainda

Muito tem sido feito no setor de reciclagem de latas de alumínio e até mesmo de garrafas PET, isso porque existem formas alternativas de tratamento de material e a indústria tem interesse na reciclagem.

O Isopor porém, encontra resistência tanto por parte da indústria, quanto por parte dos catadores, por ser um material leve, volumoso e de preço muito baixo.

Montanhas de isopor vão para descarte em aterros e lixões , entopem bueiros, flutuam nos rios e mares, sujam as ruas e ninguem parece preocupado em restringir ou diminuir o uso desse material, muito menos coleta-lo para reciclagem.

O investimento no setor na reciclagem desse material tem que ser prioridade,ou então ele deve ser proibido para comercialização.

Algumas pequenas iniciativas existem, mas ainda são difíceis e pontuais.

As máquinas para essa reciclagem deveriam entrar nop plano de Governo dos municípios para fornecimento as Cooperativas , aumentando assim o ganho das famílias, e o ganho ambiental das cidades.

http://www.setorreciclagem.com.br/reciclagem-de-isopor/isopor-e-possivel-reciclar/

 



Guia do Pnuma de Produção e Consumo sustentáveis

17 de Junho de 2015, por Neuci Bicov-Frade

Esta disponível o novo guia.Quem se interessar pode baixar aqui , ou no site das Nações Unidas.

Sempre o foco em menos resíduos e mais produção, porem mais que isso,precisamos rever nosso conceito de consumo urgente.

Talvez tenha chegado a hora de tomar atitudes extremas, como por exemplo, banir certas embalagens do mercado.

Começando pelas garrafas PET, pelas embalagens de salgadinhos, pelos copos descartáveis.

Não adianta existirem programas de reciclagem, se a população não tem o hábito de descartar corretamente, e dificilmente irá adquiri-lo facilmente, são necessários muitos anos de educação ambiental, somados a interesses públicos e privados.

Muitas vezes só percebemos os problemas causados por determinados vícios ou hábitos, quando somos privados deles.

Creio que muitas novas atitudes e ideias surgiriam se as atuais forem eliminadas, porém o caminho mais fácil é manter como está, e os resultados são visíveis a todos.

Os brasileiros jogam fora 76 milhões de toneladas de lixo – 30% poderiam ser reaproveitados, mas só 3% vão para a reciclagem.E em sua maioria , são embalagens.

Com um índice de reciclagem tão baixo, nâo podemos continuar a produzir como estamos fazendo.

 

Mais detalhes em:

http://www.institutoecofaxina.org.br/

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/04/apenas-3-de-todo-o-lixo-produzido-no-brasil-e-reciclado.html

http://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2015/06/PNUMA_Guia-de-Produ%C3%A7%C3%A3o-e-Consumo-Sustent%C3%A1veis.pdf



O acordo do setor de embalagens avança para uma solução

1 de Junho de 2015, por Neuci Bicov-Frade

Apesar da Lei12305/10 já ter estabelecido o setor de embalagens como uma de suas preocupações maiores, chegamos a 2015 sem nenhuma solução definitiva sobre o assunto.

Alguns setores resolveram dar sua própria solução e criaram mecanismos de recolhimento e destinação de suas embalagens, sem esperar pelo acordo coletivo.

Temos o caso da Johnson&Johnson , que já faz com as Cooperativas de São Paulo o recolhimento e destinação de embalagens aerosóis ( http://www.institutogea.org.br/projetos/logistica-reversa-para-aerossois/), a Scott brite com a s esponjas usadas ( http://www.scotch-brite.com.br/wps/portal/3M/pt_BR/GlobalScotch-BriteBrand/Scotch-Brite/Sustentabilidade/Brigada+de+esponjas+Scotch-Brite/).

 

 

Agora existe uma mudança nesse cenário.De acordo com artigo piublicado, pelo UOL o acordo setorial para o segmento de embalagens em geral, que instituirá os procedimentos de logística reversa, quando ocorre a coleta e a destinação adequada dos resíduos, deve ser assinado em julho. A informação é da coordenadora do Ministério do Meio Ambiente, responsável pelos acordos setoriais, Zilda Velloso.

 
A dirigente detalha que a questão engloba embalagens como a de alimentos, bebidas e pequenos bens de consumo feitas a partir de plástico, papelão, alumínio etc. Zilda considera o acordo setorial para essa categoria como o mais complexo de todos. Isso porque envolve muitos agentes: somente em associações industriais são 21.
 
A coordenadora do Ministério do Meio Ambiente calcula que cerca da metade do PIB brasileiro é abrangido pelo setor. A dirigente acrescenta que para a iniciativa ser bem-sucedida será fundamental a participação dos catadores. O grande desafio, segundo ela, será dividir com os municípios a tarefa da coleta seletiva.
 
Após o segmento de embalagens, o próximo a ter um acordo firmado deverá ser o de eletroeletrônicos. Por último, será preciso tratar com a cadeia de remédios. No entanto, sobre essa área, Zilda considera que está ocorrendo um retrocesso. "O setor não está querendo recolher todos os medicamentos ou atender às metas que fazem parte do edital", frisa. Zilda lembra que, no total, foram cinco acordos setoriais propostos, ao final de 2010, quando o decreto que regulamenta a política de resíduos sólidos foi publicado.
 
O primeiro cumprido foi o de embalagens plásticas de óleos lubrificantes (dezembro de 2012) e, em novembro do ano passado, houve a assinatura do acordo setorial de lâmpadas. "As pessoas sempre imaginam que, com o acordo setorial assinado, amanhã terá um ponto de coleta na esquina, onde será possível entregar as lâmpadas, e não é bem assim", admite Zilda.
 
A dirigente ressalta que a área precisa estruturar-se, ter unidades para operar essa logística reversa, pois cada fabricante não teria condições de colocar individualmente um ponto coletor. A ideia é contar com a parceria do segmento comercial para a ação dar certo. No caso das lâmpadas, mais de 90% dos produtos objetos do acerto são de fora do País, sendo preciso fazer o controle dessas importações.
 
O presidente da Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi), Georges Blum, esclarece que o acordo setorial abrange as lâmpadas que contêm mercúrio. Ele ressalta que a logística reversa para esses itens terá um custo. A estimativa da entidade é que será de cerca de R$ 0,40 por lâmpada. O dirigente adianta que deverá haver algum repasse ao consumidor final, embora o setor esteja solicitando desoneração fiscal na atividade de transporte e reciclagem do produto. Blum afirma que, teoricamente, os pontos de coletas deverão ser concentrados em grandes lojas de materiais de construção.
 
Zilda e o presidente da Abilumi participaram ontem da 4ª edição do Seminário de Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos: Cidade Bem Tratada, uma iniciativa da equipe Cidade Bem Tratada, da Câmara Municipal de Porto Alegre e da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Porto Alegre. O evento foi realizado no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre.
 
CRVR investirá em recicladora em Minas do Leão
 
A Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR), empresa do Grupo Solví, que opera, entre outras unidades, uma central de resíduos em Minas do Leão, pretende instalar uma recicladora nesse município. O coordenador comercial da empresa, Leomyr de Castro Girondi, sustenta que é preciso mecanizar a prática da reciclagem, como aconteceu com a indústria automobilística. Dessa forma, serão aproveitadas ferramentas como leitores e separadores óticos, equipamentos magnéticos, entre outros, que dão velocidade ao processo.
 
O objetivo é alcançar uma separação de até 1,5 mil toneladas ao dia de resíduos e, para isso, a planta precisa ser automatizada. No entanto, Girondi enfatiza que a máquina não dispensará o uso de mão de obra e deverá propiciar em torno de 300 empregos diretos. O projeto tenta recuperar parte dos resíduos para serem novamente aproveitados e o que não for possível seguirá para o aterro sanitário também localizado no município. O investimento na recicladora é estimado em R$ 90 milhões. A expectativa é iniciar as obras em 2016 e concluir o empreendimento em menos de cinco anos.
 
Antes da recicladora começar as atividades, será inaugurada, no próximo dia 2 de junho, a termelétrica do Grupo Solví, que aproveitará o gás gerado no aterro sanitário de Minas de Leão. A usina terá capacidade instalada de 8,5 MW (cerca de 0,2% da demanda média do Rio Grande do Sul) e há planos para expandi-la para 15 MW. Outras duas térmicas que aproveitarão o mesmo tipo de combustível deverão ser construídas em São Leopoldo e Santa Maria, cada uma com capacidade para 1,5 MW.
 
De acordo com o diretor-presidente da CRVR, Mauro Renan Pereira Costa, o aporte para viabilizar a térmica em Minas do Leão foi de aproximadamente R$ 40 milhões, na sua fase inicial. Para a ampliação do projeto, deverão ser acrescidos entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões.
 
Girondi diz que a intenção é levar a experiência de geração térmica para todos os aterros do grupo. A produção de energia e a reciclagem não são os únicos investimentos que o Grupo Solví planeja no Estado. Atualmente, a CRVR conta com quatro aterros sanitários no Rio Grande do Sul (em Giruá, Santa Maria, Minas do Leão e São Leopoldo) que podem captar cerca de 5,3 mil toneladas ao ano de resíduos urbanos (domiciliares). A empresa pretende abrir três novos complexos, localizados nas cidades de Pelotas (500 toneladas diárias de capacidade), Victor Graeff (500 toneladas diárias de capacidade) e Viamão (1 mil toneladas diárias de capacidade). Girondi informa que cada um desses novos aterros sanitários deve absorver, na etapa inicial, em torno de R$ 30 milhões, e a meta é que a operação comece até o final de 2016.
Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=197133