Este blog tem por objetivo apresentar opiniões, reflexões e interpretações acerca de alguns textos. Além disso, escrevo aqui, pois é quase impossível escrever em plataformas maiores. Portanto, o blog é também uma espécie de armazenamento dos meus textos para o futuro (se houver um).

Frankenstein: um monstro como nós

2 de Junho de 2020, por Paulo Ricardo da Silva Borges Batista

O clássico livro Frankenstein foi composto em um inverno nos Alpes Suíços, a autora, Mary Shelley, tinha sido desafiada a ciar uma história de terror pelo amigo do seu marido, o poeta Lord Byron, a jovem, que tinha somente 19 anos à época, escreveu então, a história que iria revolucionar não só a literatura de horror, mas preencher o vazio das telonas que careciam de um monstro.

O imaginário popular sugere que a criatura, ou monstro teria o nome de Frankenstein, mas esta ideia é equivocada. A criatura não tem nome. Victor Frankenstein, era - na realidade - estudante de química, biologia, anatomia e filosofia natural. O jovem se sentia predestinado a revolucionar o modo de pensar de ciência e precocemente foi matriculado em uma faculdade na Alemanha, a Universidade de Ingolstadt. O jovem era fascinado pela vida e queria entender como ela acontecia:

 

“Concluí que, para descobrir as causas da vida, temos de recorrer à morte. Eu precisaria entender por que o corpo humano envelhece, decai e finalmente se degrada com a morte.”

(FRANKESTEIN, p. 14)

 

Desatinado em seu desejo de encontra a forma de fazer vida, o cientista não descansa e avança dias e noites no necrotério da própria faculdade estudando a estrutura dos corpos. Nos processos de autópsia, Victor observava os mínimos detalhes, entre eles: articulações, músculos, peles e o processo de decomposição dos cadáveres. Até que o jovem descobre como gerar a vida.

 

“Quando me dei conta do terrível segredo que tinha em mãos, hesitei longamente sobre como deveria empregá-lo, e decidi-me pela criação de um homem - a repetição de uma façanha só desempenhada pela aurora da Criação.”

(FRANKESTEIN, p. 16)

 

Acreditando que sua jornada seria árdua, ele se preparava para inúmeras derrotas e demasiados testes cirúrgicos, que se não o levassem ao sucesso, prepararia, pelo menos, terreno para outros cientistas que viriam. A criação do estudante era ousada, não queria ele fazer um homem comum ou mesmo projetar um animal, mas criar algo com a estatura gigante - cerca de dois metros e meio de altura e órgãos proporcionalmente grandes. Transformando um quarto de sua casa em laboratório, ele passara os próximos dois anos no processo de feitoria. Os pensamentos dele eram justamente de que as criaturas - caso houvesse outras - seriam benevolentes a ele por finalmente terem o sopro de vida sobre si, e os mortos, os quais ele tentaria ressuscitar, seriam eternamente gratos pelo prolongamento de seus dias na terra através da ousadia sobrenatural de criador que ele detinha.

 

“Seres felizes e benevolentes deveriam sua existência a mim. Nenhum pai exigiria tanta gratidão de um filho quanto eu merecia deles. E, não apenas isso, ei também devolveria a vida aos mortos queridos, que se tivessem ido cedo demais. Eu. Victor Frankenstein, seria o anjo da ressureição”

(FRANKENSTEIN, p. 18)

 

Durante seu processo de parir um ser pelas próprias mãos e à luz da ciência, o estudante perdera a noção de alguns princípios e cometera saques a corpos em laboratórios de sua faculdade, e até mesmo saqueava túmulos na esperança de encontrar “peças”, que lhe seriam fundamentais. Ossos e vísceras, eram suas principais escolhas. Em momento algum ele imaginara que cometera crimes, aliás, a grandeza da obra parecia deixar-lhe cego, hipnotizado. Tudo parecia se justificar em nome da ciência.  Com o passar do tempo, o criador perdia aos poucos sua humanidade, sua própria natureza e as pessoas que lhe cercavam iam embora. As estações passavam, e em uma manhã de chuva e raios, Victor dava vida a sua criatura:

 

“Era uma manhã, a chuva castigava as navalhas das venezianas e minha vela estava quase se apagando.

 

Foi quando vi pela luz da chama a ponto de extinguir-se, o olho mortiço e amarelo da criatura se abrir. Em seguida, respirou forte e seus membros sacudiram-se como numa convulsão.

 

            "Estava viva!”

(FRANKENSTEIN, p. 24)

 

Victor, no entanto, não tinha se atentado ao que seria aquele ser em vida. Tinha escolhido para a criatura, os melhores fios de cabelos, os melhores dentes, e tudo aquilo se contratava com a pele amarelada e descosturada da sua criação. Tão estranho e tão anormal, que o próprio cientista se dava conta, que nenhum humano acharia aquilo belo e nem mesmo suportável de olhar.

           

“Ele se tornou algo que nem o demônio poderia ter concebido”

(FRANKENSTEIN, p. 25)

 

Após a criação, Victor estava pronto para seguir sua vida, reescrever cartas à sua esposa, revisitar seus parentes e retornar a vida acadêmica. O monstro lhe punha medo, e até nos momentos mais felizes, ele era assombrado por sua própria criação. O jovem era assombrado por sua criação, e se vê obrigado a voltar a sua cidade natal devido uma tragédia familiar. Ao chegar em Genebra, ele decide visitar o local do assassinato de seu irmão e lá se depara com uma figura assustadora, que escalava rapidamente os alpes e tinha uma estatura descomunal a uma pessoa comum. Reverberava em sua mente, que aquele assassino seria sua criação, e depois de matar o seu irmão, mataria ele - o criador.

A história mais do que fascinante é aterrorizantemente triste, pois com o passar dos  capítulos , podemos notar que a criatura não é tão mal ou tão destruidora quanto pensamos, aliás, ela se preocupa em constituir uma família, e ter alguém consigo que lhe pudesse suportar e conviver com sua imagem assustadora, uma outra criatura com quem ele pudesse viver sua vida de uma forma comum. Essa sensação de solidão e de querer ter alguém, advém justamente quando o monstro vê a família de Victor e como as pessoas que tem uma família são felizes e realizadas. Ele, porém, tem de se esconder na floresta e aguentar sozinho o desprezo de todos aqueles que tem uma família, um rosto que pode ser observado sem repulsa e alguém para amar.

 

“Gostaria de argumentar friamente, mas você não se dá conta de que é a causa de minha revolta. Se alguém mostrasse benevolência por mim, eu a retribuiria multiplicada por cem. Mas sei que é impossível. Então, o que lhe peço é razoável: contrua para mim uma criatura de outro sexo, tão odiosa quanto eu. Seremos dois monstros, isolados no mundo, mas unidos e inofensivos, livres da angústia que me persegue. Oh, meu criador, faça-me feliz! Deixe-me ser grato por esse benefício! Deixe-me sentir que despertei a simpatia de um único ser humano! Não me negue esse pedido!”

           

 

Alterar

 

*Mudar os hifens para travessão. Infelizmente meu pacote office está expirado, e eu não consigo mais fazer certas alterações.

 

*Gostaria de saber também se tem algum problema usar as citações que estou usando e se elas podem ficar no documento. Ademais, a citação de referência será feita, pois acho pertinente, caso se mantenha as citações no decorrer do texto.

 

*Você acha que as citações entre parênteses são realmente necessárias? Geralmente eu faço assim para identificar a página, mas imagino que não seja necessário e elas só servem para complementar minha própria narração.

 

Referência Bibliográfica

 

CASTRO, R. Frankenstein: Uma história de Mary Shelley contada por Ruy Castro. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.



Comentários de Artigos

2 de Junho de 2020, por Paulo Ricardo da Silva Borges Batista

POÉTICA FEMINISTA E VIOLÊNCIA: UMA LEITURA DO CONTO “ÁGUA”, DE ANA PAULA PACHECO[1]

As autoras buscam teorizar rapidamente acerca da história da literatura, incluso a europeia e traçar uma linha em que a categorize como objeto de produção majoritariamente masculino, reforçando o patriarcado presente. Em seguida, ambas apresentam o conceito de gênero feminino, e reforçam que talvez esta categoria, a categoria mulher não dê conta de todos os sujeitos do gênero feminino, incluso àqueles que estão fora de alguns padrões do grupo. Elas também apontam, através de uma bibliografia extensa, que a poética feminina estaria ligada a memória da mulher.

 

“Por meio da linguagem literária, a mulher fala sobre si mesma e constrói sua subjetividade, questiona as relações sociais, reivindica participação ativa em todos os âmbitos, denuncia opressão e violência, além de dizer seus anseios e desejos. Para tanto, lança mão das memórias, sem deixar de absorvê-las, filtrá-las, transformá-las em ficção.”

 

“Para Vianna, poética feminista seria todo discurso produzido pelo sujeito feminino que, assumidamente, ou não, contribua para o desenvolvimento da consciência feminista dando destaque ao papel afirmativo do feminino no mundo público, alterando a ordem vigente estabelecida.”[2]

 

A memória evocada dentro deste tipo de poética acaba por transformar-se em objeto de emancipação e espaço de criação da própria escritora, a fim de defender-se, lutar, se rebelar e reenvidar seu lugar no mundo. O texto fruto do imaginário, torna-se, então, uma trama complexa cheia de mágoas, tristezas, alegrias, desabafos e conscientização de um “eu” individual e coletivo, que constrói pontes de memórias através da ficção.

As autoras enfatizam que é neste âmbito que se está inserido o livro da Pacheco, A casa deles. O livro foi lançado em 2009, pela editora Nankin e foi a estrei da escritora na ficção.

 

“Os vinte e dois contos que compõem o livro são, em geral, breves, de frases curtas, ordem direta, narrados em primeira pessoa. Vilma Arêas, no posfácio desse livro, sintetiza os temas tratados na referida coletânea:

 

Os temas de A casa deles giram entre vida familiar e vida na cidade, com suas leis e instituições examinadas em seu momento de quase dissolução. Seu ponto inflamado é o esvaziamento dos personagens, seja pela loucura, que surge normalizada em muitos textos (cf. “Centro), seja pelo controle de alguém que se fez mais forte, como em “Supergato” (humildes tiranizados por outro humilde que sobe na escala), seja ainda de forma mais geral no enquadramento da época da ditadura militar no Brasil, como em “A 20.000 pés”. (In: PACHECO, 2009, p. 90).”

 

O primeiro conto do livro, Água, relata a destruição de uma família pelos atos de um homem e seu título remete ao afogamento da vida doméstica.

 

O FUNDO FALSO DA SUBJETIVIDADE[3]

 

            Neste artigo a autora vai escrever uma crítica ao livro Jóias de Família, de Zulmira Ribeiro Tavares. Ana Paula apresenta um pouco da obra da escritora, e analisa seu modo de escrever, afirmando que Zulmira tem um certo tom analítico em seus ensaios, e um certo humor ácido em seus textos. Pacheco destaca que as pistas no texto ou a falta delas (o suspense) torna a obra quase que como cristalina de uma certa subjetividade. No entanto, todas as pistas, que levam a esta investigação são falsas, pois a própria autora dá as pistas.

 

[1] Artigo de Heidy Cristina Boaventura Siqueira e Osmar Pereira Oliva.

[2] Não citarei aqui todos os autores, pois ficaria bastante cansativo. Entretanto, o artigo também está disponível para consulta.

[3] Artigo de Ana Paula Pacheco.



O que é conatus?

21 de Abril de 2020, por Paulo Ricardo da Silva Borges Batista

Bom, quando eu criei este blog eu tinha a intenção de escrever pensamentos e ideias que um dia eu poderia ler novamente e perceber algum progresso, no entanto, eu não sei escrever nada relevante (agora) e nem sei se isso vai ser de alguma importância para meu futuro. Dai, resolvi escrever sobre tudo que estivesse acontecendo ou de qualquer coisa que eu gosto ou gostei.

Eu escrevo para mim mesmo, por isso não abro os comentários, e não releio ou corrijo o texto, por que escrevo para um eu futuro, acho que ele não vai existir, mas vamos ser positivos, né? Criar motivos para ter um. É um experimento meu e para mim mesmo. Uma ideia de auto avaliação e exposição social, pois a medida que alguns deles forem relevantes, eu poderei citá-los em meu Lattes (risos), e apagar se forem irrelevantes (serão?). O importante é escrever, não importando tanto sua qualidade, mas podendo produzi-lo de forma constante e gradual, ou seja, devagar e sempre.  

Conatus, significa tentativa, sim, eu fiz uma pesquisa antes de criar o nome. A tradução é do latim, mas traduzido aqui para o nosso português, ele pode ter uma interpretação de crime. É, eu vi isso no google também. Duas buscas! UAU!. Mas, a intenção é que seja uma tentativa mesmo, de produzir textos, de gastar tempo escrevendo e poder ler algum dia.



Imperio Romano

28 de Fevereiro de 2020, por Paulo Ricardo da Silva Borges Batista

           Roma es en Italia. Italia es en Europa. Grecia es en Europa. Italia y Grécia están en Europa. España tabién es en Europa. España y Italia y Grecia están en Europa. 

            El Egito no está en Europa, el Egito está em África. Galia no está en África, Galia es en Europa. Síria no es em Europa, pero en la Asia. Arabia también es em Asia. Síria y Arabia están en Asia. Germania no es em Asia, pero es Europa. Britania también es en Europa. Germania y Britania están en Europa.

            Galia es en la Europa? Galia es en Europa. Roma es en Galia? Roma no es Galia. Dónde es la Italia? Itália es en Europa. Dondé están Galia y España? Galia y España son en Europa.

            El Nilo es en Europa? Nilo no es en Europa. Dondé está el Nilo? Nilo está en África. Dondé está el Reno? Reno está en Germania. Nilo es un rio. Reno es un Rio.  Nilo y Reno son rios. Danubio también es um rio. Reno y Danubio son rios de la Germania. Tiberis es un rio en Italia.

            Rio Nilo es grande. Tiberis no es um grande rio, Tiberis es un rio pequeno. Reno no es un rio pequeño, pero un grande rio. Nilo y Reno no son rios pequenos, pero son grandes rios. Danubio también es un rio grande.

            Corsega es una isla. Corsega y Sardenha y Sicília son. Britania también es una islã.  Italia no es isla. Sicília es una grande islã. Melita es una pequena isla. Britania no es uma isla pequena, pero es una grande isla. Sicília y Sardenha no son islas pequeñas, pero son grandes islas.

            Brundisi es una ciudad. Brundisi y Tusculo son ciudades. Esparta también es uma ciudad. Brundisi es uma grande ciudad. Tusculo es una ciudad pequeña. Delfos también es una ciudad pequeña. Tusculo y Delfo no son ciudades grandes, pero son ciudades pequeñas.

            Dónde querdarse Esparta? Esparta es en Grecia. Esparta es una ciudade de Grecia. Esparta y Delfos son ciudades griegas. Tusculo no es una ciudad griega, pero es uma ciudad romana. Tusculo e Brundisi son ciudades romanas. Sardenha es uma isla romana. Creta, Rhode, Naxos, Samos, Chios, Lesbos, Lemnos, Eubeia son islas gregas. En Grecia hay muchas islas. En Italia y em Grecia hay muchas ciudades. En Galia y en Germania hay muchos rios. Hay muchos rios y muchas ciudades en Arabia? En Arabia no muchos, pero pocos rios y pocas ciudades.

            Acaso Creta es uma ciudad? Creta no es uma ciudad! Lo que es Creta? Creta es una isla. Acaso Esparta es una isla? Esparta no es uma isla! Lo que es Esparta? Esparta es uma ciudad. Lo que es Reno? Reno es un grande rio. Acaso el Oceano Atlântico es pequeño? No es pequeño, pero es um grande oceano.

            Dondé es el Imperio Romano? Imperio Romano es en Europa, en Asia, en África. España y Siria  y Egpito son províncias romanas. Germania no es província romana: Germania no es en Imperio Romano. Pero, Galia y Britania son províncias romanas. En el Imperio Romano hay muchas províncias. Grande es el Imperio Roamno

 

Tradução do Texto Imperivm Romanvm

Orbeg, Hans H. Língua Latina per se illustrata: Familia Romana. Domus Latina, 2003, p. 7 - 9. 



Política para não ser idiota, de Mario Sérgio Cortella e Renato Janine Ribeiro

11 de Fevereiro de 2020, por Paulo Ricardo da Silva Borges Batista

Resumo

 

            O livro de Mario Sergio Cortella e Renato Janine Ribeiro está organizado em formato de pequenas conversas, onde ambos discutem sobre assuntos políticos e qual o significado destes termos em nossos dias, e no cotidiano do brasileiro. Ademais, o livro pretende desmistificar as ideias de discussão política e ampliar estes debates em todas as esferas sociais.  A linguagem em pequenos diálogos é fluída e suas proposições nas conversas dos autores, envolvem o leitor de uma forma única e profunda nos debates. Por fim, a obra é um convite a participação da vida pública brasileira e salienta acerca importância dos debates políticos.

 

Palavras-chave: Política. Diálogos. Cotidiano. Convite.

 

            Simples, fluído, acessível e inovador é como podemos definir os diálogos entre os professores Mário Sérgio Cortella e Renato Janine Ribeiro nesta resenha. Na obra, os autores pretendem levar o leitor ao campo do conhecimento político, e colocá-lo para debater assuntos sérios e importantes descartando o velho jargão popular, presente no país, que diz que “religião e política” não se discute. Professor, autor e palestrante, Cortella é filósofo por formação (PUC-SP), seus feitos lhe colocam como um dos principais pensadores do país e lhe rendem fama na ágora digital de nossos dias. Janine Ribeiro também é professor e filósofo (USP), foi ministro da educação (2015) e atualmente é um dos professores honorários do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. O livro tem 112 páginas e está composto em doze capítulos, que apresentam reflexões dobre os desafios diários de se fazer pensar democraticamente em diplomacia.

            “Política não é coisa de idiota” é o capítulo que inicia os diálogos entre ambos os autores. Nele, Cortella e Janine Ribeiro pretende discutir o uso e etimologia da palavra idiota e como essa é usada para inferir uma atitude de ignorância por parte de quem comenta os assuntos de esfera pública. Os espaços de público e privado são colocados sob questão, e seu aprofundamento de ideias e imagens se dão através de inúmeros exemplos do cotidiano, que visam aproximar o leitor de uma perspectiva mais próxima de sua realidade. Cortella defende, que devemos pensar sempre coletivamente para que até mesmo nossas individualidades sejam preservadas pela lei, e que outros indivíduos se beneficiem do mesmo direito. Janine Ribeiro problematiza a conversa e expõe um caso onde a lei poderia obrigar alguém a fazer algo que vá contra sua vontade, contudo ressalta a importância das ideias de Cortella de se pensar no coletivo, e valorizar as relações de todos os indivíduos como cidadãos é função primária. O exemplo utilizado para esta cena é de um tabagista, onde a lei o impede de fazer uso do cigarro em locais públicos, Janine provoca Cortella, e lhe pergunta se a lei poderia impedir alguém de fazer a mal a si mesmo, dado a toxicidade do tabaco e sua inalação. Cortella responde, que a proibição visa evitar que não fumantes sejam constrangidos pelos fumantes, e salienta que a política é o ato da convivência coletiva. Em “Conviver: O mais político dos atos” traz consigo um pensamento iniciado por Janine, que revela a atitude de um homem em tentar passar na alfândega de um aeroporto com algumas malas e não pagar pelo imposto devido. Janine, infere ao mesmo que ele poderá fazê-lo, contudo terá de pagar. Neste mesmo sentido, eles debatem acerca das reuniões de condomínio e sobre a importância da nossa participação em compromissos públicos, conforme Cortella “os ausentes nunca têm razão”. Janine, encerra o capítulo, relatando sobre o “esgotamento” com a cidadania, uma ideia de cansaço daquilo que nem chegou em sua plenitude democrática. E ressalta, que este cansaço pode estar atrelado aos inúmeros casos de corrupção que vemos neste meio.

 

*O texto/resenha/descrição está incompleto.

 

Ficha Técnica

 

Título: Política Para Não Ser Idiota;

Autores: Mario Sergio Cortella & Renato Janine Ribeiro;

Editora: Papirus 7 Mares;

Ano de Publicação: 2012;

Versão: 10ª Reimpressão, 2016.