Em Vidas Secas, o clássico de Graciliano Ramos, a família de Fabiano se vê cercado pela fome e a falta de água. Recurso esse finito, que é buscado de forma incessante pela família, a fim de minimizar as dores físicas e saciar o corpo. Esse recurso é abrangente no território brasileiro, representado através da Amazônia Azul, área dos rios brasileiros que corresponde a cerca de 52% das terras continentais, segundo a Marinha do Brasil a Amazônia Azul é a zona do mar que percorre todo o litoral brasileiro e as ilhas oceânicas pertencentes. Os conceitos e limites para definir essa zona foram definidos no ano de 1982, em uma conferência que diz respeito aos direitos do mar. O território da Amazônia Azul é fonte de renda para muitas pessoas, em sua maioria povos ribeirinhos e ribeirinhas, que se alimentam e vivem através da pesca de peixes e da colheita que as terras Amazônicas podem produzir. Essa zona é responsável por matar a fome das pessoas, e ajudá-las a sobreviver, pois a coleta em mares possibilita a alimentação para subsistência das famílias da região.

Dentro desta área temos a chamada ZEE (Zona Econômica Exclusiva) que é totalmente controlada pelo Brasil, e visa assegurar os recursos minerais, naturais e animais dos binômios. A Amazônia Azul concentra seus valores nos aspectos econômicos, ambientais, científicos e da soberania brasileira acerca da área marítima. Dentro do território da ZEE também temos a segurança para que possamos aproveitar os nossos recursos de minérios da melhor forma possível. Exemplo dos seus usos podem ser revelados através do grande uso que s forças bélicas do Brasil utilizam para a fabricação de suas armas e também para seus investimentos em tecnologia. Parte da Amazônia Azul tem exploração de forma consciente e limpa, visando atingir de forma positiva, responsável e inteligente o meio ambiente, extraindo os minérios necessários para a tecnologia do país e impulsionando novas formas de investigação e pesquisa. Neste sentido, é importante salientar a importância do Programa Nuclear Brasileiro para disseminação do conhecimento e investigação dos conhecimentos sobre a zona marítima, pois através dele é possível contribuir para grandes investimentos, entre eles: a construção de reatores submarinos à propulsão nuclear para a proteção da Amazônia e os programas para domínio dos ciclos de combustíveis e da planta nuclear de energia elétrica.

A Amazônia Azul se constitui como patrimônio fundamental do território brasileiro e é uma das maiores zonas de fornecimento de àgua do planeta, sendo ela a responsável por 20% da água doce de todo planeta, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA). Ademais, seu território se constitui como fonte de renda, de ciência e de comércio sustentável. Junto a este fator temos o desenvolvimento das matrizes nucleares brasileiras, entre elas as energias nucleares que fortificam a pátria enquanto território de conhecimento e ciência. Através da zona azul é possível fazer pesquisas acerca de fármacos que beneficiarão os cidadãos e também todas as crianças que se enxergam fazendo pesquisas algum dia em suas vidas. Sendo assim, é fundamental que o Ministério da Defesa, juntamente com a Marinha fortifiquem ainda mais as relações de defesa do patrimônio aquático e salientam para seus riquíssimos recursos.

Para tanto, se faz fundamental ainda mais investimentos financeiros na Marinha por parte do Governo da Federação, a fim de que se pesquise e estimule ainda mais a produção e comércio em torno da região azul. Além disso, tornar a região ainda mais conhecida pela grande população brasileira ajudaria a salientar os projetos e estudos feitos no local, os mesmos poderiam ser descritos através do Ministério da educação e Cultural (MEC) que também ajudaria na parcela de divulgação e difusão dos projetos e integração nacional em prol das águas, do comércio sustentável e pela ciência. Assim, poderíamos ter uma maior visão de futuro, investimento no presente e lembrança de que somos humanos e devemos preservar e utilizar de forma consciente nossos recursos ambientais, mesmo sendo eles de vasta extensão. Pois, como dizia o ativista ambiental e cacique indígena, Raoni Metuktire “respiramos todos um só ar, bebemos todos a mesma água, vivemos todos em uma só Terra. Nós devemos protegê-la”.