Acho que muito já foi dito por aí sobre a "Web 2.0" e a "pessoa do ano" escolhida pela Time, mas só hoje cruzei com o link (Person of the year) e li. Devo dizer que, mesmo com todos os poréns e desconfianças, o texto não deixa de empolgar, então escrevi umas coisas desconexas a respeito.

A chave do que chamam de web 2.0 (nome infeliz?) é o conceito cada vez mais difundido de que os serviços web "do século XXI" não são fornecidos por uma equipe de profissionais, mas sim construídos pela comunidade envolvida. Exemplo mais famosos: wikipedia, youtube, digg, del.icio.us. Isso parece tão fantástico e utópico que até fico com a pulga atrás da orelha, mas está aí!

Um dos requisitos para esses serviços funcionarem é que eles precisam atingir uma certa massa crítica para se tornarem úteis, e ficam cada vez melhores à media em que cresce a base de usuários. Há ainda outra coisa a ser considerada: a realidade brasileira é bem diferente daquela que você pode ler na Time. Proporcionalmente, muito poucas pessoas têm acesso a computadores, que dirá a banda larga. E não é só o problema material, o tal do "analfabetismo digital" contribui pra exclusão da maior parte das pessoas. Temos então, de cara, uma grande barreira para esse processo no Brasil, já que, na melhor das hipóteses - "todo mundo" participando - esse "todo mundo" é restrito.

Agora, puxando um pouco a sardinha, o Stoa traz em si um projeto de, ao menos dentro de um grupo particularmente privilegiado (a comunidade USP), integrar e trazer pra dentro desse universo pessoas que, de outra forma, podem passar muitos anos ainda usando o pc apenas pra ler e-mails e jogar paciência. Dentro do universo acadêmico, quem sabe o que a integração de tanta gente com conhecimentos e experiências (no mínimo acadêmicas) tão diversas pode resultar? Ainda não sei bem como, nem se vai funcionar, mas afinal, temos que ser otimistas de vez em quando!