Projeto: Participação Socioambiental na Gestão de Resíduos, através das exemplificações do tratamento de lâmpadas fluorescentes e eletro-eletrônicos,  já implantados na EP e STI

 

Público: Todos os campi e pessoas indicadas com afinidade na área socioambiental

Unidades: Poli-ICB-STI

Funcionários interessados no projeto

Quantidade: máximo 90 pessoas

Participantes:

  • Ana Lúcia Mota - ICB - ramal: 919908
  • Neuci Bicov Frade – Poli – ramal: 918237
  • Rosa Mitie Y. Hayashida – STI(CeTI-SP) – ramal: 916349
  • Welson Gonçalves Barbosa Junior – Poli – ramal: 915517

 

Introdução

A Gestão de resíduos tem sido a constante preocupação da administração da Universidade de São Paulo, pois tem gerado vários impactos ambientais, muitos deles caudados pela falta de conhecimento dos envolvidos em todas as áreas da USP.

O projeto a ser desenvolvido pelo grupo tem como objetivo alcançar a difusão de boas práticas através da educação e capacitação dos PAP3 em todas as unidades da USP com exemplos de ações já implementadas na Escola Politécnica e no STI.

O engajamento dos servidores da Universidade para o empoderamento de ações ambientais e sua transformação em agentes educadores ocorrerá através de exemplos práticos e motivadores e também através de dinâmicas de grupo, vídeos e textos que serão disponibilizados para leitura e discussão dos grupos, mantendo assim o interesse e foco das discussões.

O princípio empregado é desenvolvido através do projeto de “Formação Sócio Ambiental de servidores Técnico Administrativos da USP, uma experiência formativa em capilaridade com temática de sustentabilidade” Sudan (2013)

Conforme cita Sudan (2013) “O projeto em questão tem como objetivos: educar ambientalmente seus servidores, ampliar a internalização da sustentabilidade na gestão universitária e fomentar ações sustentáveis na universidade. Para atingir a totalidade dos servidores, será adotada a metodologia da capilaridade. Nesta perspectiva, os envolvidos são “pessoas que aprendem participando(PAP)” e que assumem o compromisso de mobilizar outros grupos de seu ambiente de trabalho, por meio de cursos teóricos e práticas monitoradas”

Segundo Moreira ET al, (2014, pg382) no artigo publicado na REGET/UFSM “ “Sabe-se , no entanto, que não há legislação específica definida para as peculiaridades dos resíduos gerados em Instituições de Ensino Superior (IES) e nem fiscalização adequada.Portanto, uma das formas das IES demonstrarem seu comprometimento com as questões ambientais é através da adoção de políticas institucionais elaboração de um sistema de gestão ambiental que atenda às suas especificidades”.Portanto ainda segundo o texto ,”Para promover essa ação com eficácia é importante o envolvimento dos diversos setores, sobretudo a Alta Administração/Reitoria(Moreira Et AL apud Giloni-Lima e Lima, 2008;Silva e Mendes, 2009)

Sendo o tratamento dos resíduos da USP, um dos graves problemas ambientais mais visíveis, o grupo formado pela POLI e STI resolveu utilizar-se desse item específico para, através de ações educacionais, mostrar a importância da Educação Ambiental aplicada ao tratamento dos resíduos Sólidos, neste caso eletroeletrônicos, e lâmpadas, para a qualidade de vida e a melhora no ambiente de trabalho dentro da universidade.

Segundo Dias (2003) “Compreendem-se por Resíduos Sólidos todos os resultantes das atividades humanas de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, serviços, varrição e, para a compreensão de sua problemática, devem ser considerados como resultado do desenvolvimento tecnológico que variou ao longo do tempo, assumindo, assim, um caráter histórico e social. Esse avanço afetou a quantidade e a qualidade dos resíduos produzidos pelo homem ao longo do tempo, e ocasionou impactos sanitários e ambientais decorrentes de sua disposição final, geralmente inadequada no solo, bem como da forma de percebê-los no ambiente.”

Segundo Dias (2003) “A Conferência Intergovernamental de Educação Ambiental” ocorrida em 1977, em Tbilisi, é considerada um marco significativo na história da Educação Ambiental ao estabelecer como seus objetivos fundamentais: levar os indivíduos e a coletividade a compreender seu ambiente natural e o ambiente construído pelo homem (tecnológico, social, econômico, político, histórico-cultural, moral e estético), bem como incentivá-los na aquisição de conhecimentos, valores, comportamentos e habilidades práticas para participar da prevenção e da solução da gestão ambiental. Para isto, a Educação Ambiental deve suscitar uma vinculação estreita entre os processos educativos e a realidade, estruturando suas atividades em torno dos problemas concretos que se impõem à comunidade. Recomenda, ainda, que a Educação Ambiental seja um processo contínuo, interdisciplinar e dirigido a toda a sociedade, vinculado à legislação e às políticas ambientais (DIAS 1992).

Dias (2003) apud SORRENTINO (1995) destaca, que “a Educação Ambiental deve orientar-se para a comunidade. Deve motivar os indivíduos em um processo ativo para resolver problemas no contexto de realidades específicas e deve fomentar a iniciativa, o sentido de responsabilidade e o empenho em edificar um amanhã melhor. Por sua própria natureza, a Educação Ambiental pode contribuir efetivamente para renovar o processo educativo”.

A PNRS, sob o Art. 33, institui, entre outras obrigatoriedades, a implantação de sistemas de logística reversa.

Mediante o retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, pelos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:

  • Agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso,constitua resíduo perigoso;
  • Pilhas e baterias;
  • Pneus;
  • Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
  • Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
  • Produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

 

De acordo com Guarnieri (2011), o aumento da velocidade de descarte dos produtos que não encontram canais de distribuição reversos provoca um aumento na disposição de resíduos de forma inadequada, atualmente um dos mais graves problemas ambientais.

Levando em conta que nas unidades existem alguns projetos pontuais com resultados comprovadamente positivos que deveriam ser difundidos e aplicados em toda  a universidade, a Poli e o STI elaboraram, conjuntamente, um projeto de capacitação nas gestões de lâmpada fluorescente e resíduos eletroeletrônicos.

 

 

Justificativa

Segundo Lopes (1990, in Guimarães,1998) os objetivos gerais para o planejamento de Educação Ambiental são: participação ativa dos sujeitos, unidade teoria-prática, realidade concreta como ponto de partida e a busca por atingir o fim mais amplo da educação.

Assim partiremos de exemplos práticos, através de dinâmicas participativas, para conseguir o engajamento necessário não apenas para praticar os conceitos aprendidos, mas também para difundi-los de forma educativa e engajada.

Por não haver um plano de gestão único, elaboramos esse projeto respeitando as leis municipais, estaduais e federais na tentativa de padronizar as ações referentes aos resíduos referenciados nesse projeto. Conforme referências.

 

Objetivos

Difusão da educação ambiental dos PAP3 através da exemplificação da construção dos processos de gestão de lâmpadas e resíduos eletro-eletronicos, utilizando os princípios da Lei 12305/10.

Dar ênfase ao porque e como os problemas ambientais apareceram, motivados pela falta de conhecimento e engajamento dos agentes responsáveis e como a educação ambiental foi importante para a solução desses problemas, sendo assim ponto de partida para a discussão e troca de informações sobre os projetos que existem e estão em funcionamento na própria Universidade, e os que deveriam então ser implementados, já incluindo a formação dos PAP4 na discussão.