O problema do caixeiro-viajante é NP-completo, e dois pesquisadores da universidade de Stuttgart inventaram um experimento mental para resolver o problema não por meio de computação propriamente dita, mas por meio de um experimento ótico.

O problema do caixeiro-viajante pode ser encontrado em muitos livros de compuração, especialmente os que lidam com inteligência artificial. Grosso modo, é o problema de um viajante visitar várias cidades numa certa região visitando cada cidade exatamente uma única vez e percorrendo o menor caminho possível.

O artigo descrevendo a solução anunciada está aqui. A idéia básica por trás do experimento é a de ligar um conjunto de dispositivos de "retardo" da luz ("delays") por meio de fibras óticas de tamanho proporcional às distâncias entre as cidades. Cada "retardo" faz com que a luz "demore" um tempo pré-definido e muito maior que o tempo para percorrer todas as fibras óticas. De modo que cronometrando o tempo que leva para a luz entrar e sair pelo mesmo dispositivo de "retardo" obtém-se o tempo que leva para a luz percorrer as fibras. Como cada "retardo" tem um tempo grande e pré-definido, pode-se ir eliminando as soluções que não visitam certas cidades (por exemplo, se um "retardo" é de 5 segundos e a luz demorou 3 segundos para entrar e sair, ela certamente não visitou aquele dispositivo de "retardo").  Obtém-se dessa maneira o menor tempo necessário para percorrer todas as cidades. O artigo descreve como determinar o caminho percorrido desligando fibras sistematicamente, até que sobre apenas o caminho percorrido.

O resultado final é que o problema NP fica reduzido a uma solução quadrática.