Jornal da USP substitui aplicativo de notícias

26 de Agosto de 2016, por USP - Universidade de São Paulo - 0sem comentários ainda

O Jornal da USP acaba de ganhar um aplicativo para celular. Agora, os leitores poderão ler os textos publicados pelo jornal com um simples toque no seu aparelho de telefone celular, no sistema Android e no sistema iOS. A inovação se deve a uma parceria entre a Superintendência de Comunicação Social (SCS) – que publica o Jornal da USP – e a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), ambas da USP, e dá continuidade às mudanças introduzidas no jornal desde o início do ano, quando a publicação deixou de ser impressa e passou a ser exclusivamente on-line.

 

O novo aplicativo substitui os antigos Notícias USP e Eventos USP, além de permitir que o usuário escute a Rádio USP São Paulo e Ribeirão Preto. Clique aqui para mais informações e para fazer o download em seu celular.



Congresso reunirá experiências de ensino de graduação; inscrições abertas

23 de Maio de 2016, por USP - Universidade de São Paulo - 0sem comentários ainda

Esta é a segunda edição do Congresso de Graduação da USP, que acontece em Piracicaba no início de julho

cong_gradIntegrar o corpo docente e compartilhar as melhores práticas de ensino e experiências pedagógicas. São esses os principais objetivos do Congresso de Graduação da USP, iniciativa da Pró-Reitoria de Graduação que chega à sua segunda edição nos dias 5 e 6 de julho. Inovações em aulas de laboratório, indicadores de aprendizagem, mudanças curriculares, tutoria acadêmica e jogos didáticos para ensino são alguns dos temas que estarão em discussão no evento.

Os interessados podem submeter trabalhos até o dia 23 de maio. Serão aceitas comunicações orais e pôsteres. O público-alvo do congresso são docentes, pós-doutores, pós-graduandos, bolsistas de estágio PAE e monitores-bolsistas dos cursos de Licenciaturas. As inscrições para ouvintes devem ser feitas pelo site até o dia 10 de junho. A participação é gratuita.

Durante o congresso, será lançada a revista Grad+, dedicada ao ensino de graduação. A publicação foi idealizada na primeira edição do evento, que aconteceu em 2015 e reuniu mais de mil participantes. Nos Anais do I Congresso de Graduação 2015 é possível acessar o resumo de todas as apresentações.

O segundo Congresso de Graduação da USP acontece no Salão Nobre da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, localizada na Av. Pádua Dias, 11, em Piracicaba, no interior de São Paulo. Descubra como chegar.

Mais informações: (11) 3091-2310, email cong.prg.usp@gmail.com



HC busca idosos para pesquisa sobre debilidades comuns ao envelhecimento

28 de Abril de 2016, por USP - Universidade de São Paulo - 0sem comentários ainda

Selecionados vão fazer exercícios, passar por avaliações nutricional, física, cardiorrespiratória, e realizar exames laboratoriais e suplementação nutricional

O Laboratório de Avaliação e Condicionamento em Reumatologia (LACRE) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) recruta voluntários idosos para participarem de estudo que avaliará os efeitos do treinamento de força e da ingestão de proteínas e aminoácidos sobre a musculatura esquelética.

O estudo, realizado em parceria com a Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, objetiva buscar estratégias efetivas no combate às debilidades físicas comuns ao envelhecimento através da combinação de exercícios e alimentação. Podem participar homens e mulheres acima de 65 anos que não tenham realizado musculação nos últimos seis meses.

Os voluntários passarão por triagem médica. Aqueles que se encaixarem nos pré-requisitos irão realizar exercícios, por um período de quatro meses, passarem por avaliações nutricional, física, cardiorrespiratória, além de serem submetidos a exames laboratoriais e suplementação nutricional.

Os exercícios serão realizados na EEFE, duas vezes por semana. O pesquisador responsável é o doutor Hamilton Roschel.

Mais informações: (11) 2661-8022, email idosousp@gmail.com



Centro de Estudos da Metrópole oferece bolsas de pós-doutorado

28 de Abril de 2016, por USP - Universidade de São Paulo - 0sem comentários ainda

A oportunidade está aberta a candidatos brasileiros e estrangeiros. É recomendável que o candidato possua doutorado em Ciências Sociais ou áreas afins

Até dia 13 de junho, o Centro de Estudos da Metrópole (CEM) recebe inscrições para o programa de bolsas de pós-doutorado em Ciências Sociais. A oportunidade é aberta a candidatos brasileiros e estrangeiros. É recomendável que o candidato possua doutorado em Ciências Sociais ou áreas afins, com forte histórico de publicação e bom desempenho em inglês falado e escrito.

Os bolsistas deverão conduzir pesquisas teóricas ou empíricas no programa, além de outras atividades regulares, como a apresentação de seminários, elaboração de papers e a disseminação dos resultados da pesquisa.

As linhas de pesquisa disponibilizadas distribuem-se entre os temas “Entender os efeitos independentes das políticas públicas nas condições sociais e/ou na redução da desigualdade“, “Entender o papel das instituições políticas nas decisões sobre políticas redistributivas, particularmente o comportamento eleitoral e o processo de elaboração das leis” e “Mapear formas alternativas de governança em áreas urbanas e em suas conexões com o Estado de forma a entender ‘quem faz o quê’?”.

O selecionado receberá bolsa, no valor de R$ 6.819,30 mensais e reserva técnica, que equivale a 15% do valor anual da bolsa, destinada a realizar despesas diretamente relacionadas à atividade de pesquisa. Mais informações sobre a bolsa podem ser acessadas no site da Fapesp.

Os interessados poderão se inscrever até o dia 13 de junho pelo email centrodametropole@usp.br com o título “Bolsa – PD CEPID-CEM”. Os documentos necessários e demais informações sobre o processo seletivo podem ser consultados neste link.

O CEM é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da Fapesp. Trata-se de uma instituição de pesquisa avançada em ciências sociais, sediada na USP e no Cebrap, que investiga temáticas relacionadas a desigualdades e à formulação de políticas públicas nas metrópoles contemporâneas.

Mais informações: site http://www.fflch.usp.br/centrodametropole/1249; email centrodametropole@usp.br



Células de gordura podem inibir a formação óssea

28 de Abril de 2016, por USP - Universidade de São Paulo - 0sem comentários ainda

Substância em gordura inibe potencial de células-tronco para se diferenciarem em células ósseas

Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP revela que substância encontrada em gordura inibe potencial de células-tronco para se diferenciarem em células ósseas. Num futuro próximo, a reposição de um pedaço qualquer de osso, seja a perda decorrente de acidente, doença ou envelhecimento natural, será possível com substâncias produzidas pelo próprio organismo humano. Essa previsão tem base: os avanços da terapia celular e da engenharia de tecidos.

Esse cenário ainda é futurista. Mas o grupo de pesquisa Biomateriais para Implante em Tecido Ósseo da FORP deu mais um passo rumo a essa realidade. O pesquisador e pós-graduando Rodrigo Paolo Flores Abuna, conseguiu identificar e comprovar em laboratório a ação de substância produzida por células de gordura, o fator de necrose tumoral alfa (TNF alfa, do inglês Tumor Necrosis Factor) que reduz a formação de tecido ósseo por inibir a diferenciação de células-tronco em osteoblastos (células que dão origem aos ossos).

Procurando a melhor técnica de reparo ósseo, Abuna utilizou culturas de células-tronco mesenquimais, que têm capacidade de se transformar em células de diferentes órgãos, inclusive em células de ossos, de duas fontes diferentes: da medula óssea e do tecido adiposo (gordura do organismo).

Medula é a melhor fonte

As células-tronco mesenquimais foram extraídas de ratos e cultivadas em meios osteogênico e adipogênico. O pesquisador observou que, apesar das duas culturas apresentarem potencial para a diferenciação de osteoblastos, as células da medula óssea “exibiram maior expressão gênica de marcadores ósseos e formação de nódulos semelhantes ao osso”.

Nesses experimentos também se verificou que, em células de gordura, a formação das células ósseas era menor. Por fim, os pesquisadores observaram que células de gordura inibiam a diferenciação de células-tronco de medula óssea em osteoblastos e que o responsável por essa inibição é o TNF alfa. Essas células-tronco — da medula óssea e do tecido adiposo — representam hoje “uma ferramenta atraente para a reparação do tecido ósseo baseada na terapia celular”, adianta o pesquisador.

Segundo o professor Márcio Mateus Beloti, do departamento de Morfologia, Fisiologia e Patologia Básica da FORP, orientador de Abuna, a substituição de parte da medula óssea por gordura, decorrente do envelhecimento, é fato reconhecido pela literatura, mas chama a atenção a informação nova de que o tecido adiposo exerce efeito inibitório sobre a diferenciação de células-tronco da medula óssea em osteoblastos (para renovar o tecido ósseo)”.

O professor lembra que a literatura mostra que células-tronco mesenquimais vindas do tecido adiposo são uma fonte de células para essas terapias. No entanto, continua o professor, “observamos que a medula óssea é de fato a fonte mais interessante para que se produzam terapias, pensando no reparo ósseo”.

Porém, Beloti faz questão de lembrar que tudo ainda é objeto de estudo para terapias futuras. Hoje, a Odontologia não oferece rotineiramente tratamentos que estimulam a regeneração do osso usando terapia celular. Porém, com base nas informações que a ciência vem produzindo, pode-se dizer que “a interação entre células de gordura e do osso” deve ser levada em consideração no caso de uma futura indicação de terapia nesse nível.

Benefícios ao idoso

Como provaram que existe “conversa” entre essas duas populações celulares e que ela compromete o tecido ósseo, Beloti lembra que esse fato pode direcionar mais atenção aos idosos, pois é no idoso que se verifica a substituição de parte da medula óssea por tecido gorduroso. As pessoas apresentam mais problemas de perda óssea e alterações hormonais (principalmente as mulheres) com o passar do tempo.

Tomando a sua área, a Odontologia, como referência, o professor adianta que o implante é um dos principais focos quando se pensa em reposição de dentes ausentes. E a população idosa, em geral a que mais necessita desses recursos, é a que apresenta o osso em condição mais precária para receber implantes. Assim, o desenvolvimento de terapias celulares de reconstituição óssea para essa área deverá considerar fatos como: essa é uma população com mais tecido adiposo e o balanço entre gordura e tecido ósseo tem papel relevante no processo de formação do osso. Beloti reforça que as respostas que obtiveram ainda são de testes in vitro.

Liderado pelos professores Adalberto Luiz Rosa e Paulo Tambasco de Oliveira, todos da FORP, o grupo de pesquisa vem testando terapias celulares tanto in vitro quanto in vivo. “Pode ser que esses resultados sejam confirmados em testes in vivo. Dependemos ainda de mais estudos para dizer com clareza”, enfatiza o professor.

O estudo desenvolvido pelo grupo foi publicado na edição de janeiro de 2016 da revista Journal of Cellular Physiology e também foi tema da dissertação de mestrado de Rodrigo Abuna, defendida na FORP em 2014, com orientação do professor Beloti.

Além dos coordenadores, Rosa e Oliveira, o grupo de pesquisa Biomateriais para Implantes em Tecido Ósseo, certificado pelo CNPq, conta com os pesquisadores Beloti e Karina Fittipaldi Bombonato Prado.

Rita Stella / Assessoria de Comunicação de Ribeirão Preto

Mais informações: (16) 3315-4785